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Cresce a procura por tratamento Off-Site de efluentes industriais

Marcelo Furtado
1 de setembro de 2019
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    A movimentação nas estações da Opersan espalhadas pelo país – Jandira, Indaiatuba e Jundiaí (em SP), Rio de Janeiro-RJ, Blumenau-SC e Camaçari-BA – começaram a melhorar no ano passado, afirma Fréo. Embora não detalhe os números, o gerente afirma que houve crescimento de um dígito e, para 2019, a expectativa é de que seja de dois dígitos. Uma sinalização positiva é a retomada da Petrobras em sondagem e perfuração, o que gera grandes volumes de efluentes destinados a estações off-site. “Estamos participando de várias licitações da estatal no Rio de Janeiro e na Bahia”, revela.

    Química e Derivados - Descarga de rejeitos na linha de tratamento da Sanetrat

    Descarga de rejeitos na linha de tratamento da Sanetrat

    Com tratamento físico-químico em todas as estações e biológico em Blumenau, as centrais paulistas e da Bahia contam também com o sistema de termocompressão a vácuo, processo que promove a destilação dos efluentes contaminados por sulfetos, sulfatos, óleos e graxas, metais pesados e com altas cargas de DBO e DQO.

    As unidades da Opersan tratam efluentes ácidos e alcalinos, biológicos e chorume, contaminados com metais pesados e com óleos diversos. Conforme explica Fréo, a operação começa com o estudo do efluente a ser tratado, que pode ter algum componente removido para tornar o tratamento mais viável economicamente na estação. Depois disso, com a análise da amostra nos laboratórios da empresa, a rota é definida, assim como o custo proposto ao cliente.

    NOTAS

    Na gaveta 1

    O anteprojeto de lei que dispõe sobre o inventário, a avaliação de risco e controle de substâncias químicas do Brasil, que estava na Casa Civil da Presidência da República desde janeiro, foi reenviado para o Ministério do Meio Ambiente. A atitude pegou de surpresa os envolvidos na SUA elaboração, que levou mais de quatro anos de trabalhos comandados pela Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq). A informação no mercado é a de que o novo ministro Ricardo Salles “congelou” o processo até segunda ordem, o qual segue em reavaliação pelo menos até o fim do ano.

    Na gaveta 2

    Se seguisse o ritmo anterior, que já estava atrasado, o anteprojeto que estabelece controle sobre as substâncias químicas no país iria da Casa Civil para o Congresso Nacional, seguindo os trâmites legislativos até a sua regulamentação. Como sofre esse revés, o país corre até mesmo o risco de não ser aceito na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como vem pleiteando nos últimos anos. Isso porque para se tornar membro da OCDE o Brasil precisa se comprometer com 20 requisitos apenas para o setor químico, sendo que o anteprojeto de lei preenche nove deles.

    Na gaveta 3

    O anteprojeto de lei é parte do desenvolvimento de ações para gestão segura de produtos químicos, que se alinham com o compromisso brasileiro firmado como signatário do Strategic Approach to International Chemicals Management (SAICM). A determinação do SAICM é a de que até 2020 as substâncias químicas dos países signatários estejam dentro de parâmetros de uso e produção que reduzam efeitos à saúde humana e ao meio ambiente. A indústria química mundial está fazendo o seu “dever de casa”, como ocorreu com a Europa, com o Reach, com os Estados Unidos, com o seu TSCA (Toxic Substances Control Act) e o Canadá, com o CMP (Chemicals Management Plan). O Brasil, apesar de ter deixado para a última hora o compromisso, estava no caminho certo. Falta agora combinar com o novo governo federal.

    Brexit e o Reach

    Com o Brexit previsto para ocorrer em outubro, depois vários adiamentos, as indústrias químicas britânicas estão correndo para transferir para algum dos outros 27 países-membros da União Europeia os registros de suas substâncias químicas feitas no Reino Unidos de acordo com a regulamentação europeia Reach. A agência de controle Echa, de Helsinki, na Finlândia, determina a ação como forma de os registros – custosos e trabalhosos – não perderem o efeito depois que o Reino Unido sair definitivamente da comunidade. São estimados 12 mil registros de origem britânica nesse processo.

    Saneamento na mesma

    Estudo da consultoria KPMG, que usa como base a meta de universalização do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), aponta a necessidade de mais de R$ 40 bilhões anuais de investimentos, entre 2019 e 2033, para o seu cumprimento. Esse montante é muito maior do que a média de investimento do setor nos últimos anos. Em 2017, por exemplo, foram aplicados apenas R$ 10,4 bilhões. E o pior: os aportes vêm caindo. Em 2016, foram R$ 11,9 bilhões, em 2015, R$ 13,6 bilhões e, em 2014, R$ 15,1 bilhões.

    MP 868

    Com o cenário desolador do saneamento, representado pelo já mais do que conhecido dado de que metade da população não tem acesso à coleta e tratamento de esgoto, a aprovação da MP 868 neste ano, que facilita a participação privada no setor, é vista como uma luz no fim do túnel. Mesmo sob pressão principalmente das companhias estaduais, a expectativa é de que a



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