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Catar estreia na Copa do Mundo com menos emissão de carbono e estádios com energia solar

Primeiro evento mundial da FIFA zero carbono

Prestes a completar uma semana de evento, a Copa do Mundo no Catar tem virado notícia. Embora o evento esteja repleto de polêmicas, algumas notícias nos trazem esperança de dias melhores para o meio ambiente.

O governo do país anunciou que alguns dos estádios oficiais da Copa são 100% alimentados por energia solar –  ao todo serão cinco locais. Devido as altas temperaturas do Cartar, que podem chegar a 40ºC, os estádios possuem um sistema de refrigeração inovador abastecido por energia solar. O Education City, em Doha, capital do país, possui 233 mil metros quadrados que acomodam 45.350 espectadores e possuiu o sistema de refrigeração em toda a sua estrutura.

O Al Baty, escolhido para a abertura da Copa, apresenta um sistema de iluminação no estacionamento completamente abastecido por energia solar. O estádio receberá nove jogos do torneio e tem capacidade para receber 60 mil torcedores. Já o Al Janoub, que recepcionará sete jogos e comporta até 40 mil torcedores, conta com iluminação abastecida por um sistema de energia solar em suas cercas temporárias.

Dentro do estádio Al Thumama está instalado um centro de pesquisa sobre o um sistema de resfriamento de alta eficiência abastecido unicamente por painéis fotovoltaicos. E, por fim o centro de treinamento Al Wahda, possui um monitor de qualidade de ar abastecido por energia solar.

Uma outra iniciativa para reduzir o uso de energia elétrica foi a inauguração da maior usina solar do país, a Al Kharsaah. A fazenda, localizada no deserto, possui 10 quilômetros de extensão e está a 50 quilômetros de distância do estádio e têm capacidade de 800 megawatts (MW) equivalente a 10% de  toda a demanda de eletricidade.

zero carbono
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Primeiro evento mundial da FIFA zero carbono

Para se tornar o primeiro país a sediar o Mundial da Fifa com a promessa de ser zero emissão de carbono, o Catar iniciou a transição no mês que antecedeu o início do campeonato, fornecendo energia limpa para moradores e turistas.

De acordo com o ministro de energia do país,  Saad Sherida Al Kaabi, a usina de Al Kharsaah faz parte das iniciativas do país para redução das emissões de poluentes. A expectativa é amortizar anualmente as emissões de dióxido de carbono em 1 milhão de toneladas.  O local onde a usina Al Kharsaah está instalada foi escolhida a partir de estudos para identificar a eficiência operacional e os impactos geológicos e sociais.

É importante destacar que é impossível que tudo que envolve o Mundial seja zero emissão de carbono, uma vez que os meios de transporte para o país, automóveis, entre outros recursos, não sejam controlados  e que ainda não há tecnologia disponível no mundo para suprir todas as questões que envolvem o evento. Por isso, o título de primeiro  Mundial da Fifa zero carbono, é relativo e considerado apenas de acordo com os recursos disponibilizados pelo Catar para o evento.

O país  afirma ter reduzir as emissões por meio instalação de sistemas de iluminação e resfriamento movidos a energia solar e da construção dos “estádios com eficiência energética”, que posteriormente se tornarão hotéis boutique, parques, projetos verdes entre outras estruturas para compensação das emissões.

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