Logística e Transporte

Contenção: Contenção de derramamento de óleo em cenário offshore

Petroleo e Energia
25 de fevereiro de 2015
    -(reset)+

    Atualmente os recolhedores oleofílicos tem ampla aplicação, pois captam muito bem óleos leves a médios, com boa relação de remoção óleo-água. No entanto, óleos muitos leves que apresentam dificuldade em formar filmes mais espessos, como gasolina e querosene, ou na presença de emulsões aquosas de baixa aderência, podem ser de difícil recolhimento por esses sistemas.

    Já os recolhedores não oleofílicos possuem uma gama maior de variações, pois podem ser do tipo vertedouro, mecânico ou de sucção. Sistemas vertedouros utilizam a gravidade e a densidade do óleo para fazer a coleta do produto derramado. Através de um sistema regulável conectado a uma bomba de transferência, o óleo é drenado seletivamente a partir da superfície da água e conduzido para o local de armazenamento. Sistemas mecânicos são dotados preferencialmente de esteiras ou correias que fazem a captura física do óleo, enquanto os sistemas de sucção funcionam com equipamentos de sucção a vácuo diretamente sobre o produto vazado.

    Revista Petróleo & Energia,

    Os recolhedores não oleofílicos tem aplicação em diversas situações e servem a trabalhos de remoção dos mais diferentes tipos de óleo, do mais leve ao mais pesado, sempre a depender da escolha correta do tipo de equipamento adequado para a remoção do produto desejado. A figura abaixo mostra alguns tipos de recolhedores não oleofílicos comumente encontrados no mercado.

    A tabela abaixo (adaptada de ITOPF, 2014) procura sintetizar os principais tipos de recolhedores, suas aplicações e limitações de uso.

    Revista Petróleo & Energia,Clique na tabela para ampliar

    Atualmente o mercado busca soluções completas, que possam resolver situações de forma rápida e confiável. Nesse sentido, foram concebidos sistemas recolhedores que podem executar simultaneamente a contenção do óleo e o seu recolhimento. Esses sistemas são acoplados a embarcações e têm funcionamento autônomo. Funcionam como um braço estabilizado acoplado no bordo de embarcações para confinar o óleo, enquanto outro sistema efetua seu recolhimento, geralmente composto por um skimmer de escova, seguido da transferência do produto para um tanque de armazenamento.

    Além do recolhimento e transferência do produto derramado, uma das preocupações é com o seu armazenamento. Em operações oceânicas, os recolhedores possuem elevadas taxas de recolhimento, superando 300 m3/hora. Esse volume de água oleosa necessita de condições adequadas de armazenamento. Apenas embarcações dedicadas às operações de resposta possuem tanques específicos para lidar com tais volumes. Para suprir essa carência, podem ser utilizados tanques de armazenamento temporário, rebocáveis ou estacionários, ou adaptações nas embarcações engajadas na resposta. Nesse ponto, a tendência do mercado mundial é a utilização dos denominados Fast OSRV (Fast Oil Spill Recovery Vessel), embarcações autossuficientes de menor porte, maior velocidade de cruzeiro, utilizando barreiras curtas apoiadas por braços de sustentação e recolhedor oleofílico acoplado, o que permite grande versatilidade operacional e menor volume de resíduo gerado.

    De acordo com a Nova Política de Resíduos Sólidos – Lei № 12.305/2010, deve-se efetuar a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos gerados. Nesse sentido, os resíduos oleosos coletados nas emergências envolvendo o lançamento acidental de óleo devem ser direcionados para a recuperação mediante reprocessamento e rerrefino. De forma complementar, a presença de resíduos sólidos contaminados e a borra oleosa resultante do processo de rerrefino podem ser utilizados na produção de briquetes com alto poder calorífico, que podem ser utilizados em caldeiras ou fornos de alta temperatura, minimizando a disposição desses resíduos em aterros.

     
    Revista Petróleo & Energia, Dante Pozzi Neto

    Dante Pozzi Neto

    OS AUTORES

    Dante Pozzi Neto atua há mais de 30 anos na área ambiental, é mestre em Ciência Ambiental pela USP e diretor operacional da Alpina Briggs Defesa Ambiental, é especializado no gerenciamento de derramamento de óleo e avaliação de impactos ambientais, com participação em dezenas de projetos de âmbito nacional e internacional.

    Osvaldo Henrique Nogueira Junior é geógrafo, com MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais pela Escola Politécnica da USP, capacitado como IMO On-Scene

    Revista Petróleo & Energia,

    Osvaldo Henrique Nogueira Junior

    Commander, acreditado pelo The Nautical Institute e membro da ISCO – International Spill Control Organization, com 20 anos de experiência nas áreas de meio ambiente e contingência. Desde 2002 faz parte da equipe de especialistas da Alpina Briggs Defesa Ambiental atuando diretamente na elaboração de Planos de Emergência Individuais, Planos de Contingência, Estratégias Iniciais de Resposta e Estudos Ambientais.

    Roberto Giannini é oceanógrafo, graduado pela Universidade do Rio Grande, mestre e doutor pela Universidade de São Paulo. Conta com mais de 30 anos de atuação na área de meio ambiente, como instrutor e consultor nos meios acadêmico e empresarial.

    Revista Petróleo & Energia,

    Roberto Giannini

    Participou de muitos projetos de diagnóstico, monitoramento e impactos ambientais, com ênfase nas atividades petrolífera e de saneamento. Desde 2002 trabalha na Alpina Briggs Defesa Ambiental, exercendo atualmente o cargo de Gerente de QSMS.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. No yu tub tem um equipamento que retira do mar aberto petroleo e oleo com total. puresa levando de volta au navio



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *