Logística e Transporte

Contenção: Contenção de derramamento de óleo em cenário offshore

Petroleo e Energia
25 de fevereiro de 2015
    -(reset)+

    Resolução Conama № 398/2008: Os absorventes utilizados para limpeza final da área do derramamento, para os locais inacessíveis aos recolhedores e, em alguns casos, para proteção de litorais vulneráveis em sua extensão ou outras áreas especiais, deverão ser quantificados obedecendo-se o seguinte critério:

    a) barreiras absorventes: o mesmo comprimento das barreiras utilizadas para a contenção.

    Nota Técnica Nº 03/2013 – CGPEG/DILIC/Ibama: Como diretrizes para aprovação dos Planos de Emergência Individual – PEI, nos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás natural, o empreendedor deverá considerar o mínimo de 200 metros de comprimento de barreiras de contenção, por recolhedor. Em cada embarcação que contar com barreira de contenção, deverão ser alojados, minimamente, 2 carretéis de 200 metros. As embarcações deverão contar com barreiras absorventes de forma a auxiliar as operações de recolhimento.

    Revista Petróleo & Energia,

    Uso conjugado de barreiras absorventes e de contenção

    Recolhimento do óleo – A considerar a organização da estrutura de resposta a um incidente tecnológico que envolva o lançamento acidental de óleo no mar, após a contenção do produto derramado, resta a execução de uma das principais etapas da resposta, que é a aplicação de técnicas e recursos voltados à coleta, armazenamento e destinação final dos resíduos a serem coletados.

    Para a execução de todo o processo de retirada do óleo da água, é necessária a definição e escolha de equipamentos e procedimentos específicos, com a finalidade de se obter o melhor rendimento possível na operação. Os pontos que mais influenciam na definição desses recursos são o conhecimento do tipo do óleo derramado, a quantidade derramada, o tempo de residência do óleo no mar e os ambientes a serem impactados, fatores que ajudam a definir a severidade do incidente.

    Revista Petróleo & Energia,

    Recolhedor de cerdas

    Os equipamentos destinados a fazer a remoção do óleo confinado nas barreiras de contenção são comumente chamados de recolhedores ou skimmers. A palavra inglesa é utilizada para definir os aparelhos desenvolvidos para efetuar a remoção mecânica de petróleo ou derivados, derramados em diversos ambientes, como superfície do mar, rios e até mesmo em áreas terrestres, com auxílio de um dispositivo captador e um sistema de bombeio que faz a transferência do produto para o local de armazenamento.

    Assim, para a recuperação do óleo derramado, faz-se necessário inicialmente confiná-lo com o auxílio das barreiras de contenção, para posteriormente ocorrer a aproximação dos equipamentos para a sua remoção. Desta forma, fica claro que os principais componentes de um skimmer são formados pelo binômio bomba de transferência e dispositivo recolhedor.

    A seleção de um skimmer passa pela análise de vários fatores. Os mais importantes são a viscosidade e densidade do óleo, considerando que tais propriedades químicas variam consideravelmente quando sob ação direta dos processos de intemperismo e de emulsificação, que se iniciam imediatamente a partir do instante em que o óleo é derramado sobre a superfície do mar. Outros fatores não relacionados às características do produto derramado também determinantes para a eficiência das operações de recolhimento são o estado de mar e a presença de resíduos.

    Revista Petróleo & Energia,

    Recolhedor de discos

    Uma vez identificado o tipo e condição do óleo a ser recolhido, o próximo passo é definir as condições operacionais em que se dará o processo de recolhimento, se engajado em uma estrutura de resposta formada por embarcações dedicadas, já equipadas com sistemas de recolhimento a bordo, se o equipamento integrará embarcações de apoio acoplados com sistemas híbridos de contenção e recolhimento ou se o recurso será lançado manualmente ou de forma assistida, no interior do sistema de contenção para iniciar a captura do óleo.

    De forma geral, os recolhedores são classificados de acordo com a sua maneira operacional de retirar o óleo derramado e podem ser classificados como oleofílicos e não oleofílicos, ou seja, os conjuntos oleofílicos funcionam pela adesão do óleo à uma superfície recolhedora e os conjuntos não oleofílicos ou vertedouros se servem da força de gravidade para recolher o produto derramado.

    Os skimmers oleofílicos são construídos com materiais que apresentam uma afinidade maior com o óleo do que com a água e, com isso, os hidrocarbonetos se aderem à superfície do equipamento, que comumente é manufaturado na forma de tambores, discos, cordas, escovas ou cerdas oleofílicas, que à medida que giram, captam o óleo da superfície aquosa para posteriormente serem raspados e conduzidos por bombeamento até o ponto de armazenamento. Veja figuras de alguns tipos de recolhedores oleofílicos comumente encontrados no mercado.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. No yu tub tem um equipamento que retira do mar aberto petroleo e oleo com total. puresa levando de volta au navio



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *