Logística e Transporte

Contenção: Contenção de derramamento de óleo em cenário offshore

Petroleo e Energia
25 de fevereiro de 2015
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    Barreiras Oceânicas: Geralmente manufaturadas em tecido resistente e revestido com poliuretano, poliéster, policloreto de vinila ou neoprene, resistente à radiação UV, são barreiras grandes, robustas e que necessitam de uma unidade de força para o lançamento e o recolhimento, de sopradores de ar para o preenchimento e maior habilidade do usuário. O limite para operação segura e eficiente das barreiras é até mar 3 ou 4 (escala Beaufort). Geralmente comercializadas entre 200-300 m de lance contínuo, em carretéis elétricos, em contêineres. Há modelos com sessões independentes, onde cada câmara é inflada separadamente ou modelos com um único ponto de enchimento.

    Barreiras para Queima de Óleo: Utilizadas para conterem manchas com risco de incêndio ou para concentrar manchas para sua posterior ignição intencional. Os modelos atuais são construídos com uma manta de cobertura refrigerada por água através de uma bomba auxiliar, podendo ser utilizada várias vezes, pois é resistente a altas temperaturas. Pode deslocar a mancha incendiária para locais mais adequados, protegendo áreas sensíveis a altas temperaturas como navios-tanque, barcaças de combustíveis, plataformas de perfuração, exploração e produção, postos de serviços flutuantes e demais instalações marítimas e portuárias. No Brasil ainda não existe uma legislação específica para queima do óleo in situ.

    Revista Petróleo & Energia,

    Técnicas de Contenção – As pessoas responsáveis por selecionar e fazer uso das barreiras devem conhecer as suas aplicações, conhecer exatamente cada tipo de barreira, sua durabilidade, formas de armazenamento, transporte e capacidade de contenção, onde mais elas se adequam, planejar criteriosamente a escolha e colocação, selecionando-se os melhores locais para sua disposição, além de possuir também conhecimento sobre as condições de mar, de tempo e marinharia, como o uso de âncoras, boias de arinque, flutuadores e demais acessórios. As técnicas mais usuais são:

    Cerco: Pode ser Total, em embarcações e plataformas fundeadas, ou Parcial, em embarcações em áreas portuárias ou em atracadouros. Pode-se fixar as barreiras ao casco do navio ou às estruturas do atracadouro.

    Contenção em “V” (duas embarcações ou âncoras seguram as extremidades da barreira, direcionando o óleo contido para seu vértice, onde há um recolhedor acoplado ou uma embarcação recolhedora); em “J” (geralmente usada em mar aberto, com duas embarcações, sendo que uma delas segura uma das extremidades da barreira também recolhe e armazena o óleo); ou em “U” (configuração geralmente usada em águas costeiras, com três embarcações, sendo duas segurando as extremidades da barreira e uma terceira recolhendo o óleo). Em locais com velocidade de corrente propícia, pode-se substituir a embarcação de uma das extremidades da barreira por dispositivo de lançamento.

    Contenção Dinâmica: É usada apenas uma embarcação. Sistema de barreira acoplada em um ou em ambos os bordos de uma embarcação, o que permite o recolhimento dinâmico, ou seja, a embarcação pode se movimentar enquanto recolhe o óleo.

    Falhas das Barreiras – As barreiras podem apresentar falhas devido às condições de mar locais e/ou problemas operacionais, como:

    Arraste: a velocidade relativa entre a água e a barreira é muito alta, com dispersão do óleo por baixo da barreira.

    Drenagem: a quantidade de óleo contido na barreira ultrapassa a capacidade máxima para qual a barreira foi dimensionada.

    Sobrepassagem: o óleo passa por cima da barreira, devido ao comprimento e altura das ondas.

    Surf: vento e correntes fortes e com direção oposta ou uso incorreto de acessórios acarretando o tombamento da barreira.

    Ancoragem: falha operacional durante a instalação, com o comprimento do cabo de ancoragem incorretamente dimensionado em relação à profundidade, principalmente em locais com alta variação de maré, ocorrendo submersão de parte da barreira.

    No Brasil, a quantidade de barreiras absorventes e de contenção/proteção necessárias para que um empreendimento seja licenciado está normatizada, sendo:

    Resolução Conama № 398/2008: As barreiras de contenção deverão ser dimensionadas em função dos cenários acidentais previstos e das estratégias de resposta estabelecidas, contemplando as frentes de trabalho junto à fonte, na limitação do espalhamento da mancha e na proteção de áreas vulneráveis prioritárias, obedecidos os seguintes critérios:

    Revista Petróleo & Energia,

     



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    Um Comentário


    1. No yu tub tem um equipamento que retira do mar aberto petroleo e oleo com total. puresa levando de volta au navio



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