Tendência

Conselho de Administração da Petrobras rejeita dois nomes indicados pelo governo

O Conselho de Administração da Petrobras considerou inelegíveis os nomes do secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Castro, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, por unanimidade, o relatório do Comitê de Elegibilidade (Celeg) que considerou inelegíveis dois nomes indicados pelo governo Jair Bolsonaro para serem conselheiros da estatal: o secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Castro, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano.

Dos sete,  cinco foram considerados aptos para exercer a função. Castro e Soriano foram considerados inelegíveis por conflito de interesses.

Em seus cargos atuais, ambos têm informações privilegiadas que podem ir contra interesses da Petrobras, favorecendo o acionista majoritário da estatal, a União. Por isso, o Comitê de Elegibilidade recomendou a rejeição tanto do secretário-executivo da Casa Civil como do procurador-geral da Fazenda Nacional.

No caso de Soriano, o comitê ressalta que por causa de seu atual cargo, ele não teria como desenvolver seu papel como conselheiro da Petrobras e procurador ao mesmo tempo.

Os outros candidatos indicados pelo governo que foram considerados aptos pelo Comitê de Elegibilidade a concorrer às vagas no conselho são: 

  • Gileno Gurjão Barreto – presidente do Serpro, indicado como presidente do conselho
  • Edison Antônio Costa Britto Garcia
  • Iêda Aparecida de Moura Gagni – presidente do conselho do Banco do Brasil
  • Ruy Flaks Schneider – concorre à reeleição
  • Márcio Andrade Weber – concorre à reeleição
  • Caio Paes de Andrade – atual presidente da Petrobras

A Petrobras (PETR4) convocou para 19 de agosto uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para escolher os indicados ao conselho de administração da companhia. A lista seguirá sem estes dois nomes.

Petrobras


Lucro da Petrobras foi de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022

O lucro da Petrobras foi o melhor resultado da empresa para um 1º trimestre. O lucro líquido mais elevado registrado pela empresa foi no 4º trimestre de 2020, quando teve ganhos de R$ 59,9 bilhões. Também foi o melhor desempenho entre as companhias da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) da história.

Com o resultado, a Petrobras atingiu o posto de companhia que apresentou o maior lucro entre as empresas de capital aberto em um primeiro trimestre – um recorde da história da bolsa, segundo levantamento da Economatica, empresa de informações financeiras.

Mas não foi apenas a Petrobras que bateu recordes neste trimestre. Suzano (SUZB3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) também tiveram os melhores primeiros trimestres em questão de lucros líquidos desde seus IPOs (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês).

Além da margem de lucro acima das concorrentes, a Petrobras ainda opta por distribuir mais dividendos para os acionistas que as demais. 

A estatal também informou que os resultados alcançados pela Petrobras retornam à sociedade por meio do pagamento de tributos. No primeiro trimestre de 2022, foram pagos quase R$ 70 bilhões em impostos, royalties e participações governamentais. Esse valor é quase o dobro do total recolhido no mesmo período do ano passado.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios