Economia

1 de outubro de 2017

Conjuntura: Consumo nacional de químicos cresce, suprido por importações

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Publicado por: Petroleo e Energia
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    Petróleo & Energia, Conjuntura: Consumo nacional de químicos cresce, suprido por importaçõesO consumo aparente de produtos químicos de uso industrial no Brasil aumentou 10,9% entre janeiro e maio deste ano. No período, as importações cresceram 35,9%, enquanto a produção local avançou apenas 3,04%. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), relatora desses dados, os números comprovam que o grande potencial do mercado interno está sendo aproveitado pelos produtores estrangeiros, levando emprego e desenvolvimento a outros países.

    Desta vez, destacaram-se as importações de produtos intermediários para fertilizantes, com alta de 52,6%. Nos doze meses anteriores a maio de 2017, 35,5% de tudo o que o país consumiu em produtos químicos teve origem no mercado internacional. “O aumento nas importações mostra que, dada a facilidade de penetração e atratividade pelo mercado brasileiro, não é possível, no caso da indústria química nacional, competir com alguns países que detêm vantagens comparativas, especialmente de energia elétrica, gás natural e matérias-primas básicas tão relevantes para o setor”, comentou Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Abiquim.

    As vendas internas de produtos químicos de uso industrial recuaram 0,69% de janeiro a maio de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior. O clima de instabilidade política e a crise econômica levaram as empresas do setor a realizar paradas programadas de manutenção no início do ano.

    Em maio de 2017, as vendas internas e a produção cresceram 10,12% e 1,49%, respectivamente, em comparação a abril, mas não conseguiram compensar o forte declínio registrado em abril, quando a produção encolheu 6,02% e o índice de vendas internas ficou 12,53% menor. Apesar do aumento de produção em maio, a produção física foi 0,33% inferior à do mesmo mês no ano anterior.

    O patamar médio dos últimos cinco meses de vendas internas se aproxima do verificado no auge da crise de 2008-2009. “Após um primeiro trimestre de resultados positivos, os índices de produção e de vendas internas exibiram desaceleração entre abril e maio, reduzindo as expectativas de crescimento para o ano. É de se destacar que praticamente todos os grupos de produtos apresentam quadro semelhante ao da média geral. Em menor ou maior grau, todas as empresas indicam dificuldades para manter as vendas no mercado local no início deste ano”, analisou Fátima Giovanna.

    A taxa média de utilização da capacidade instalada setorial ficou em 78% nos primeiros cinco meses de 2017, um ponto percentual abaixo da taxa verificada em igual período de 2016. Porém, em abril e maio a ocupação das instalações foi ainda mais baixa, de 77%, indicando desaceleração da atividade interna. “Seria ainda pior, não fosse tão fraca a base de comparação”, avaliou Fátima Giovanna. Os segmentos com melhor desempenho são os relacionados ao agronegócio brasileiro. A indústria automobilística e a atividade de exploração e produção de petróleo iniciaram um processo lento de recuperação. E não há sinais de retomada das atividades relacionadas à construção civil, importante cliente da indústria química, como observou a diretora.



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