Petróleo e Energia

Concessões – Novos players apostam pesado em campos offshore e também na terra firme

Petroleo e Energia
6 de agosto de 2011
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    De mansinho, mas com persistência, uma empresa criada no mesmo ano em que a Petrobras (1953), mas para atuar na área de engenharia e construção, conseguiu se posicionar entre as maiores produtoras de petróleo e gás no Brasil. Nada menos que a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), do grupo homônimo, conhecido como uma das maiores empreiteiras nacionais.

    Embora tenha criado a primeira empresa para atuar no setor de óleo e gás ainda na década de 80, a Queiroz Galvão Perfuração, e depois, QG Óleo e Gás, é sob a ativa denominação QGEP que ela vem se destacando no cenário nacional. Seu cartão de visitas no setor é o Campo de Manati, na Bacia de Camamu- BA, o sexto maior produtor de gás do país, de acordo com dados da ANP, de junho deste ano. “Na verdade, a empresa já produziu óleo no Campo de Coral, na Bacia de Santos, no período de 2003  a 2008”, ressalva José Augusto Fernandes Filho, diretor-geral da Queiroz Galvão Exploração e Produção.

    Formado pela QGEP (45%), Petrobras (35%, e é a operadora), Brasoil (10%) e Panoro (10%), companhias independentes norte-americanas, o consórcio Manati posiciona a empresa como a primeira brasileira no ranking, fora a Petrobras. Mas a QGEP pretende ir além, como ficou demonstrado com a aquisição de 30% dos 40% da Shell no BS-4, na Bacia de Santos, anunciada no dia 24 de agosto, ainda dependente do aval das demais associadas e da ANP.

    “Prevemos produzir uma média de 120 mil barris de boed por volta de 2017”, afirma Fernandes. Lembrando que Manati é também o maior campo de gás natural não associado em produção do Brasil, ele observa que o ativo, operado pela Petrobras, em 2010 apresentou uma produção recorde, com uma média de 6,2 milhões de m³/dia durante o ano.

    “Esta produção será elevada de acordo com a demanda do Nordeste, podendo chegar até 8 milhões de m³/dia de gás”, afiança o executivo. Ele observa que há outro ativo na mesma bacia, com a mesma estrutura acionária de Manati: o campo de Camarão Norte, que já teve declarada a sua comercialidade. “Esse campo será desenvolvido com expectativa de entrada em produção em 2016, usando as instalações de Manati, e suas reservas totais são estimadas em 2 bilhões de m³ de gás”, explica.

    A empresa possui também participação em seis blocos em fase de exploração. Ainda na Bacia de Camamu, explora o BM-CAL-5, onde foram feitas duas descobertas: a de Copaíba (a Petrobras é operadora, com 59,21%; a QGEP, com 22,46%; e a El Paso, com 18,33%) e a de Jequitibá (a Petrobras opera com 72,5%; e a QGEP, com 27,5%). Também está no BM-CAL-12 (que abrange dois blocos, CAL-M-312 e CAL-M-372), tendo as mesmas parceiras: Petrobras (60%), QGEP (20%), e El Paso (20%).

    Fora dessa bacia, a QGEP tem o BM-J-2, na Bacia de Jequitinhonha, onde é operadora, com 100% de participação. Segundo Fernandes, a modelagem do sistema petrolífero da Bacia de Jequitinhonha, na área do prospecto atualmente em perfuração, indica a geração de gás. Entretanto, a empresa está preparada para a presença de óleo.

    Petróleo & Energia, José Augusto Fernandes Filho, Diretor-geral da Queiroz Galvão Exploração e Produção, Concessões - Novos players apostam pesado em campos offshore e também na terra firme

    Fernandes: portfólio amplo dilui riscos exploratórios

    A QGEP está ainda na disputada Bacia de Santos, onde detém 30% do bloco BM-S-12, no qual a Petrobras tem 70%, e no BM-S-8, onde detém 10%, ao lado da Petrobras (66%), Petrogal (14%) e Barra (10%). A esses ativos estratégicos ela começa a agregar novas aquisições como o BS-4.

    Com atividades também na área naval e sondas de perfuração, a QGEP está incrementando suas operações no setor de petróleo: de acordo com o executivo a empresa já perfurou 29 poços, dos quais 20 exploratórios e nove de produção. Atualmente está perfurando três poços exploratórios, dos quais dois na Bacia de Santos e um na Bacia de Jequitinhonha. “Estamos na fase de avaliação de três projetos do pré-sal, cuja expectativa de produção está estimada para2016”, diz o diretor-geral da Queiroz Galvão Exploração e Produção.

    Ele lembra que além do campo Cavalo Marinho, na Bacia de Santos (que foi vendido), e os já citados na Bacia de Camamu (Copaíba e Jequitibá), a empresa também fez descobertas no Bloco BM-S-12 – “nesse momento perfurando um poço de extensão do descobridor”, agrega o executivo – e outra na Bacia do Recôncavo, denominada Jaó. “A expectativa de produção do primeiro óleo, resultado da exploração dos ativos acima mencionados, é para2015.”

    Questionado sobre a decisão de iniciar perfurações simultâneas em três blocos exploratórios (BM-J-2, na Bacia do Jequitinhonha, BM-S-12 e BM-S-8, na Bacia de Santos), ele explica que a meta é reduzir riscos. “A empresa investe em um portfólio diversificado para minimizar riscos exploratórios. O objetivo principal dos três projetos mencionados são os reservatórios do pré-sal”, revela.

    Segundo ele, a política de avaliar esses projetos simultaneamente aumenta as probabilidades de uma descoberta e, por conseguinte, agiliza o seu desenvolvimento e consequente geração de fluxo de caixa. “A expectativa da companhia considera novas descobertas nos ativos existentes”, diz o diretor-geral.

    Ele adianta que a empresa está se preparando para participar da próxima rodada de licitação da ANP, assegurando que tem recursos para mais uma empreitada. “Além do caixa gerado por Manati, a empresa está bastante capitalizada e com potencial de investimento após um IPO bem-sucedido”, diz, revelando que, em 2011, a companhia investirá cerca de US$ 150 milhões e tem previsão de investir cerca de US$ 145 milhões/ano, considerando o atual portfólio.



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    Um Comentário


    1. Luiza

      Love vovô guto



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