Petróleo e Energia

Concessões – Do mar do norte para o pré-sal

Petroleo e Energia
6 de agosto de 2011
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    A estatal norueguesa Statoil já deixou mais do que claro que vai aportar todo o know-how adquirido no Mar do Norte (hoje em declínio de produção) na costa brasileira, onde começou a produzir em abril deste ano, no campo de Peregrino – trata-se do maior empreendimento internacional da Statoil como operadora. Daí a razão de ter promovido uma campanha publicitária, confirmando sua aposta definitiva no país.

    Petróleo & Energia, Concessões - Do mar do norte para o pré-sal

    Plataforma opera no campo de Peregrino

    A Statoil lança olhares para o pré-sal, no sul do campo de Peregrino (onde fez nova descoberta), respaldada na alta produtividade que vem obtendo no pós-sal e que a colocou entre as cinco maiores produtoras de petróleo no país. “Estamos interessados em ampliar os negócios no Brasil e, para isso, é importante fazer parte do cenário do pré-sal”, afirmou o presidente da empresa no Brasil, Kjetil Hove. “Estamos nos preparando para participar da próxima e de futuras rodadas de licitação no Brasil.”

    No campo de Peregrino, de óleo pesado (14° API, que a obrigou a buscar refinarias no exterior para processá-lo), ela terá como parceira a chinesa Sinochem, que pagou US$ 3 bilhões por 40% de participação nesse campo, que tem o desafio adicional de se manter dentro das exigências de conteúdo nacional para equipamentos e serviços.

    O campo de Peregrino, com reservas estimadas de 300 milhões a 600 milhões de barris de petróleo recuperáveis, fica a85 quilômetrosda costa e a uma profundidade de apenas100 metrosdo nível do mar. Na primeira fase do projeto, foram instaladas duas plataformas fixas e um navio-plataforma (FPSO).

    A expectativa da empresa é alcançar os 100 mil bpd de petróleo no Brasil até o próximo ano, superando até a Shell. Com isso, pretende deixar ainda mais para trás outra concorrente internacional, a Chevron, que produziu 72 mil boed em junho, enquanto a norte-americana Devon e as britânicas BP e BG continuam na luta para figurar entre as dez maiores produtoras do país.

     

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