Como economizar energia com a onda de calor no Brasil?

É necessário buscar alternativas para economizar dinheiro e ao mesmo tempo manter a casa fresca

O Brasil enfrenta uma das mais severas ondas de calor de sua história, com temperaturas que ultrapassam os 40ºC e sensações térmicas superiores a 50 graus em diversas localidades. Todos os anos, é comum experimentar uma onda de calor durante a “transição” da primavera para o verão. Segundo o meteorologista Giovanni Dolif, do Centro Nacional de Desastres Naturais (Cemaden), nesse período, a Terra fica mais exposta ao Sol devido à proximidade do verão.

As altas temperaturas ocorrem devido à falta de chuva nessa temporada, o que resulta em menos nuvens para bloquear a passagem do calor. Além de ondas de calor mais intensas, estamos presenciando esse fenômeno com maior frequência. Esta é a quarta vez que isso ocorre no Brasil neste ano, de forma consecutiva. As ocorrências anteriores foram registradas nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro.

Os dados mostram que, década após década, aumentou o total de dias do ano sob efeito de ondas de calor. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), até os anos 1990, eram sete dias em média. Os dados mais recentes indicam mais de 50 dias de calor atípico em média por ano.

  • De 1961 a 1990: 7 dias
  • 1991 e 2000: 20 dias
  • De 2001 a 2010: 40 dias
  • 2011 e 2020: 52 dias

Os números indicam que houve aumento das ondas de calor ao longo dos períodos analisados, em praticamente todo o Brasil, com exceção da região Sul, uma parte do sul do estado de São Paulo e o sul do Mato Grosso do Sul.

Diante desse cenário escaldante, a busca por soluções que proporcionem alívio térmico torna-se essencial. Embora ventiladores e ar-condicionados sejam aliados nesse combate ao calor, o desafio reside no consumo elevado de energia, refletindo diretamente nas contas de luz.

1. Escolha criteriosa do ar-condicionado:
– Investir em modelos eficientes, com recursos de economia de energia, torna-se crucial.
– A orientação é optar por aparelhos mais dispendiosos que apresentem tecnologias para mitigar o consumo elétrico.

2. Posicionamento estratégico do ar-condicionado:
– A instalação em pontos elevados otimiza a distribuição do ar gelado, aproveitando a característica de descida desse ar mais pesado.
– Medidas como o uso de cortinas blackout contribuem para evitar o aquecimento causado pela luz solar.

3. Manutenção regular e preventiva:
– A limpeza frequente do filtro do ar-condicionado preserva sua eficiência, especialmente em ambientes sujeitos a poluentes.
– Manutenções preventivas realizadas por profissionais especializados garantem o bom funcionamento dos componentes internos.

4. Ventilador como alternativa econômica:
– Estratégias que combinam o uso do ar-condicionado com o ventilador proporcionam eficiência e economia.
– O posicionamento adequado do ventilador, direcionado para áreas estratégicas, promove a circulação do ar frio.

5. Banho sem excessos de calor:
– Evitar o uso do chuveiro elétrico em períodos mais quentes, optando por banhos em horários propícios à temperatura da água, representa uma escolha econômica.

6. Eficiência energética da geladeira:
– Adotar práticas como evitar abrir constantemente a porta da geladeira e armazenar água gelada em recipientes alternativos minimizam o esforço dos motores do eletrodoméstico.

7. Investimento em energia solar:
– Os painéis solares surgem como uma solução sustentável e econômica, permitindo a captação de energia solar para reduzir significativamente o consumo elétrico.

Ao seguir essas orientações, é possível enfrentar a onda de calor com mais conforto, priorizando o equilíbrio entre bem-estar térmico e a eficiência no consumo energético.

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