Combustíveis

Combustíveis – Padrões oficiais de qualidade do ar são ultrapassados

Hamilton de Almeida
1 de novembro de 2011
    -(reset)+

    Autora de uma tese de doutorado sobre o impacto das emissões veiculares na formação do ozônio troposférico na Região Metropolitana de São Paulo, Leila Droprinchinski Martins, professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Apucarana, na área de Engenharia Ambiental, é categórica: “A qualidade dos combustíveis automotivos nacionais, tanto a gasolina como o diesel, é inferior à de muitos países porque tem índices bem maiores de enxofre.” Ela explica que a gasolina, conforme a resolução da ANP, que estabelece as características do produto nacional, “apresenta diferenças quando comparada, por exemplo, com as do estado da Califórnia, nos EUA, e da Europa”.

    A consequência é que o intenso tráfego de veículos, nas grandes metrópoles, é uma das principais fontes de emissão de poluentes atmosféricos. “Estima-se que, na Região Metropolitana de São Paulo, os veículos a diesel sejam responsáveis por mais de 70% da emissão de NOx (óxidos de nitrogênio) e aproximadamente 40% da emissão de MP10 (material particulado inalável com diâmetro menor ou igual a 10 µm), embora responda somente por cerca de 6% a 7% da frota total”, afirma Leila.

    Segundo a pesquisadora, “estudos realizados mostram que os veículos a diesel contribuem para a deterioração da qualidade do ar, principalmente pela emissão do material particulado fino (MP2,5). O Brasil tem padrões de qualidade do ar ultrapassados e bem maiores que os recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”. Na Europa, o padrão de qualidade do ar é bem mais exigente.

    1) Poderão ser incluídas nesta especificação outras características, com seus respectivos limites, para óleo diesel obtido de processo diverso de refino e processamento de gás natural ou a partir de matéria-prima distinta do petróleo.
    (2) A partir de 1º de janeiro de 2014, o óleo diesel S1800 deixará de ser comercializado como óleo diesel de uso rodoviário e será substituído integralmente pelo óleo diesel S500.
    (3) A visualização deverá ser realizada em proveta de vidro de 1L.
    (4) Usualmente de incolor a amarelada, podendo apresentar-se ligeiramente alterada para as tonalidades marrom e alaranjada devido à coloração do biodiesel.
    (5) Limite requerido antes da adição do corante. O corante vermelho, segundo especificação constante da Tabela III deste Regulamento Técnico, deverá ser adicionado ao óleo diesel A S1800 no teor de 20 mg/L pelas Refinarias, Centrais de Matérias-Primas Petroquímicas e Importadores.
    (6) No percentual estabelecido pela legislação vigente. Será admitida variação de ± 0,5% volume. A determinação do teor de biodiesel no óleo diesel B deverá ser realizada segundo a norma EN 14078.
    (7) Aplicável apenas para o óleo diesel B.
    (8) Aplicável apenas para óleo diesel A.
    (9) Será admitida a faixa de 820 a 853 kg/m3 para o óleo diesel B.
    (10) Limites conforme Tabela II.
    (11) Alternativamente, fica permitida a determinação do índice de cetano calculado pelo método NBR 14759 (ASTM D4737), para os óleos diesel A S500 e A S1800, quando o produto não contiver aditivo melhorador de cetano, com limite mínimo de 45. No caso de não-conformidade, o ensaio de número de cetano deverá ser realizado. O produtor e o importador deverão informar no Certificado da Qualidade nos casos em que for utilizado aditivo melhorador de cetano. Ressalta-se que o índice de cetano não traduz a qualidade de ignição do óleo diesel contendo biodiesel e/ou aditivo melhorador de cetano. (Nota)
    (12) Aplicável na produção e na importação. (Nota)
    (13) Poderá ser utilizado alternativamente o método EN ISO 12937.
    (14) Deverá ser determinada segundo o método EN 12662.
    (15) Aplicável na importação, antes da liberação do produto para comercialização.
    (16) Os resultados da estabilidade à oxidação e dos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos poderão ser encaminhados ao distribuidor até 48 h após a comercialização do produto de modo a garantir o fluxo adequado do abastecimento.
    (17) Poderá ser determinado, alternativamente, pelo método EN 12916, aplicável ao óleo diesel B contendo até 5% de biodiesel. Os métodos ASTM D6591 e D5186 não se aplicam ao óleo diesel B.
    (18) O método ASTM D2274 se aplica apenas ao óleo diesel A.
    (19) Poderá ser determinada pelos métodos ISO 12156 ou ASTM D6079, sendo aplicáveis os limites de 460µm e 520µm, respectivamente. A medição da lubricidade poderá ser realizada após a adição do biodiesel, no teor estabelecido na legislação vigente.
    (20) Limite requerido no momento e na temperatura do carregamento/bombeio do combustível pelo produtor e distribuidor. Para o distribuidor, o controle e o atendimento ao limite especificado serão compulsória a partir de 01.01.2010.

    Fonte: ANP



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *