Combustíveis

1 de novembro de 2011

Combustíveis – Alto teor de enxofre agrava poluição, mas refino promete melhorar

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Publicado por: Hamilton de Almeida
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    O diretor executivo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Henry Joseph Jr., afirma que o nível de qualidade dos combustíveis automotivos está num patamar “muito bom”. Comparativamente aos Estados Unidos, o Brasil não possui, por exemplo, todas as graduações de gasolina que lá existem, mas o produto nacional pode ser considerado “bastante bom” em octanagem e a densidade é mais bem controlada.

    Joseph avalia que a qualidade da gasolina brasileira pode ser considerada como de “padrão médio”, em relação aos EUA. Ele observa que há parâmetros que devem ser melhorados, como o teor de enxofre e de olefinas, mas em breve o Brasil chegará lá. Na realidade, “a gasolina brasileira ainda tem muitos aromáticos, porém o teor de benzeno já está controlado em até 1%. Por outro lado, nós não controlamos totalmente a qualidade dos hidrocarbonetos presentes, tal como os EUA fazem com a gasolina reformulada. Estes são pontos a ser melhorados, por questões ambientais”, declara.

    Segundo os critérios da Worldwide Fuel Charter (WWFC), a Carta Mundial de Combustíveis, há quatro categorias de especificações de combustível para gasolina e diesel, em resposta aos diferentes níveis de regulamentação para emissões de veículos em todo o mundo.

    Petróleo e Energia, Henry Joseph Jr., Diretor executivo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Combustíveis - Alto teor de enxofre agrava poluição, mas refino promete melhorar

    Joseph: combustíveis locais são bons, mas precisam melhorar

    “A gasolina brasileira é grau três e, em 2014, chegará ao grau quatro, graças às reduções do teor de enxofre e olefinas”, informa Joseph, que também é gerente de testes de motores e emissões da Volkswagen. Assim, será possível dizer, naquele ano, que a gasolina brasileira estará entre as melhores do mundo. O diesel nacional também é grau três. “Com a introdução do S50, em 2012, e do S10, em 2013, o diesel também passará a ser grau quatro”, acrescenta o executivo da AEA. De acordo com a WWFC, o combustível grau um é encontrado nos mercados em que não há nenhum ou há apenas um controle inicial do nível de emissões; no grau dois, há um controle exigente das emissões; no grau três estão os mercados com regulamentações avançadas; e, no grau quatro, o controle das emissões é mais avançado ainda.

    Joseph não esconde, entretanto, que o teor de nafta do óleo diesel brasileiro “realmente é mais alto do que o praticado internacionalmente, o que torna o nosso combustível inflamável na temperatura ambiente”. E acrescenta que isso pode ser considerado um problema de segurança durante o transporte ou a tancagem, mas não atrapalha do ponto de vista de eficiência na combustão.

    “O nosso diesel interior ainda tem um teor de enxofre de 1.800 partes por milhão”, observa. A boa notícia é que já está em andamento um programa da Petrobras de substituição deste diesel até 2015 por um de 500 ppm. “Em paralelo, hoje o diesel com 50 ppm (S50) já está sendo comercializado para as frotas de ônibus das sete principais regiões metropolitanas brasileiras e para todos os postos das cidades de Belém, Fortaleza e Recife. A partir de 1º de janeiro de 2012 o diesel S50 passará a ser distribuído para todas as regiões brasileiras e, a partir de 1º de janeiro de 2013, será integralmente substituído por um diesel S10 (com 10 ppm de enxofre)”, explica. Em 2012, o diesel brasileiro, que hoje é padrão Euro três, será Euro cinco (Proconve P7) – para veículos pesados; para veículos a diesel leves, a partir de 1º de janeiro de 2013.

    “Tem havido uma significativa melhora na produção nacional graças à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que estabelece as especificações dos produtos, à legislação de controle de emissões e aos investimentos da Petrobras no parque de refino”, testemunha Joseph. O resultado é que, em 2014, o país terá “uma redução significativa no nível de emissões” e, consequentemente, a poluição atmosférica será menor do que a dos dias atuais.

    Petrobras – A assessoria de imprensa da Petrobras informa que o Plano de Negócios 2011-2015 prevê o investimento de US$ 16 bilhões na melhoria da qualidade dos derivados. “Este programa inclui a instalação de unidades de tratamento de diesel e de gasolina nas refinarias existentes.” A Petrobras garante que tem investido na melhoria da qualidade dos combustíveis: “Em algumas ocasiões, até se antecipou à legislação, como na retirada do chumbo da gasolina em1989.”

    Petróleo e Energia, Combustíveis - Alto teor de enxofre agrava poluição, mas refino promete melhorar

    (1) Proibida a adição. Deve ser medido quando houver dúvida quanto à ocorrência de contaminação.
    (2) De incolor a amarelada, isenta de corante.
    (3) De incolor a alaranjada, se isenta de corante, cuja utilização é permitida no teor máximo de 50 ppm com exceção da cor azul, restrita à gasolina de aviação.
    (4) Límpido e isento de impurezas.
    (5) O etanol anidro combustível a ser misturado às gasolinas automotivas para produção da gasolina C deverá estar em conformidade no teor e na especificação estabelecidos pelas legislações em vigor.
    (6) Os ensaios de octanagem MON e RON deverão ser realizados com a adição de etanol anidro combustível à gasolina A, no teor de um ponto percentual abaixo do valor em vigor na data da produção da gasolina A.
    (7) Índice antidetonante é a média aritmética dos valores das octanagens determinadas pelos métodos MON e RON.
    (8) Para os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, bem como para o Distrito Federal, admite-se, nos meses
    de abril a novembro, um acréscimo de 7,0 kPa ao valor máximo especificado para a Pressão de Vapor.
    (9) O ensaio de período de indução deverá ser realizado após a adição de etanol anidro combustível à gasolina A, no teor de um ponto percentual acima do valor em vigor na data da produção da gasolina A.
    (10) Os teores máximos de Enxofre, Benzeno, Hidrocarbonetos Aromáticos e Hidrocarbonetos Olefínicos devem ser atendidos após a adição de etanol anidro combustível à gasolina A, no teor de um ponto percentual abaixo do
    valor em vigor na data da produção da gasolina.
    (11) Utilização permitida conforme legislação em vigor, sendo proibidos os aditivos que apresentam compostos químicos à base de metais pesados.
    (12) Alternativamente, é permitida a determinação dos hidrocarbonetos aromáticos e olefínicos por cromatografia gasosa. Em caso de desacordo entre resultados, prevalecerão os valores determinados pelo ensaio realizado
    conforme a norma ABNT NBR 14932 ou ASTM D1319. Fonte: ANP


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