Ceras derivadas de petróleo: o que são e para que servem?

As ceras derivadas de petróleo são obtidas através do processo de destilação fracionada ou da extração por solventes

As ceras derivadas de petróleo são obtidas através do processo de destilação fracionada ou da extração por solventes deste combustível fóssil. Elas possuem um odor muito baixo e possuem características que garantem sua capacidade de impermeabilização e brilho.

A produção dessas ceras causa poluição atmosférica devido à liberação de dióxido de carbono, contribuindo para o efeito estufa. Apesar dessa desvantagem, elas ainda são amplamente utilizadas na fabricação de diversos produtos de consumo.

Quais as aplicações das ceras derivadas de petróleo?

Essas ceras derivadas do petróleo têm uma ampla gama de aplicações. Elas são utilizadas na fabricação de cremes, pomadas, ceras automotivas, maquiagem, adesivos, polidores para sapatos, pisos, automóveis, móveis, couro, borracha, lubrificantes, tintas, entre muitos outros produtos.

As classificações

Essas ceras são compostos hidrocarbonetos pertencentes à série dos alcanos, ou seja, seguem a fórmula geral CnH2n. Os três grupos são:

  • Parafinas ditas normais: são parafinas com uma cadeia molecular linear, variando o número de átomos de carbono entre 18 e 30. Essas parafinas podem formar feixes ou cristais, sendo consideradas cristalinas. No entanto, à medida que o massa molecular aumenta, podem ocorrer ramificações na cadeia hidrocarbonada, mas geralmente não ultrapassam 30%, reduzindo sua cristalinidade. Dentro desse tipo de parafinas, existem várias categorias relacionadas à sua pureza, que são parafinas semi-refinadas e parafinas refinadas.
  • Parafinas intermediárias: são parafinas em que o número de ramificações na cadeia principal aumenta com o peso molecular, o que lhes confere uma estrutura de iso-alcanos característica. O número de átomos de carbono varia entre 20 e cerca de 50. Nesse caso, a porcentagem de alcanos lineares é reduzida, ficando em torno de 30%, e a compactação molecular e cristalização se tornam mais difíceis.
  • Parafinas microcristalinas e amorfas: são parafinas com um número de átomos de carbono variando entre 30 e cerca de 80. A porcentagem de alcanos lineares é muito baixa, entre 0 e 30%. Nesse tipo de parafinas, a compactação molecular e a cristalização se tornam ainda mais difíceis. A complexidade das cadeias moleculares aumenta com o grau de ramificação da cadeia hidrocarbonada, o que é mais pronunciado conforme o peso molecular aumenta. Ao contrário das parafinas normais, esse tipo de parafina se caracteriza pela formação de cristais de tamanho muito pequeno. A microcristalinidade pode não ser completa, e a parafina pode conter fases microcristalinas e fases amorfas.
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