Calor Industrial – Tecnologia avança e melhora eficiência dos equipamentos

[box_light]Queima de lixo gera negócios

Mercado financeiramente mais significativo para a empresa, na primeira metade do ano o setor petroquímico gerou poucos negócios para a fabricante de fornos Combustol, cuja atuação se estende também  para a metalurgia e a siderurgia. No primeiro semestre, conta Henrique Alvarez, diretor de equipamentos da Combustol, ela forneceu para epecistas da Petrobras apenas dois fornos (quantidade muito abaixo da normal). “No mercado da metalurgia, os negócios não se mostram tão pujantes quanto no ano passado, mas, comparativamente à petroquímica e à siderurgia, estão um pouco melhores”, acrescenta.

No segmento siderúrgico, é crescente o investimento em automação dos fornos. Há também, segundo ele, procura pela automação dos fornos de menor porte, destinados ao setor químico.

A Combustol enfoca dois mercados nos quais ingressou recentemente: estufas para pintura e incineradores de resíduos para geração de energia. “A queima de resíduos para geração de energia – pública ou industrial – é muito promissora. Já temos a tecnologia desses incineradores, e já começamos a oferecê-los”, conta Alvarez.

Incineradores de resíduos para geração de energia são também oferecidos pela Konus Icesa, empresa com presença destacada no mercado dos aquecedores de fluidos (produz também caldeiras, recuperadores de calor e fornos para siderurgia, entre outros itens). “No Japão e na Europa, a geração de energia pela queima de resíduos é tecnologia já bastante utilizada, mas nosso equipamento é adequado à realidade brasileira, em que o lixo não é separado”, observa Lincoln Campelo Dias, diretor superintendente da Konus Icesa.

Petróleo & Energia, Lincoln Campelo Dias, diretor superintendente da Konus Icesa, Calor Industrail - Tecnologia avança e melhora eficiência dos equipamentos
Lincoln Campelo Dias: unidades geram 0,8MWh pela queima de 30t/dia de lixo

Segundo ele, energia elétrica proveniente da incineração do lixo pode ser utilizada tanto em cidades com problemas de espaço para deposição adequada quanto em indústrias que precisam lidar com grandes volumes de resíduos. “Já estamos desenvolvendo duas dessas plantas para serem instaladas em indústrias aqui no Brasil. Elas terão capacidade para incinerar diariamente algo entre 20 e 30 toneladas de lixo e gerar 0,8 MWh de energia”, conta Dias.

Já os negócios com aquecedores da Konus Icesa não registraram o volume desejado na primeira metade do ano: “Houve muitos projetos adiados, embora nos últimos meses tenham sido retomados alguns, especialmente no setor alimentício, mas também no têxtil”, relata Dias.

A Konus Icesa continuamente pesquisa tecnologias capazes de permitir o máximo possível de aproveitamento do calor em processos como a secagem de biomassa, ou aproveitamento do calor residual dos aquecedores para preaquecer o ar de combustão utilizado nos queimadores e fornalhas.

Dias informa que a indústria de aquecedores trabalha no desenvolvimento de equipamentos que utilizem energia solar. “Por enquanto, essa solução ainda exige uma área de espelhos coletores muito grande, mas deverá estar disponível em futuro não muito distante, provavelmente em menos de uma década”, estima o diretor da Konus Icesa.[/box_light]

 

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