Calor Industrial – Tecnologia avança e melhora eficiência dos equipamentos

Apesar dessa concorrência, a Apema, diz Matos, trabalha este ano com uma meta de incremento de negócios de 25%. “O setor de papel e celulose está bem: temos as construções das plantas de Eldorado e de uma nova planta da Suzano no Maranhão, e em novembro devem começar as licitações de uma nova planta da Klabin”, ele projeta. Para a Klabin, aliás, em maio último, a Apema forneceu um trocador de 55 toneladas e 4 metros de diâmetro.

No setor petroquímico, especifica o gerente da Apema, os negócios hoje se concentram na Petrobras, que, embora tenha reduzido seus investimentos, segue demandando equipamentos. “Nas outras empresas desse setor, os projetos por enquanto ficam no papel, e há basicamente manutenção”, ele complementa.

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Fábrica de Jundiaí pode trabalhar com ligas nobres

No primeiro semestre deste ano, a Apema instalou novos equipamentos para a furação de espelhos em sua fábrica, situada em São Bernardo do Campo-SP. “Agora somos completamente autossuficientes em usinagem, não precisamos terceirizar mais nada”, informa.

Por sua vez, a Jaraguá inaugurou no final do ano passado sua fábrica em Ipojuca-PE. Por enquanto, essa unidade se dedica a apoiar os projetos da Rnest. Em Marechal Deodoro-AL, há cerca de três anos ela instalou uma fábrica com estrutura similar à de sua matriz, em Sorocaba-SP. “A unidade alagoana já está pronta para ampliação, inclusive com o piso pronto”, relata Fuad Hamad, diretor comercial da área de petroquímica da empresa. “Basta saírem os projetos das refinarias Premium I e II, ou algum contrato para módulos de plataformas, e faremos a ampliação”, complementa.

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A Jaraguá atua também como epecista, provedora de soluções completas para a indústria de óleo e gás, petroquímica e outros setores industriais. “Como epecistas, temos hoje três projetos em andamento: offsite (interligação de diversas unidades de processo) na Petrobras/Replan e na Petrobras/Comperj, e 37 tanques de armazenamento, também na Petrobras/Comperj”, detalha Hamad.

A Barriquand por enquanto não concretizou seu plano de construir uma fábrica no Brasil: “Esse projeto surgiu em 2008, quando o mercado sucroenergético brasileiro estava aquecido. Hoje a situação deste setor está diferente, mas o plano de instalação da fábrica permanece”, diz Godoy.

Nacionalização e novos negócios – No segmento das caldeiras, a concorrência dos importados é menos sentida. Explicam os especialistas que tais equipamentos têm volumes grandes e propiciam baixas margens de lucro. Isso torna muito pouco interessante o seu transporte através de longas distâncias.

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Com presença marcante no mercado dos trocadores de calor produzidos com materiais nobres, como carbono, tântalo, titânio, zircônio e hastelloy, a multinacional de origem francesa Mersen obteve bom desempenho no mercado brasileiro durante o primeiro semestre deste ano: “Ingressamos em novos segmentos, como o biodiesel, e fornecemos para novas operações, entre elas a planta da Braskem em Marechal Deodoro”, detalha Jorge Lúcio Garcia Lopes, gerente de produto da divisão química da empresa. “Deveremos este ano registrar crescimento de 30% sobre 2011”, acrescenta.

Rebatizada como Mersen há pouco mais de dois anos, antes se chamava Carbone Lorraine, no ano passado transferiu sua fábrica brasileira, que ficava na capital paulista para Cabreúva-SP. Lá produz trocadores feitos com carbono (seus demais trocadores, incluindo aqueles de aço, são importados).

Lopes projeta crescimento do mercado brasileiro de trocadores, seja pela perspectiva de instalação de novas plantas, seja porque a preocupação com a energia amplia o uso do calor gerado no resfriamento de outros processos produtivos: “Temos hoje um equipamento para produção de ácido clorídrico que libera muito calor, gerando vapor de baixa pressão. Já instalamos esse equipamento em outros países, e estamos começando a divulgá-lo no Brasil”, salientou.

De acordo com Lopes, a Mersen e uma empresa de origem alemã – esta última sem fábrica aqui – dominam mais de 90% do mercado mundial de trocadores feitos de carbono. Embora atuem comercialmente no Brasil fabricantes oriundos de China e Índia, nesse segmento a concorrência dos importados desses países não chega a ser significativa.

Já no segmento dos trocadores cerâmicos, a concorrência dos produtos chineses levou a Sealine a desistir desse mercado. A empresa trazia da Alemanha tubos para trocadores confeccionados com carbeto de cálcio. “Os tubos com os quais eu trabalhava – da ESK Ceramycs – chegam a custar até seis ou sete vezes mais que os chineses”, destaca Avelino Figueiredo, sócio-gerente da Sealine.

Segundo ele, o custo maior de seus produtos se traduzia em qualidade muito superior, pois no processo de sinterização eles atingem até 97% de densidade, enquanto nos chineses esse índice cai para cerca de 85% (e, quanto mais denso é o material cerâmico, mais impermeável e menos sujeito à corrosão ele será). “Tubos cerâmicos são usados principalmente em aplicações críticas, e simplesmente por ouvirem ser o produto chinês também feito de carbeto de silício, as empresas brasileiras compram, até porque no Brasil nem há equipamentos para medir essa densidade”, lamenta Figueiredo. Atualmente, a Sealine trabalha basicamente com pós cerâmicos e com tubos destinados à proteção de termopares.[/box_light]

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