Brasil terá primeiro complexo eólico operado por mulheres

O sexo feminino ganha mais espaço no Nordeste do Brasil com a construção de um parque eólico na região de Lajes. O novo empreendimento ficará a cargo de mulheres que serão selecionadas após curso em andamento no Senai. Essas profissionais têm entre 19 a 57 anos e vêm de várias localidades da região.

Uma novidade 100% inclusiva no segmento de energia pode ser inspiração para mais empresários brasileiros. O novo complexo eólico operado por mulheres está em construção na região de Lajes, no Rio Grande do Norte. pela empresa AES Brasil, geradora de energia renovável. O Complexo Eólico Cajuína começará a operar gradativamente no segundo semestre deste ano.

Essa exclusividade para as mulheres será possível a partir de um olhar sensível, não somente da empresa, mas também do Senai – RN, que promove a ‘Especialização Técnica em Manutenção e Operação de Parques Eólicos’. A expectativa é que a nova equipe de Cajuína seja formada pelas mulheres que concluírem o curso. “A princípio, vamos contratar 30 mulheres para operação do nosso novo complexo. Montamos junto com o Senai-RN um curso de formação específica, para selecionar as que mais se enquadram na empresa do ponto de vista da qualidade profissional e se adequam melhor ao nosso estilo”, explicou Clarissa Sadock, a CEO da empresa. 

Foram 600 currículos enviados para o processo seletivo que ofereceu 60 vagas. Porém, devido ao alto nível das candidatas, foram selecionadas 76 mulheres. O time tem entre 19 a 57 anos e vem de várias localidades do Rio Grande do Norte: Natal, Parnamirim, Mossoró, São Gonçalo do Amarante, Lajes, Macaíba, Angicos, Assu, Caicó, Canguaretama, Ceará-Mirim, Cerro Corá, Extremoz, Jandaíra, João Câmara, Nísia Floresta, Patu e Serra do Mel.

O curso tem duração de aproximadamente seis meses e é oferecido de forma gratuita, com aulas online (ao vivo) e um encontro presencial. Conforme explica o diretor do Senai – RN do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Mello, o projeto é um divisor de águas para o setor. “O Rio Grande do Norte e o Brasil vivem um momento ímpar no assunto desenvolvimento de energias renováveis. Nós temos, no estado, cerca de 30% da capacidade instalada de tudo o que se produz no Brasil em energia eólica, temos vários parques sendo construídos e precisamos aproveitar as oportunidades”. complexo eólico operado por mulheres

Empreendimento é construído com novo olhar social

As obras de construção do complexo eólico operado por mulheres foram iniciadas em 2022. Trata-se do primeiro parque do setor no Rio Grande do Norte construído pela companhia AES Brasil. A primeira fase do complexo terá 324,5 Megawatts (MW) de capacidade instalada, com 55 aerogeradores; a segunda fase, 370,5 MW. As mulheres contratadas atuarão em atividades de campo, de monitoramento da qualidade, por exemplo, do óleo, de manejo, de manutenção, de acompanhamento da segurança do parque. Também haverá atividade de monitoramento em escritório, ao lado da rede de transmissão. O Complexo Eólico Cajuína poderá chegar a uma capacidade instalada total de 1,6 Gigawatts (GW).

A empresa prevê investimentos sociais de R$7,3 milhões para beneficiar cerca de 5.700 pessoas no Rio Grande do Norte. O compromisso foi transformado em uma carta de intenções assinada por representantes da AES Brasil, junto ao Governo do Estado. No começo deste ano, começaram as entregas de cisternas de placa para armazenar até 16 mil litros de água provenientes da chuva e logo devem ser construídos poços artesianos para uso comunitário. As ações, que fazem parte do projeto de Segurança Hídrica, beneficiarão 86 famílias moradoras de comunidades vizinhas ao Complexo Eólico Cajuína.

 

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