Brasil tem 30% de alta em mercado livre de energia

Descrito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o setor adicionou 1.400 novas unidades consumidoras no país durante o primeiro trimestre de 2023.

De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de eletricidade no mercado livre de energia cresceu 30% no primeiro trimestre de 2023, representando 1400 novas unidades consumidoras. A maioria dessas unidades estão nos setores de comércio, serviços e alimentos.

Os dados da CCEE também indicam que o mercado livre no Brasil agrupa mais de 32 mil pontos de consumo e representa 37% da demanda total de energia elétrica do país. Os pontos de consumo estão mais concentrados nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

A categoria “Especial” teve mais novos pontos de consumo, com cerca de 850, o que dá aos agentes o direito de escolher fontes incentivadas, como eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. Já o restante está na faixa “Livre”, que pode negociar com qualquer tipo de fonte.

Entenda

Em setembro de 2022, o Ministério das Minas e Energia ampliou o mercado livre de alta tensão, o que permitirá que os consumidores desse mercado possam comprar energia elétrica de qualquer fornecedor. O legislativo também tem trabalhado para ampliar o mercado livre de energia elétrica no país, inclusive para os consumidores residenciais.

Como funciona o mercado livre de energia

No Brasil, existem duas opções para os consumidores adquirirem energia elétrica. A primeira é através do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), que é o modelo mais conhecido e opera com as concessionárias tradicionais fornecendo energia aos consumidores.

Nesse modelo, o preço da energia é regulado e o consumidor é responsável por pagar o valor do seu consumo, além das taxas e bandeiras tarifárias. A segunda opção é o Ambiente de Contratação Livre (ACL), que permite ao consumidor negociar diretamente com o fornecedor e escolher de quem comprar energia elétrica, tanto para uso doméstico quanto empresarial.

Vendedores e compradores de energia podem negociar diversas condições, tais como preço, índices de reajuste, quantidade e flexibilidade, período de abastecimento e condições de pagamento.

O mercado livre de energia oferece aos consumidores mais liberdade e vantagens em relação ao mercado regulado, permitindo a firmação de contratos bilaterais de curto, médio ou longo prazo para a compra de energia.

Redução dos custos com o mercado livre de energia

A adoção da nova modalidade de energia pode gerar uma redução média de 15% na conta de energia, além de oferecer a possibilidade de aumentar o faturamento. A empresa consumidora pode lucrar revendendo sua energia excedente e participando da geração compartilhada.

Em momentos de alto preço de energia no país, aqueles que possuem sobras contratuais de energia podem vender o excedente.

Tipos de energia no mercado livre de energia

A classificação dos clientes determina os tipos de energia disponíveis. Atualmente, os consumidores livres possuem demanda a partir de 1.000 kW; a partir de janeiro de 2023, essa demarcação incluirá aqueles com demanda a partir de 500k W. Esse tipo de consumidor tem a liberdade de contratar qualquer tipo de energia, seja convencional, como hidrelétrica e termelétrica, ou incentivada, como fotovoltaica, eólica ou de biomassa.

Já os consumidores especiais possuem demanda entre 500 kW e 1.000 kW. Eles só podem contratar energia de fontes incentivadas, principalmente as renováveis. Isso garante aos consumidores especiais um desconto na TUSD, além de ser uma excelente escolha sustentável para suas finanças.

Projetos de paineis fotovoltaicos
energia solar

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