Indústria Naval

Brasil Offshore: Vitrine do setor exibiu novidades

Bia Teixeira e Karol Lavareda
25 de setembro de 2013
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    Petróleo & Energia, Brasil Offshore: Vitrine do setor exibiu novidades
    Enquanto a Petrobras, principal demandante de serviços no país, buscou uma participação mais técnica, apresentando-se em praticamente todas as sessões da conferência, além de destacar em seu estande os 60 anos de atividades, a serem completados em outubro, as demais empresas optaram por mostrar suas soluções, tanto as novas como as já consagradas no mercado.

    Norte Fluminense quer feira – O portfólio diversificado de soluções apresentadas na Brasil Offshore, que abrigou ainda seis pavilhões internacionais, integrados por 104 empresas do Reino Unido, China, Alemanha, EUA, França e Polônia, e os bons resultados desta última edição indicam que a feira ainda tem fôlego para seguir adiante, a despeito do aumento do número de eventos do setor em todo o país.

    A presença estrangeira reforça essa posição: a China reuniu 30 empresas locais, enquanto a França agrupou 24 companhias. Os EUA aumentaram em 50% sua participação, que passou de 14, no evento anterior, para 21 expositores, na edição deste ano. Já o pavilhão do Reino Unido, organizado pelo Conselho Britânico de Energia, entidade que engloba 604 empresas associadas, trouxe 20 empresas britânicas, que atuam desde a área de navegação até o segmento de instrumentação. A área da Alemanha reuniu nove empresas e a da Polônia, cinco. Fora dos pavilhões, outras 53 empresas estrangeiras marcaram presença na Brasil Offshore.

    Diante do interesse externo, os organizadores apostam na manutenção da Brasil Offshore como o terceiro maior evento do mundo no setor de óleo e gás. Sentimento que pode durar até outubro, mês em que o Riocentro, o centro de convenções da capital fluminense, vai abrigar a segunda edição da OTC Brasil, único evento do selo da Offshore Technology Conference (o maior do planeta) realizado fora dos Estados Unidos e que, este ano, conta com o apoio da Petrobras e do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural (IBP).

    ABB

    BR-OFF-ABB_Jefferson-Coelho_ABB , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoA empresa, que participa pela terceira vez consecutiva do evento no Norte Fluminense, fez uma demonstração das funcionalidades de um sistema de automação elétrica e gerenciamento de cargas (PMS). “Com o auxílio dessa ferramenta, será possível explicar aos visitantes os principais benefícios desse sistema, como a biblioteca especialmente desenvolvida para PMS, que realiza o controle dedicado para descarte de cargas, controle de geração e controle de potência ativa e reativa, tudo de forma simples, eficiente e de fácil operação”, observou Jefferson Coelho, gerente de serviços da Marine Service da ABB para a América do Sul. Além de apresentar a possibilidade do descarte e a coleta de dados, a solução reduz significativamente a necessidade de hardware, diminuindo os custos de instalação e manutenção.

    A empresa também expôs o drive ACS850, que será fabricado em Sorocaba-SP, aumentando o índice de nacionalização de produtos. “A linha de conversores de frequência ACS850 foi desenvolvida para atender às necessidades de fabricantes de máquinas, integradores de sistemas, montadores de painéis e usuários finais”, destacou Coelho. Por ser de fácil aplicação e comissionamento, pode ser utilizada desde a mais simples aplicação à mais complexa, como gruas, pontes rolantes, extrusoras, guinchos, esteiras transportadoras, bombas, exaustores, misturadores e máquinas em geral.

    “Acreditamos que a feira nos dá a oportunidade de conhecer melhor o cliente, entender melhor suas necessidades e, ao mesmo tempo, demonstrar novas tecnologias e/ou novas soluções”, afirmou, confirmando a expectativa de bons negócios. “O mercado offshore vive um momento único no Brasil, e o pré-sal é um dos grandes responsáveis por isso. Portanto, as expectativas são muito boas e espera-se que grandes e significativos negócios sejam concretizados em 2013 e nos anos seguintes”, concluiu o gerente de serviços da Marine Service da ABB para a América do Sul.

    AIR LIQUIDE

    BR-OFF-AirLiquide_JOSE-ANTONIO-CUNHA , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoA Air Liquide participou pela segunda vez da feira e trouxe uma novidade: o evento foi escolhido para um lançamento. “Lançamos na Brasil Offshore a nova linha DiveAL de cilindro de gases para mergulho, além de expor no estande diversos produtos já conhecidos do mercado, como as válvulas TOP para cilindros, equipamentos destinados à geração de gás em atividades offshore e os mais variados serviços e ferramentas necessários às operações neste mercado”, pontuou o gerente de Negócios Offshore, José Antônio Cunha.

    “A exploração de petróleo está em franco crescimento no país, razão pela qual acreditamos que o mercado precisa contar com produtos e serviços de ponta na área de gases industriais, especiais e medicinais, para facilitar o trabalho nas plataformas e navios”, complementou o gerente. O segmento offshore é um dos focos de atividades da Air Liquide, que, por meio de parcerias com as empresas Aqualung e Medal, criou novas oportunidades nas áreas de mergulho e geração on site de gases. “O mercado offshore é uma área em que o grupo Air Liquide atua com muita força no exterior e no Brasil, para onde trouxemos a tecnologia e o conhecimento dominados pelo grupo mundialmente”, concluiu José Antonio Cunha.



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