Brasil Offshore: Vitrine do setor exibiu novidades

Petróleo & Energia, Brasil Offshore: Vitrine do setor exibiu novidades
Enquanto a Petrobras, principal demandante de serviços no país, buscou uma participação mais técnica, apresentando-se em praticamente todas as sessões da conferência, além de destacar em seu estande os 60 anos de atividades, a serem completados em outubro, as demais empresas optaram por mostrar suas soluções, tanto as novas como as já consagradas no mercado.

Norte Fluminense quer feira – O portfólio diversificado de soluções apresentadas na Brasil Offshore, que abrigou ainda seis pavilhões internacionais, integrados por 104 empresas do Reino Unido, China, Alemanha, EUA, França e Polônia, e os bons resultados desta última edição indicam que a feira ainda tem fôlego para seguir adiante, a despeito do aumento do número de eventos do setor em todo o país.

A presença estrangeira reforça essa posição: a China reuniu 30 empresas locais, enquanto a França agrupou 24 companhias. Os EUA aumentaram em 50% sua participação, que passou de 14, no evento anterior, para 21 expositores, na edição deste ano. Já o pavilhão do Reino Unido, organizado pelo Conselho Britânico de Energia, entidade que engloba 604 empresas associadas, trouxe 20 empresas britânicas, que atuam desde a área de navegação até o segmento de instrumentação. A área da Alemanha reuniu nove empresas e a da Polônia, cinco. Fora dos pavilhões, outras 53 empresas estrangeiras marcaram presença na Brasil Offshore.

Diante do interesse externo, os organizadores apostam na manutenção da Brasil Offshore como o terceiro maior evento do mundo no setor de óleo e gás. Sentimento que pode durar até outubro, mês em que o Riocentro, o centro de convenções da capital fluminense, vai abrigar a segunda edição da OTC Brasil, único evento do selo da Offshore Technology Conference (o maior do planeta) realizado fora dos Estados Unidos e que, este ano, conta com o apoio da Petrobras e do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás Natural (IBP).

ABB

BR-OFF-ABB_Jefferson-Coelho_ABB , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoA empresa, que participa pela terceira vez consecutiva do evento no Norte Fluminense, fez uma demonstração das funcionalidades de um sistema de automação elétrica e gerenciamento de cargas (PMS). “Com o auxílio dessa ferramenta, será possível explicar aos visitantes os principais benefícios desse sistema, como a biblioteca especialmente desenvolvida para PMS, que realiza o controle dedicado para descarte de cargas, controle de geração e controle de potência ativa e reativa, tudo de forma simples, eficiente e de fácil operação”, observou Jefferson Coelho, gerente de serviços da Marine Service da ABB para a América do Sul. Além de apresentar a possibilidade do descarte e a coleta de dados, a solução reduz significativamente a necessidade de hardware, diminuindo os custos de instalação e manutenção.

A empresa também expôs o drive ACS850, que será fabricado em Sorocaba-SP, aumentando o índice de nacionalização de produtos. “A linha de conversores de frequência ACS850 foi desenvolvida para atender às necessidades de fabricantes de máquinas, integradores de sistemas, montadores de painéis e usuários finais”, destacou Coelho. Por ser de fácil aplicação e comissionamento, pode ser utilizada desde a mais simples aplicação à mais complexa, como gruas, pontes rolantes, extrusoras, guinchos, esteiras transportadoras, bombas, exaustores, misturadores e máquinas em geral.

“Acreditamos que a feira nos dá a oportunidade de conhecer melhor o cliente, entender melhor suas necessidades e, ao mesmo tempo, demonstrar novas tecnologias e/ou novas soluções”, afirmou, confirmando a expectativa de bons negócios. “O mercado offshore vive um momento único no Brasil, e o pré-sal é um dos grandes responsáveis por isso. Portanto, as expectativas são muito boas e espera-se que grandes e significativos negócios sejam concretizados em 2013 e nos anos seguintes”, concluiu o gerente de serviços da Marine Service da ABB para a América do Sul.

AIR LIQUIDE

BR-OFF-AirLiquide_JOSE-ANTONIO-CUNHA , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoA Air Liquide participou pela segunda vez da feira e trouxe uma novidade: o evento foi escolhido para um lançamento. “Lançamos na Brasil Offshore a nova linha DiveAL de cilindro de gases para mergulho, além de expor no estande diversos produtos já conhecidos do mercado, como as válvulas TOP para cilindros, equipamentos destinados à geração de gás em atividades offshore e os mais variados serviços e ferramentas necessários às operações neste mercado”, pontuou o gerente de Negócios Offshore, José Antônio Cunha.

“A exploração de petróleo está em franco crescimento no país, razão pela qual acreditamos que o mercado precisa contar com produtos e serviços de ponta na área de gases industriais, especiais e medicinais, para facilitar o trabalho nas plataformas e navios”, complementou o gerente. O segmento offshore é um dos focos de atividades da Air Liquide, que, por meio de parcerias com as empresas Aqualung e Medal, criou novas oportunidades nas áreas de mergulho e geração on site de gases. “O mercado offshore é uma área em que o grupo Air Liquide atua com muita força no exterior e no Brasil, para onde trouxemos a tecnologia e o conhecimento dominados pelo grupo mundialmente”, concluiu José Antonio Cunha.

AKER SOLUTIONS

BR-OFF-Aker-LuisAraujo , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoCom uma carteira invejável de pedidos da Petrobras, a norueguesa Aker Solutions nem precisava de vitrine. Ainda assim, a empresa preferiu se apresentar como expositora e âncora da rodada de negócios na Brasil Offshore para marcar uma posição quase imbatível. No estande foram expostas três maquetes de equipamentos usados no Brasil: o navio Skandi Santos, um navio-sonda e uma árvore de natal molhada.

A proposta de Luis Araújo, presidente da Aker, foi levar para o estande as soluções tecnológicas que a empresa desenvolve para diversas atividades do mercado offshore, do reservatório à produção (durante a vida do campo), mostrando porque acumula mais e mais contratos, os quais habilitam a empresa a incorporar novas competências.

Foi o caso da Managed Pressure Operations International (MPO), adquirida em fevereiro deste ano pelo grupo e que foi escolhida para fornecer sistemas de perfuração com pressão gerenciada (Managed Pressure Drilling – MPD) e serviços de tratamento do gás no riser para a Repsol Sinopec Brasil. O valor do contrato, de três anos, é confidencial.

O sistema de tratamento de gás no riser ajuda a controlar os fluidos do poço durante a perfuração de óleo e gás no mar. Ele detecta um influxo de gás em um riser de perfuração e desvia o gás para evitar um blowout, fluxo descontrolado de fluido da formação para o poço.

CARBINOX

A Carbinox foi com tudo nesta segunda participação na feira do Norte Fluminense, considerada estratégica para o sucesso dos negócios da empresa. “Realizar o evento no polo operacional do petróleo é fundamental, pois facilita o acesso da indústria ao evento. Isso potencializa o relacionamento entre as empresas que movimentam o setor. Por isso, estar presente na Brasil Offshore é sinônimo de bons negócios a curto e médio prazo”, afiançou Paulo Moraes Correa, diretor da Divisão Trading da Carbinox.

Quatro divisões mostraram suas soluções no evento: a de Inoxidáveis levou para a feira os tubos com costura redondos, quadrados e retangulares de aço inoxidável, tubos sem costura de aço inoxidável e barras redondas, quadradas, sextavadas, chatas e cantoneiras de aço inoxidável. Já a divisão Elétrica/Hidráulica destacou os eletrodutos rígidos e conexões de aço-carbono zincado eletrolítico, pré-zincado e galvanizado a fogo, de alumínio e aço inoxidável, além de tubos de condução pretos e galvanizados NBR5580/5590.

Tubos, barras, chapas, placas, conexões e flanges feitos de ligas especiais e superligas foram as soluções apresentadas pela divisão de Trading, enquanto a de Conexões apresentou suas soluções forjadas, tubulares e flanges de aço inoxidável, aço-carbono e aço-liga.

A empresa brasileira, que tem entre seus clientes companhias de porte como Petrobras, Odebrecht, Braskem, Technip, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Nestlé, Votorantim, Usiminas, Andrade Gutierrez, Ajinomoto e Tetra Pak, completou 28 anos de atividades e um faturamento de R$ 250 milhões, em 2012.

C&C TECHNOLOGIES

BR-OFF-Daniel-Monroy_C&C-Technologies , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoOutra que aposta na força das novas tecnologias para superar os desafios crescentes deste mercado é a norte-americana C&C Technologies, que festejou na Brasil Offshore a marca de 100 mil km de dados geofísicos coletados para a Petrobras em águas profundas brasileiras com o submarino AUV (Autonomous Underwater Vehicle), veículo autônomo submersível, não tripulado, desenvolvido para dar suporte à exploração de óleo e gás em águas profundas. “Este é um importante marco para nós, porque é fruto de um trabalho para a Petrobras iniciado há mais de dez anos e que também evidencia a nossa capacidade, domínio sobre uma tecnologia inovadora e o know-how de nossa equipe multidisciplinar. As necessidades cada vez maiores de precisão, rapidez e qualidade exigidas levaram ao aprimoramento do AUV ao longo destes anos”, afirmou o diretor-geral da C&C Technologies no Brasil, Daniel Monroy. Os 100 mil km de dados geofísicos coletados para a Petrobras, de 2005 até hoje, representam um terço dos dados coletados pela C&C Technologies em todo o mundo. “Seria como dar duas voltas e meia ao redor da Terra”, apontou o executivo.

A C&C Technologies trabalha em parceria com a Petrobras desde 2002, quando realizou um mapeamento de alta precisão de fundo marinho com o primeiro AUV, que utilizava tecnologia de ponta no levantamento de dados. Os resultados obtidos foram aprovados pela Petrobras e desde 2005 a C&C Technologies mantém um de seus veículos, o AUV de quinta geração, atuando exclusivamente para a empresa brasileira na coleta e no processamento de dados em alta profundidade.

Monroy explica que os serviços prestados pela empresa nos levantamentos de alta precisão do fundo marinho fornecem subsídios para as atividades de engenharia offshore. “Esses serviços são executados por profissionais altamente qualificados, que trabalham embarcados ou na sede brasileira da C&C Technologies, o que proporciona agilidade e exatidão na transmissão das informações para o cliente”, pontuou.

A empresa já totaliza cerca de 300.000 km em levantamento de dados com veículos autônomos submersíveis para mais de 60 clientes, dentre os quais o Brasil e a Petrobras se destacam como importantes parceiros estratégicos. Além da Petrobras, os principais clientes da empresa no setor de óleo e gás são: BP, Chevron, Shell e Statoil.

DANFOSS

Especializada no desenvolvimento e na fabricação de controles eletromecânicos e eletrônicos, soluções de sistemas para indústrias de refrigeração, aquecimento e acionamento de motores elétricos, a Danfoss foi levada para a Brasil Offshore pelo seu representante comercial, a Gamatermic Técnica e Comércio. A parceira local expôs os principais produtos da divisão de Power Electronics da empresa, como o VLT Automation Drive FC302, equipamento que possui uma gama completa de funcionalidades para aplicações mais pesadas, o que facilita o comissionamento, a operação e a manutenção. Já a solução para partida e parada de motores elétricos VLT Soft Starter MCD500 tem atributos únicos: dimensões reduzidas, display gráfico (e opção de display remoto), bypass interno, entrada/saída de alimentação trifásica flexível e configurável, múltiplos idiomas disponíveis, relógio de tempo real integrado e design arrojado.

“O mercado vive um momento com previsão de grandes investimentos por parte da Petrobras, para suprir as demandas de exploração do pré-sal. Queremos participar de tudo isso”, afirmou o diretor Juan Fernando Rosado Gamarra.

EAGLEBURGMANN

Na sua quarta participação, a subsidiária brasileira da EagleBurgmann (grupo Freudenberg) destacou as soluções de vedação que desenvolve, produz e fornece para a indústria de petróleo e gás: selos mecânicos em conformidade com a norma API 682, selos para altas pressões, selos a gás para compressores, além de aplicações para injeção de CO2 na fase supercrítica e juntas de expansão construídas com os materiais de alta tecnologia e extrema durabilidade. Os dois principais destaques foram as selagens com a exclusiva tecnologia DiamondFace e o sistema RoTechBooster.

FESTO

BR-OFF-Festo_Carlos-Padovan , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoTambém pela terceira vez nesta feira, a Festo, que atua na área de automação industrial no Brasil há 45 anos, mostrou algumas das soluções de seu vasto portfólio, com quase 40 mil produtos e meio milhão de variações possíveis. Entre os destaques: as válvulas eletropneumáticas resistentes à corrosão e com bobinas para a área classificada VOFC e VOFD (com certificação do Inmetro); a VZXF (válvula de assento inclinado); a VZQA (válvula do tipo mangote); o DFPI (atuador com sistema integrado de medição e posicionador); os terminais de válvulas CPX/VTSA e a sua linha de monitores de válvulas SRBF, SRBP e SRAP.

Segundo Carlos Padovan, diretor de vendas e marketing da Festo, o fato de o evento acontecer em Macaé é um diferencial a mais: “Afinal, trata-se de uma das regiões brasileiras mais importantes para a cadeia do petróleo e consequentemente um grande mercado para as empresas que trabalham com know-how para este segmento.” Uma vitrine mais do que adequada para a empresa, que em 45 anos de Brasil já realizou mais de 50 mil projetos, em diversos segmentos, entre os quais óleo e gás, químico, petroquímico, tratamento de águas e efluentes, oferecendo produtos para a automação de processos.

FREUDENBERG FILTRATION

A Freudenberg Filtration Techno­logies apresentou as soluções de filtragem que fornece para o setor de petróleo e gás. De acordo com o gerente de mercado da companhia, Rubens Alacrino, os produtos da Freudenberg têm como principais diferenciais a alta tecnologia e a engenharia empregada, o que garante maior durabilidade, além de gerar benefícios, como menor tempo de paradas das máquinas para manutenção e substituição dos equipamentos de filtração.

“Desenvolvemos soluções inovadoras para garantir alta qualidade de filtração e contribuir para melhorar os processos das indústrias clientes”, ressaltou o executivo da empresa, com mais de 50 anos na produção de filtros para ar, gases químicos e líquidos. A fábrica da empresa no Brasil conta com mais de 60 colaboradores e está localizada em Jacareí-SP.

A Freudenberg Filtration Techno­logies e a EagleBurgmann estiveram juntas em um estande para mostrar os seus portfólios de produtos e soluções para atender às solicitações dos maiores desafios deste setor estratégico ao desenvolvimento do país.

KLÜBER LUBRICATION

BR-OFF-Kluber_Lubrication_MarceloSilva , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoEstreante na Brasil Offshore, a Klüber Lubrication (Grupo Freu­denberg) também decidiu apostar na feira de Macaé. “Com a nossa participação na Rio Oil&Gas de 2012, a necessidade de participar da Brasil Offshore ficou muito clara”, afirmou Marcelo Cavalcanti da Silva, gerente de mercado de engenharia de aplicação e marketing da Klüber. A empresa atua no Brasil há mais de 40 anos, fornecendo soluções em lubrificação de equipamentos para atividades industriais, como correntes, engrenagens, barramentos, contatos elétricos, rolamentos, válvulas, sistemas pneumáticos e hidráulicos.

Segundo Cavalcanti, o foco foi direcionado para duas aplicações principais: lubrificantes sintéticos de alto desempenho para compressores de gás e lubrificantes biodegradáveis e as soluções para embarcações offshore, tais como AHTS (Anchor Handling Tug Supply), FPSO, entre outros, com homologações nos principais fabricantes de equipamentos (OEMs).

LAPP GROUP

BROFF-LAPP_JuanChaparro , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoUm dos maiores fabricantes mundiais de conexões e cabos especiais, a Lapp Group Brasil apresentou os novos cabos para instrumentação e controle navais, com aplicação também em unidades petrolíferas. Os produtos apresentam alta resistência à oxidação, umidade, trepidações, fadigas e temperaturas elevadas, agregando algumas características jamais reunidas em outros cabos. De acordo com Juan Jose Chaparro Schmiel, diretor da Lapp Brasil, os cabos são fabricados pela empresa italiana Camuna Cavi, pertencente ao Grupo Lapp, e estão em conformidade com as certificações DNV (Det Norske Veritas, da Noruega) e Rina (Royal Institution of Naval Architects, da Inglaterra), algumas das mais rigorosas exigências da indústria naval no mundo, além de acompanhar as normas especificadas para o mercado italiano.

“Juntamente com estas certificações e normas internacionais, nossos cabos para a indústria naval e de petróleo também estão em conformidade com o CRCC (Certificado de Registro e Classificação Cadastral, da Petrobras)”, acrescentou o diretor. Segundo o executivo, além de desenvolver os produtos de acordo com as exigências da indústria, a empresa é reconhecida por oferecer suporte técnico para o projeto de aplicação até o acompanhamento de pós-vendas. “O próximo passo para continuar oferecendo um suporte de qualidade e eficiência, apoiando o desenvolvimento industrial brasileiro, será colocar uma fábrica no Brasil nos próximos meses”, anunciou Chaparro.

LUVAS YELING

BR-OFF-Yeling_Fernanda-Maria-Santos , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoVitrine para produtos de todos os tipos e portes, a Brasil Offshore teve a participação da empresa curitibana Luvas Yeling, a maior fabricante de luvas tricotadas do Brasil, que em 32 anos de atividades se especializou no segmento e hoje é homologada como distribuidora oficial de luvas, mangas e aventais da HexArmor. A empresa aproveitou a feira para mostrar os lançamentos dessa parceira americana, voltados para o setor de óleo e gás. “Estes produtos possuem tecnologia Superfabric, que transforma tecidos comuns em outros altamente resistentes a cortes e perfurações”, salientou Fernanda Maria Santos, gestora de marketing da Luvas Yeling.

Segundo ela, as cores dos produtos são bem vibrantes, por isso chamaram muito a atenção do público. “Também fizemos demonstração de resistência a cortes com estiletes e as pessoas não acreditavam que as luvas não sofriam qualquer dano”, disse a gestora. “Se tivéssemos produtos para vender no estande, teríamos acabado com todo o estoque.”

NORGREN

Outra empresa da área de automação, a Norgren levou para a Brasil Offshore uma de suas soluções de ponta, que busca assegurar maior eficiência operacional: um sistema manifold de válvula redundante (RVM) para solucionar problemas de disponibilidade, segurança e precisão de processos e sistemas das indústrias no setor de energia.

Trata-se de um bloco homologado, de alumínio ou de aço inoxidável, com unidades modulares compactas, capaz de realizar as funções de redundância em uma concepção integrada, sem necessidade de interromper a operação. Com isso, a solução oferece maior confiabilidade no processo offshore e onshore de petróleo, gás, plantas químicas e estações de energia, e também em quaisquer aplicações nas quais as interrupções não programadas não são permitidas ou a necessidade do fechamento do sistema requer precisão e segurança.

“Por que usar sistemas redundantes? A resposta mais simples é que, para processos que não toleram interrupções, como os aplicados em plataformas de petróleo ou indústrias químicas, por exemplo, se uma válvula falhar, a solução redundante sempre oferecerá outra, de suporte, para manter o funcionamento seguro enquanto se realiza a correção do problema no primeiro equipamento”, destacou Ricardo Rodrigues, CEO da Norgren para o Brasil e para a América Latina.

“Pela primeira vez, um sistema redundante evita utilizar tubagem ao incorporar todas as funções. E, com apenas uma entrada e uma saída, sua instalação é rápida e simples, e minimiza possíveis pontos de vazamento. As soluções redundantes, ao oferecer a possibilidade de administrar interrupções, contribuem para o processo de planejamento, deixando a produção mais inteligente”, concluiu o executivo da empresa, que atua há 38 anos no país.

PRAXAIR SURFACE TECHNOLOGIES

Subsidiária integral do grupo Praxair, a Praxair Surface Technologies apresentou também uma novidade para o mercado brasileiro: o revestimento SermaGard 1105/1280, sistema com base de alumínio e resina de fluorpolímero no topo, projetado para fornecer excelente proteção contra a corrosão salina e ao raios UV para fixadores e componentes expostos aos ambientes de atmosfera marítima (offshore) e submarinos (subsea). “O SermaGard pode substituir camadas de cádmio em fixadores e ainda proporciona proteção catódica em equipamentos expostos a atmosferas corrosivas. Também pode ser associado a camadas de topo com características lubrificantes (bissulfeto de molibdênio) ou antiaderentes e de baixo atrito (PTFE)”, explicou Nelson de Oliveira, gerente de vendas da Praxair Surface Technologies do Brasil. Segundo ele, já existem diversas homologações desse revestimento na indústria de óleo e gás. “Agora que este revestimento está disponível no Brasil, a empresa acredita numa crescente utilização desta tecnologia”, afirmou.

Segundo Oliveira, a aplicação dos revestimentos é feita em cabines com temperatura e umidade controlada, filtragem avançada e sistemas para garantir um ambiente seguro e ambientalmente amigável. “Esta célula é capaz de revestir peças pesando até 10 toneladas e dimensões até 2 m x 2 m x 6,5 m em uma gama variada de geometrias”, detalhou.

Com mais de 30 fábricas em 13 países, a Praxair Surface Technologies oferece uma gama completa de revestimentos de alto desempenho e tecnologias para as indústrias de aviação, energia e outras.

ROLLS-ROYCE

BR-OFF-RolsRoyce_Anders-Almestad , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoOs equipamentos destinados a quatro navios de apoio a plataformas offshore (PSVs, na sigla em inglês), que estão em construção no estaleiro Detroit Brasil, subsidiária do grupo chileno localizada em Itajaí-SC, foram os destaques da Rolls-Royce na feira, que contou com a presença do presidente de Offshore, Anders Almestad. O grupo britânico firmou contrato, anunciado durante o evento, para fornecer quatro duplas do guindaste Dual Draglink, perfazendo o total de oito guindastes, para os navios que atuarão a serviço da Petrobras por oito anos, e que serão operados pela Starnav Serviços Marítimos, empresa brasileira de apoio marítimo, também subsidiária do Grupo Detroit Chile.

“A configuração do equipamento oferece operação mais segura e eficiente, além de mais independente, tanto durante operações em porto como também em alto-mar. Permite, por exemplo, que o carregamento e a descarga da embarcação sejam feitos de forma mais rápida, assim como o deslocamento necessário da carga ao longo de todo o comprimento do navio”, afirmou Almestad. “Serão as primeiras em­­barcações offshore que poderão realizar operações de carga e descarga utilizando equipamento próprio”, frisou, lembrando que o guindaste Dual Draglink recebeu o prêmio “Innovation” durante o fórum anual Offshore Support Journal, em Londres. Esses equipamentos também integram um navio PSV em construção no estaleiro Keppel Singmarine Brasil, também em Santa Catarina, assim como a embarcação Far Solitaire, do grupo norueguês Farstad Shipping.

BR-OFF-RolssRoyce_Guindaste-para-PSVs , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoLembrando que o mercado offshore mundial passa por transformações e que, no Brasil, este processo está acelerado, Almestad acrescentou que a empresa está atenta a este movimento, razão pela qual vem ampliando e reforçando seu portfólio no mercado brasileiro, o que inclui investimentos na planta produtiva do país.

SERGLOBAL

BR-OFF-Serglobal_Guilheme-Rosenthal , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoOutra estreante na Brasil Offshore foi a Serglobal, subsidiária responsável pelos negócios voltados ao mercado de Offshore da Sertrading, especializada em comércio exterior. O objetivo da empresa, segundo o gerente Guilherme Rosenthal, foi reforçar as discussões sobre novas tecnologias de produção e soluções que potencializem o setor offshore no Brasil.

No estande, a Serglobal expôs um contêiner DRY, no tamanho de 8 x 6 x 8 pés, com certificação que atende às normas da DNV 2.7-1, além de mostrar, logo na entrada da feira, o Contêiner Reefer com Placas Eutéticas, composto de compressor, condensador e placas, substituindo o tradicional evaporador. “Trata-se de um sistema simples com menos peças móveis do que o tradicional e, portanto, menos sujeito a quebras”, destacou Rosenthal.

“Nosso foco estará em mostrar que a venda de contêiner vai além da entrega do produto e, por isso, nos preocupamos em ter uma equipe que atua em todos os processos”, concluiu. A holding Sertrading, que tem seis escritórios no Brasil, filiais na China e na Argentina e mais de 350 funcionários, gerencia mais de 25 mil processos por ano e conta com mais de 100 clientes ativos em sua carteira.

SH

BR-OFFAntônio-Junior_SH , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoLíder nacional em fornecimento de formas para concreto, andaimes e escoramentos metálicos para o mercado de construção civil, a SH levou mais uma vez as modernas plataformas de trabalho aéreo (PTAs) para mostrar ao público da feira. O equipamento exposto foi o dispositivo mecânico da Terex, da marca Genie, utilizado para pessoas ou equipamentos em áreas de difícil acesso.

Segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, foram comercializados, nos últimos cinco anos (2008-2012), 16.510 desses equipamentos em todo o território nacional. De olho neste mercado em plena expansão, a SH Equipamentos de Acesso investiu R$ 3 milhões no final do ano passado para a compra das plataformas aéreas e, em apenas três meses, superou a meta de “ocupação” (taxa de locação de máquinas) do mercado − que é de 70% −, chegando a ter 80% de suas máquinas locadas durante o mês de março.

Antônio Junior, gerente da unidade SH no Rio de Janeiro, explica que com um cenário tão favorável estão previstos novos investimentos ainda este ano. “Tínhamos uma meta estabelecida e conquistamos o resultado esperado em apenas três meses. Com isso, já estudamos aumentar o investimento inicial, de olho na demanda crescente”, afirmou.

Com 40 anos no mercado, a empresa possui 14 unidades instaladas em dez estados (São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia).

SKF

BR-OFF-SKF_Donizete , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoCom uma ampla linha de produtos e serviços e a instalação de um centro de inovação tecnológica em serviços, a SKF mostrou que pretende ser um páreo duro neste mercado em que a competição é acirrada, mas demanda intensivamente tecnologia. O centro de inovação no Rio de Janeiro, que visa a aumentar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções para o setor de óleo e gás, foi divulgado no estande da empresa, que expôs sistemas de inspeção para operadores, de proteção para turbomáquinas, software para monitoramento de condição, sistemas de lubrificação, vedações, calços calibrados e rolamentos.

“A criação da Lei do Bem, por meio do plano Brasil Maior, vai ajudar a aumentar a competitividade da indústria no país”, explicou Donizete Santos, presidente da SKF do Brasil, explicando a escolha da capital fluminense para sediar um centro de inovação tecnológica em serviços. Os valores do investimento e o local definitivo da instalação estão na fase final de definições.

A empresa pretende criar soluções específicas para as demandas do segmento nesta Solution Factory (fábrica de soluções). “Estamos falando não só dos produtores de petróleo, mas de toda a cadeia que faz parte desse setor. Podemos ajudar com nossa equipe, altamente especializada em engenharia avançada e com tecnologia de ponta, para eliminar desperdícios e reparar danos industriais. Estamos de olho nessas oportunidades”, afirmou, lembrando que a companhia já tem 17 unidades desse gênero espalhadas pelo mundo, incluindo a instalada no Complexo Industrial de Cajamar, em São Paulo. A meta da companhia é fazer com que as duas unidades de serviços industriais passem a representar 20% dos negócios da divisão de serviços industriais no país a partir de 2015. “Pretendemos expandir nossa atuação e atender as principais indústrias do país”, concluiu.

TENARIS

O grupo francês Tenaris expôs soluções para o pré-sal brasileiro, como as linhas de conexões premium, que aumentam a eficiência e a segurança das operações offshore. Entre os produtos dedicados a operações complexas em ambientes de alta pressão e alta temperatura (HP/HT) está o Conector TenarisHydril BlueDock. Disponível nos diâmetros de 20 a 36 polegadas, o conector apresenta fácil encaixe e rápido make-up, o que proporciona uma descida segura dos tubos no poço, além de apresentar 100% de eficiência à tração, compressão e flexão. O selo metal-metal está disponível nos diâmetros até 22 polegadas.

Outro destaque feito pelo diretor de P&D da Tenaris no Brasil, Márcio Marques, foi a conexão TenarisHydril Blue. “É uma solução desenvolvida exatamente para os cenários mais desafiadores de E&P”, pontuou o executivo, que participou também da sessão técnica sobre a integridade de dutos submarinos, no dia 13. Testada de acordo com a ISO 13679 CAL IV, a conexão tem excelência comprovada há mais de dez anos e possui propriedades que atendem aos mais altos padrões da indústria. Essa solução, além de estar pronta para atender às solicitações da próxima revisão do protocolo de testes da API RP 5C5, também oferece 100% de eficiência em relação ao corpo do tubo com “selabilidade” a gás, excelente capacidade de suportar “sobretorque”, sendo ideal para utilização em ambientes de alta pressão e temperatura, em poços exploratórios complexos, horizontais e de longo alcance, entre outros.

A novidade ficou por conta das novas prensas U-O − resultado do investimento de US$ 180 milhões feito pela empresa − instaladas na unidade produtiva da Tenaris, em Pindamonhangaba-SP. Os equipamentos permitem à empresa produzir localmente tubos de 1,5 polegada de espessura entre os dimensionais de 12 ¾ a 48 polegadas.

“Desta maneira, estamos oferecendo ao mercado tubos com maiores espessuras e graus de aço mais elevados, capazes de enfrentar as hostilidades dos ambientes de exploração em águas ultraprofundas, que incluem elevadas pressões e ambientes ácidos, com alto índice de corrosão”, frisou o executivo da Tenaris.

Como outras empresas do setor, o grupo francês também está instalando um centro de P&D no Parque Tecnológico da UFRJ no Rio de Janeiro. O investimento de US$ 38 milhões vai reforçar a capacidade tecnológica do país, que abrigará o quinto centro da Tenaris no mundo: os outros estão na Argentina, México, Itália e Japão.

THYSSENKRUPP ELEVADORES

BR-OFF-Thyssen-Fernando , Petróleo & Energia ©QD Foto: DivulgaçãoFoi com expectativa de alta na demanda que a Divisão Marine Elevator, da ThyssenKrupp Elevadores, decidiu estrear na Brasil Offshore para apresentar os serviços que disponibiliza para navios, portos, plataformas de petróleo e estaleiros, além de mostrar um elevador específico para o ambiente marítimo, capaz de transportar de quatro a dez passageiros, com dez paradas (ou pavimentos). Desenvolvido para atender às necessidades específicas das atividades offshore, nas quais precisa suportar as intempéries, o equipamento obedece às normas locais, com a instalação de uma escada no painel do fundo da cabina, alçapão no teto para saída de emergência e portas classificadas A-60 (para suportar fumaça e fogo por 60 minutos, com base na convenção SOLAS reg. II-2/3.3).

“Outro diferencial está no quadro de comando do elevador, que contém sensores de inclinação que fazem a leitura do movimento da embarcação”, destacou o coordenador da divisão Marine, Fernando Geada. “Em caso de inclinações adversas, o elevador se desliga temporariamente ou, dependendo da situação, haverá necessidade de um reset no quadro de comando para o restabelecimento do sistema”, completou.

Segundo ele, o elevador é equipado com máquinas sem engrenagem, que dispensam o uso de óleos lubrificantes e economizam até 30% da energia elétrica. Funciona com uma velocidade de um metro por segundo e a iluminação da cabina modelo Marine contém lâmpadas Led.

WÄRTSILÄ

Em tempos de redução da queima de gás nas unidades offshore, a solução da finlandesa Wärtsilä apresentada na Brasil Offshore parece sob medida para o mercado. A empresa, que participa há dez anos do evento no Norte Fluminense apresentou a tecnologia Gas Reformer, premiada na OTC 2013 como um dos destaques do ano (Spotlight Award).

Essa solução utiliza gases derivados da exploração de petróleo como fonte de energia autossustentável para a operação offshore, e está sendo instalada pela primeira vez em uma plataforma que começou a ser construída em 2012, na China. Segundo dados da empresa, em todo o mundo, 150 bilhões de metros cúbicos de gás são queimados a cada ano sem aproveitamento, gerando 400 milhões de toneladas de CO2. Tanto o gás de flare quanto os hidrocarbonetos pesados podem ser utilizados como combustível para os motores Dual Fuel desenvolvidos pela Wärtsilä para a geração de energia elétrica a bordo das instalações offshore.

A escolha do evento para mostrar essa tecnologia foi estratégica. “O centro de serviços que inauguramos este ano fica em Niterói, com fácil acesso a Macaé, o que traz vantagens logísticas para nossa operação. Com as novas instalações, estamos dobrando a nossa capacidade e ampliando nossa linha de serviços para atender também propulsores de grande porte. Esses investimentos permitem um suporte de manutenção completo aos nossos clientes que operam no polo de Macaé”, afirmou o gerente Gil Viana.

Além da nova oficina de serviços de manutenção de equipamentos em Niterói, com laboratórios de automação e injeção eletrônica, e de uma área dedicada a propulsores navais, a empresa anunciou, em março, a construção de uma fábrica no Superporto do Açu-RJ, para acompanhar as exigências de conteúdo local e atender à crescente demanda do setor, sobretudo na indústria offshore.

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