Petróleo e Energia

Brasil Offshore – Rodadas de negócios e programação técnica forte atraem participantes

Bia Teixeira e Karol Lavareda
7 de junho de 2013
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    Petróleo & Energia, Brasil Offshore - Rodadas de negócios e programação técnica forte atraem participantes

    NEGÓCIOS da ordem de R$ 210 milhões, gestados em cerca de 500 reuniões, em duas rodadas de negócios (uma delas, tecnológica), são a principal expectativa dos organizadores da Brasil Offshore 2013. Somese a isso a previsão de um público superior a 50 mil visitantes, para aferir o que vão destacar os 720 expositores de 37 países da feira – entre os quais a China, que participa pela primeira vez em 14 anos, com um pavilhão que abrigará 30 organizações (e, com certeza, um número superior de representantes de outras empresas daquele país).

    Essas expectativas reforçam a tese de que esta será a maior edição da Brasil Offshore e refletem o sucesso de uma estratégia adotada pelos organizadores para assegurar a longevidade do evento, apontado como o terceiro maior do mundo ocidental – é superado apenas pela Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente em Houston (EUA) e que recebeu 104 mil visitantes este ano (veja nesta edição), e pela Rio Oil & Gas, que acontece a cada biênio no Rio de Janeiro, que teve um público de 53 mil pessoas em 2012.

    Debate oportuno – Realizada a cada dois anos na chamada capital do petróleo, a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, a Brasil Offshore 2013 tem como lema “Integridade: A Partir de Quando Se Preocupar” (Integrity: when should you be concerned) e ganhou uma programação técnica mais robusta.

    Tanto no congresso, com foco principal na questão da integridade de ativos offshore (do reservatório à plataforma), como também na feira, que vai sediar, pela primeira vez em eventos do setor, uma rodada tecnológica de negócios.

    O tema do congresso é mais do que pertinente, levando em consideração que a Bacia de Campos, responsável por mais de 80% do petróleo e 35% do gás natural extraídos no país e maior fonte de riquezas (incluindo royalties) do Norte Fluminense, passa pela sua maior crise, com a queda da eficiência operacional de ativos em produção há mais de duas e até três décadas, assim como do natural declínio desta bacia madura, que produz petróleo desde 1977.

    Organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE – Society of Petroleum Engineers), o congresso será, pela primeira vez, gratuito aos representantes da indústria. Com isso, os organizadores esperam receber mais de mil engenheiros e compradores de equipamentos.

    A participação de estudantes e futuros desenvolvedores de tecnologia é outro diferencial da Brasil Offshore, durante a qual a SPE (a principal entre as 14 organizações que comandam a OTC, nos Estados Unidos) promove o Student Paper Contest – América Latina e Caribe (AL&C).

    Selecionados por uma banca de especialistas, 16 trabalhos técnicos de estudantes de mestrado e doutorado de algumas das principais universidades brasileiras, como USP, UFRJ, Unicamp, e da América Latina serão apresentados às empresas, além de disputar esta importante premiação internacional da SPE.

    O objetivo é distinguir ensaios que contribuam para a evolução do setor de exploração e produção de hidrocarbonos, com pesquisas focadas em novas tecnologias ou aspectos ambientais, econômicos e técnicos. A premiação será concedida no final do primeiro dia do congresso.

    Rodadas de negócios – Reforçar a programação técnica da Brasil Offshore, em uma agenda cada vez mais concorrida de eventos no setor de óleo e gás (que este ano terá ainda a segunda edição da OTC Brasil, agora compartilhada pela SPE e IBP), foi parte da estratégia dos três organizadores (IBP, SPE e Reed Exhibitions Alcantara Machado), que cuidaram também de incrementar a parte de negócios.

    Não somente por ser Macaé, e as cidades vizinhas, o centro logístico e operacional da Petrobras e de outras petroleiras que atuam na Bacia de Campos, mas também por abrigar milhares de fornecedores de bens e serviços que concorrem para a sua eficiência operacional.

    Na Brasil Offshore, eles têm um espaço único para prospectar novas oportunidades nas rodadas de negócios.

    Nelas estão listadas 22 empresas âncoras, entre petroleiras e grandes contratantes, a exemplo de Petrobras, Aker, Baker, Shell, Arprotec, Asca, Cameron, Estaleiro EISA, Estaleiro Mauá, TCE, Forship, G-Comex, Transpetro, UTC, e WEG. “Devemos ter um número recorde de 500 reuniões este ano, pois convidamos, além das âncoras, 183 empresas fornecedoras de médio porte, para que esse segmento tenha também a oportunidade de fazer negócios e fortalecer a política de conteúdo local”, salientou Bruno Musso, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), que organiza essas atividades.

    A novidade deste ano é a rodada exclusiva para empresas de base tecnológica, marcada para o primeiro dia da feira (11 de junho). Com tudo isso, a Onip espera um incremento de pelo menos 25% nos negócios gerados no evento, que totalizaram R$ 170 milhões em 2011, para alcançar R$ 210 milhões.

    Parceria estratégica – Todos esses esforços foram apoiados pela parceria entre a Prefeitura de Macaé com uma das promotoras da feira, a Reed Exhibitions Alcantara Machado.

    O governo municipal se comprometeu a cuidar da manutenção e modernização/otimização do centro de exposições Jornalista Roberto Marinho, que abriga o evento.

    “Precisávamos assegurar maior celeridade às melhorias necessárias para este ano, assim como dar a partida nas mudanças estruturantes para a edição de 2015, pois já se faz necessário expandir o pavilhão para reduzirmos o número de tendas temporárias, que são muito custosas.


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