Brasil Offshore – Rodadas de negócios e programação técnica forte atraem participantes

Petróleo & Energia, Brasil Offshore - Rodadas de negócios e programação técnica forte atraem participantes

NEGÓCIOS da ordem de R$ 210 milhões, gestados em cerca de 500 reuniões, em duas rodadas de negócios (uma delas, tecnológica), são a principal expectativa dos organizadores da Brasil Offshore 2013. Somese a isso a previsão de um público superior a 50 mil visitantes, para aferir o que vão destacar os 720 expositores de 37 países da feira – entre os quais a China, que participa pela primeira vez em 14 anos, com um pavilhão que abrigará 30 organizações (e, com certeza, um número superior de representantes de outras empresas daquele país).

Essas expectativas reforçam a tese de que esta será a maior edição da Brasil Offshore e refletem o sucesso de uma estratégia adotada pelos organizadores para assegurar a longevidade do evento, apontado como o terceiro maior do mundo ocidental – é superado apenas pela Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente em Houston (EUA) e que recebeu 104 mil visitantes este ano (veja nesta edição), e pela Rio Oil & Gas, que acontece a cada biênio no Rio de Janeiro, que teve um público de 53 mil pessoas em 2012.

Debate oportuno – Realizada a cada dois anos na chamada capital do petróleo, a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, a Brasil Offshore 2013 tem como lema “Integridade: A Partir de Quando Se Preocupar” (Integrity: when should you be concerned) e ganhou uma programação técnica mais robusta.

Tanto no congresso, com foco principal na questão da integridade de ativos offshore (do reservatório à plataforma), como também na feira, que vai sediar, pela primeira vez em eventos do setor, uma rodada tecnológica de negócios.

O tema do congresso é mais do que pertinente, levando em consideração que a Bacia de Campos, responsável por mais de 80% do petróleo e 35% do gás natural extraídos no país e maior fonte de riquezas (incluindo royalties) do Norte Fluminense, passa pela sua maior crise, com a queda da eficiência operacional de ativos em produção há mais de duas e até três décadas, assim como do natural declínio desta bacia madura, que produz petróleo desde 1977.

Organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE – Society of Petroleum Engineers), o congresso será, pela primeira vez, gratuito aos representantes da indústria. Com isso, os organizadores esperam receber mais de mil engenheiros e compradores de equipamentos.

A participação de estudantes e futuros desenvolvedores de tecnologia é outro diferencial da Brasil Offshore, durante a qual a SPE (a principal entre as 14 organizações que comandam a OTC, nos Estados Unidos) promove o Student Paper Contest – América Latina e Caribe (AL&C).

Selecionados por uma banca de especialistas, 16 trabalhos técnicos de estudantes de mestrado e doutorado de algumas das principais universidades brasileiras, como USP, UFRJ, Unicamp, e da América Latina serão apresentados às empresas, além de disputar esta importante premiação internacional da SPE.

O objetivo é distinguir ensaios que contribuam para a evolução do setor de exploração e produção de hidrocarbonos, com pesquisas focadas em novas tecnologias ou aspectos ambientais, econômicos e técnicos. A premiação será concedida no final do primeiro dia do congresso.

Rodadas de negócios – Reforçar a programação técnica da Brasil Offshore, em uma agenda cada vez mais concorrida de eventos no setor de óleo e gás (que este ano terá ainda a segunda edição da OTC Brasil, agora compartilhada pela SPE e IBP), foi parte da estratégia dos três organizadores (IBP, SPE e Reed Exhibitions Alcantara Machado), que cuidaram também de incrementar a parte de negócios.

Não somente por ser Macaé, e as cidades vizinhas, o centro logístico e operacional da Petrobras e de outras petroleiras que atuam na Bacia de Campos, mas também por abrigar milhares de fornecedores de bens e serviços que concorrem para a sua eficiência operacional.

Na Brasil Offshore, eles têm um espaço único para prospectar novas oportunidades nas rodadas de negócios.

Nelas estão listadas 22 empresas âncoras, entre petroleiras e grandes contratantes, a exemplo de Petrobras, Aker, Baker, Shell, Arprotec, Asca, Cameron, Estaleiro EISA, Estaleiro Mauá, TCE, Forship, G-Comex, Transpetro, UTC, e WEG. “Devemos ter um número recorde de 500 reuniões este ano, pois convidamos, além das âncoras, 183 empresas fornecedoras de médio porte, para que esse segmento tenha também a oportunidade de fazer negócios e fortalecer a política de conteúdo local”, salientou Bruno Musso, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), que organiza essas atividades.

A novidade deste ano é a rodada exclusiva para empresas de base tecnológica, marcada para o primeiro dia da feira (11 de junho). Com tudo isso, a Onip espera um incremento de pelo menos 25% nos negócios gerados no evento, que totalizaram R$ 170 milhões em 2011, para alcançar R$ 210 milhões.

Parceria estratégica – Todos esses esforços foram apoiados pela parceria entre a Prefeitura de Macaé com uma das promotoras da feira, a Reed Exhibitions Alcantara Machado.

O governo municipal se comprometeu a cuidar da manutenção e modernização/otimização do centro de exposições Jornalista Roberto Marinho, que abriga o evento.

“Precisávamos assegurar maior celeridade às melhorias necessárias para este ano, assim como dar a partida nas mudanças estruturantes para a edição de 2015, pois já se faz necessário expandir o pavilhão para reduzirmos o número de tendas temporárias, que são muito custosas.

Hoje gastamos mais de R$ 2 milhões em tendas e serviços associados”, explicou o diretor da feira, Igor Tavares. “Com essa parceria executamos um dos pilares do nosso plano estratégico, que visa a facilitar o acesso e o desenvolvimento da indústria de petróleo na cidade”, declarou o prefeito Aluízio dos Santos. Segundo ele, seu governo prevê a construção de novos hotéis classe A, implantação de novas soluções de tráfego urbano e expansão de logística portuária, além de outros projetos estruturantes.

Negócios da China – O resultado da parceria poderá ser aferido na feira deste ano, que terá a maior infraestrutura já disponibilizada para a Brasil Offshore: 37 mil m² (2 mil a mais que em 2011). Embora com apenas 20 expositores a mais que na edição anterior (confirmados até o fim de maio), a feira vai abrigar sete pavilhões internacionais de fôlego.

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Sandra: solução com base em SAP integra-se ao portal Petronect

Além da China, com 30 expositores, o dos Estados Unidos reunirá 21 empresas, e o do Reino Unido, outras 20 (sendo que diversas empresas destes países têm estandes próprios).

França, Alemanha, Polônia e Áustria também terão seus pavilhões – assim como algumas companhias oriundas destes países montarão estandes próprios. A presença de empresas chinesas, que desistiram de ter uma participação mais efetiva na 11ª rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada um mês antes, não surpreendeu os organizadores.

“A China tem uma estratégia de penetração no mercado internacional bem diferente. Não vamos ver grandes empresas se instalando aqui, mas o interesse explícito de acesso ao nosso mercado”, frisa Bruno Musso, da Onip. Essa visão é endossada por Maurício Figueiredo, diretor do IBP. “O Brasil está no foco da China há alguns anos, pois eles têm um desafio gigante em relação à energia, por conta da grande e crescente população.

A presença na feira confirma esse interesse”, observa. Ele lembra ainda que a partir de 2015 deverá haver um incremento na demanda de bens e serviços do setor de óleo e gás, por conta dos leilões. Razão pela qual as empresas devem se antecipar a essa nova demanda, formando mão de obra qualificada. “Sem isso, não será possível atingir a capacidade de 75% de conteúdo nacional”, afirmou.

Expositores avançados– Em seu primeiro ano como patrocinadora da Brasil Offshore, a SAP vai destacar uma das soluções desenvolvidas em parceria com a Ramo, baseada na plataforma SAP Business One, totalmente customizada para o setor petroleiro, o PetroOne. “Trata-se de uma solução que tem por objetivo aumentar a visibilidade na demanda, agilidade na automação comercial e integração com o portal de e-procurement da Petrobras, o Petronect, que integra informações de fornecedores de todo o grupo”, explica a vicepresidente de ecossistemas e canais da SAP Brasil, Sandra Vaz.

Segundo ela, o modelo de oferta é inovador e bastante acessível para as empresas, que poderão usufruir de todos os benefícios da solução realizando um único investimento mensal.

“Esta é a primeira iniciativa mais robusta de divulgação da solução PetroOne no mercado e a participação na Brasil Offshore foi estrategicamente selecionada, pois é a mais importante do setor, recebendo mais de 50 mil profissionais”, observou a executiva.

“Nossa expectativa é ganhar visibilidade e demonstrar aos pequenos e médios fornecedores do ecossistema de petróleo que é totalmente acessível implantar uma solução de gestão inovadora nas suas empresas, facilitando a interação com o grupo Petrobras e, por consequência, aumentando as chances de fechar novos negócios”, conclui Sandra Vaz.

Comemorando dez anos de atividades, a Hojuara As Built 3D, criada em 2003, em Macaé, hoje com filiais na Venezuela e nos EUA, é participante tradicional da Brasil Offshore. Entre as novidades do portfólio está a Foto Documental Realística 3D, que consiste na documentação fotográfica da área, integrada ao modelo 3D de engenharia em ambiente de realidade virtual.

Essa tecnologia já vem sendo usada em terra firme pela Petrobras, que encomendou a digitalização de toda a planta de xisto do Paraná, a SIX. Também será destacado no estande o pacote de serviços Mockup 4D, que inclui: nuvem de pontos, TruView Virtual, modelo 3D topográfico planialtimétrico, maquete 3D de PDMS; Walkinside (realidade virtual) e foto documental. São serviços com metodologias desenvolvidas pela Hojuara para oferecer ao mercado uma solução mais eficaz para projetos de engenharia de empreendimentos complexos.

A empresa de tecnologia Aveva participa pela terceira vez da Brasil Offshore, apostando no interesse de um público que considera bastante diversificado, pois vai além dos players de caráter operacional. Segundo a empresa, o evento representa uma grande oportunidade para mostrar o portfólio de soluções integradas, além de reforçar a proximidade com o mercado.

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Bomba de alta pressão da Hammelmann, representada no Brasil pela Flutrol

A Aveva também apresentará cases de sucesso em projetos downstream, destacará soluções utilizadas em empreendimentos complexos da indústria offshore e naval pelo mundo, além das soluções aprovadas pelo owner operator, que vem sendo utilizadas por epecistas no Brasil e parte dos portfólios de Engenharia & Design e Enterprise Solutions da empresa.Entre os destaques está o Aveva Everything3D (Aveva E3D), parte da nova geração de soluções em design de plantas da companhia, que permite aos executores dos projetos monitorar as etapas de design, fabricação e construção enquanto elas progridem, em tempo real, com base no conceito de Construção Enxuta (Lean Construction), tornando mais eficiente e simples a tomada de decisões críticas, com alta qualidade. Também integrará o portfólio do evento o Aveva Enterprise Resource Management (ERM), o Aveva Bocad, voltado para a confecção e montagem de estruturas metálicas, além da linha Aveva Enterprise Solutions, que atua na construção e gerenciamento da planta por meio de softwares de gerenciamento e ferramentas (Aveva NET e Aveva WorkMate).

Poder de atração – A Brasil Offshore atrai a participação de empresas importantes, interessadas em se manter presentes na maior região produtora nacional de óleo e gás.A Chevron, patrocinadora categoria prata do evento pela segunda vez consecutiva, dispensou estande próprio, optando por investir diretamente na feira para estreitar relações com importantes fornecedores do segmento, com os quais tem interesse em reforçar a marca e o compromisso de parceria de longo prazo.

A petroleira está reiniciando suas operações no campo de Frade, na Bacia de Campos, e, além da área de exploração e produção de óleo e gás, coordenada pela Chevron Brasil Petróleo, atua também nos segmentos de lubrificantes (Chevron Brasil Lubrificantes) e aditivos químicos (Chevron Oronite).

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Termovisor faz parte da linha portátil da Fluke

A companhia patrocina o concurso de artigos acadêmicos “Paper Contest” da Society of Petroleum Engineers (SPE), no qual estudantes disputam um lugar para representar a região da América Latina e Caribe no “Paper Contest” Internacional, realizado durante a Conferência Técnica Anual e Exposição (ATCE).

Segundo a empresa, o investimento é parte de seu compromisso com a formação de mão de obra qualificada para o setor. A especialista em automação de processos de origem alemã Festo, que atua no Brasil há 45 anos, exibirá algumas de suas soluções tecnológicas, com o objetivo de expandir sua atuação na área de petróleo e gás.

“Esta é a terceira vez que participamos da Brasil Offshore, um dos mais importantes eventos da cadeia produtiva de petróleo e gás nacional, uma ótima oportunidade para mostrarmos ao público as soluções da Festo para o setor”, afirma o diretor de vendas e marketing da companhia, Carlos Padovan.

No seu estande, serão expostas válvulas eletropneumáticas resistentes à corrosão e com bobinas para área classificada VOFC e VOFD (com certificação do Inmetro); a VZXF (válvula de assento inclinado); a VZQA (válvula de mangote); o DFPI (atuador com sistema de medição e posicionador integrados); os terminais de válvulas CPX/VTSA e a sua linha de monitores de válvulas SRBF, SRBP e SRAP. Com 125 pontos de atendimento no país e um moderno parque fabril de 43 mil m², a empresa atende às exigências de conteúdo nacional, como também exporta parte da produção brasileira para a matriz e demais filiais.

A Flutrol vê como público-alvo não somente as petroleiras, mas também diversos fornecedores de serviços e equipamentos. Participante da Brasil Offshore desde2005, adistribuidora de soluções para controle de fluidos vai apresentar modernas tecnologias para o setor, como as bombas para alta pressão e vazão Hammelmann; unidades de injeção química (como o IRCD Haskel, um sistema para injeção multiponto de produtos químicos dentro de tubulações, circuitos e poços de produção de gás e petróleo); soluções de flushing para limpeza interna de sistemas e tubulações e análise de partículas; equipamentos portáteis para testes de pressão e mangueiras para hidrojato, além de sua nova representada, a Doedijns Holanda, companhia centenária com forte atuação na área de instrumentação e controle.

Líder em ferramentas de teste e medição, a Fluke, que participa da Brasil Offshore desde 2009, também vai mostrar suas soluções para os diversos segmentos da indústria de óleo e gás.

Atenta às demandas e desafios da Bacia de Campos, a empresa vai destacar ferramentas e soluções consolidadas para auxiliar os profissionais deste mercado na manutenção e estabilidade das operações, de forma contínua, sem sacrifício da segurança.

Entre as novidades do portfólio da empresa, destacam-se o Sistema de Testes WirelessCNX Fluke, o Termômetro IR Visual VT02 e os Termovisores Fluke Ti105 e TiR105, produtos lançados recentemente.

A brasileira Matripolo estreia na Brasil Offshore, buscando oportunidades de inserção em um mercado altamente aquecido. É especializada na injeção de peças técnicas para os setores automobilístico, eletroeletrônico, de eletrodomésticos, moveleiro e petrolífero.

Atenta às demandas por produtos e serviços específicos, nos quais ela tem qualificação atestada por mais de 20 anos de atuação, a empresa tem feito investimentos crescentes no desenvolvimento de soluções com foco no setor petrolífero. E é isso que pretende demonstrar na feira, na qual apresentará protetores para tubos, válvulas, bombas, conexões e roscas em geral. Entre os destaques estão: tampões protetores externos e internos para tubos de óleo e gás, e tampões protetores externos para eletrodutos e tubos de condução de fluidos.

A Apema aproveitará o encontro com a cadeia de produção de óleo e gás para mostrar sua competência no fornecimento de trocadores de calor dos tipos casco/ tubo e de placas desmontáveis, bem como air coolers e vasos de pressão.Neste ano, a Apema vai destacar seus condensadores e evaporadores indicados para sistemas de condicionamento de ar para navios e plataformas de exploração offshore. A empresa segue meticulosamente as especificações técnicas, trabalhando conforme normas ISO 9001 e 14001, sendo certificada para aplicação do selo Asme em seus produtos.

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Qualitas apresentará linha completa de exaustores

A Super Finishing, fundada em 1993, com sede em São Bernardodo Campo-SP, com 4.800 m², especializou-se no tratamento de superfícies de alto desempenho, sujeitas a condições severas de operação, tornando-as capazes de resistir à abrasão e à corrosão.

A empresa oferece tratamentos com níquel e cromo, de alta dureza, além de anodização e pinturas especiais. Seus trabalhos seguem a norma ISO 9001, certificada pelo Lloyd’s Register.

Estreante na Brasil Offshore, a Qualitas Indústria Eletromecânica, que tomou gosto por eventos de petró- leo e gás depois de participar da versão paulista, a Santos Offshore (dos mesmos organizadores), vai aproveitar a ocasião para divulgar um lançamento: um exaustor de alta vazão para o interior de navios, com motor à prova de explosão.

A empresa brasileira, especializada em ventilação, vai apresentar exaustores de22 polegadasde diâmetro com suportes especiais que dispõem de alças para transporte manual, hélices aerodinâmicas de alumínio, motores à prova de explosão, cabos de ligação PP (dupla isolação) com5 metrosde comprimento e pintura conforme especificações.

“Acreditamos que a feira terá resultado muito positivo para todo o setor, que está carente de empresas técnicas e capazes de resolver problemas de exaustão e movimentação de ar.

Temos agilidade, competência e um departamento técnico especializado para oferecer muitas soluções nessas áreas”, observa Fernanda Neira Stivalli, do setor de marketing da Qualitas.

Vedações e lubrificantes – Soluções de vedação são os destaques que a subsidiária brasileira da EagleBurgmann, empresa de origem dinamarquesa que hoje integra o grupo alemão Freudenberg, vai mostrar no evento. Serão expostos desde selos mecânicos em conformidade com a norma API 682, selos para altas pressões, selos a gás para compressores até aplicações para injeção de CO2 na fase supercrítica e juntas de expansão confeccionadas com materiais de alta durabilidade.

“Desenvolvemos vedações seguras e de alta performance para todo tipo de aplicação, mesmo operando nas condições mais adversas”, observa Benito De Domenico Jr., diretor-geral na América do Sul da EagleBurgmann, que se apresenta no evento desde 2007.

“Antes participávamos por meio de um antigo representante”, observa. Os dois principais destaques da EagleBurgmann na Brasil Offshore são as selagens com a exclusiva tecnologia DiamondFace e o sistema RoTechBooster.

“A tecnologia DiamondFace traz como diferencial a resistência a condições extremas, o que garante maior desempenho e confiabilidade que os selos convencionais, reduzindo o tempo de parada dos equipamentos para manutenção e consumo de energia”, observa.

Segundo Domenico, a inovação consiste na deposição de diamante nas faces de carbeto de silício, criando uma área de contato de extrema dureza, maior resistência química e durabilidade, com excelentes propriedades deslizantes, podendo até operar a seco em curtos períodos de tempo.

No caso do sistema RoTechBooster, trata-se de um booster de pressão composto de rotor centrífugo, carcaça do compressor para alta pressão, motor e acoplamento magnético, por meio do qual é eliminado o problema de contaminação do gás comprimido e perdas de gás para a atmosfera, com maior proteção ao meio ambiente e ao selo a gás.

“Esta é uma solução que garante circulação constante de gás na selagem dos compressores e turbocompressores, assegurando maior confiabilidade ao sistema.”

Ele é utilizado, principalmente, durante a partida e a parada dos compressores, quando a inexistência ou pequeno diferencial de pressão não possibilita a suficiente circulação de gás pelo sistema de selagem.

“O produto é inovador pelo seu projeto centrífugo e pelo uso de acoplamento magnético, o que lhe garante uma vida útil até quatro vezes maior que a dos boosters pneumáticos de pistão, além de fornecer gás comprimido isento de pulsação e não ter problemas de funcionamento após longos períodos em stand by”, informa.

O fato de se realizar na ‘capital operacional do petróleo’, Macaé, pesa na decisão da empresa de participar da Brasil Offshore, a despeito de ser o maior investimento em feiras, proporcionalmente, por metro quadrado, hospedagem, refeições etc. “Por conta do incremento da demanda e da inadequada infraestrutura da região, os preços disparam”, frisa o executivo.

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Domenico: sistemas de selagem operam sob condições severas

Também integrante do grupo Freudenberg, a Klüber Lubrication, produtora de lubrificantes especiais, vai apresentar as principais soluções desenvolvidas para as indústrias de petróleo e gás. “Essas soluções, aliadas aos nossos serviços técnicos, aumentam a confiabilidade dos equipamentos e contribuem para a redução de custos operacionais”, diz Marcelo Cavalcanti da Silva, gerente de mercado responsável pelo atendimento ao setor de petróleo e gás na América do Sul. “Colaboram, portanto, para a melhoria da produtividade na medida em que garantem um melhor desempenho dos equipamentos e menor número de paradas para manutenção ou intervenções”, acrescenta Cavalcanti.

Construção pesada – A norueguesa Aker Solutions, que iniciou a construção de nova planta fabril no Paraná, para dobrar sua capacidade local de produção de equipamentos submarinos, vai mostrar seu conhecido portfólio de soluções offshore. A empresa, que também está expandindo sua planta de serviços em Macaé, com início de operações previsto para 2014, vai apresentar o projeto da nova fábrica de São José dos Pinhais-PR, ao lado da atual, e que entrará em operação em 2015. A dupla expansão visa a atender às exigências dos contratos da Petrobras, o último deles no valor de R$ 1.600 milhões, para o fornecimento de 60 conjuntos de poço com árvores de natal verticais, sistemas de controle submarinos, ferramentas e peças de reposição para o desenvolvimento de campos do pré-sal em águas profundas no Brasil.

“O Brasil é um mercado muito importante para a Aker Solutions e esta nova fábrica reforçará o fornecimento de equipamentos submarinos,” observa Luís Araújo, presidente das operações brasileiras da empresa. “As previsões para a indústria local de óleo e gás são muito promissoras e estamos comprometidos com o desenvolvimento de nosso potencial de produção e conteúdo local,” salienta.

Em seu sétimo ano consecutivo na Brasil Offshore, a brasileira Vicel, que participou da OTC, vai destacar as mesmas soluções de tratamento de água cinza para o mercado de óleo e gás, apostando na demanda crescente por serviços de sua área.

“A Vicel participa da Brasil Offshore desde a sua primeira edição em2001”, lembra o gerente de novos negócios e marketing, Hélio Brasileiro, afirmando que um dos destaques do estande será o módulo de tratamento do GWTS, o sistema de tratamento de água cinza.

“O GWTS é uma solução pioneira, desenvolvida e fabricada com exclusividade pela Vicel, com elevado índice de conteúdo local, para atendimento aos requisitos da NT 01/11 do Ibama”, comentou.

A empresa também vai mostrar um sistema de osmose reversa para geração de água potável a bordo de navios e plataformas, montado pela Aqua-Chem do Brasil, joint venture formada pela Aqua-Chem e Vicel para atender aos requisitos de conteúdo local da ANP.

Tintas e revestimentos – A AkzoNobel vai reunir no estande da Brasil Offshore três de suas nove unidades de negócios no Brasil. A Powder Coatings (marcas Interpon e Resicoat) vai estrear no evento, ao lado da Marine & Protective Coatings (marca International) e da Surface Chemistry (especialidades químicas).

A participação integrada é uma tendência, segundo Jaap de Jong, diretor da AkzoNobel para o Brasil e a América Latina.

“Uma vez que temos um portfólio diversificado, capaz de atender a um mesmo cliente em várias situações, nada mais lógico do que apresentar todas as inovações para o mercado offshore em um único estande.”

Entre as soluções que serão detalhadas por representantes das três unidades de negócios estão a nova linha de produtos epóxi e poliamida11 apó de alto desempenho, da marca Resicoat Corvel (Powder Coatings); o Chartek 8 (International), que está em sua quinta geração, bem como os surfactantes e polímeros especiais para uso em perfuração, produção e estimulação, como o Armovis EHS (Surface Chemistry).

A novidade da Powder Coatings é o sistema de revestimento à base de primer fenólico com top coat epóxi em pó, proporcionando alto desempenho com ótima ancoragem anticorrosiva, tanto para superfícies novas quanto para aquelas que já sofreram algum desgaste por corrosão/erosão.

Destinam-se ao revestimento interno anticorrosivo de tubos de aço para perfuração de poços de petróleo, produção, transporte e refino. O Chartek 8 é indicado para proteção passiva em situação de fogo do tipo pool fire (uma poça de líquido inflamável).

Ele é voltado para os atuais empreendimentos offshore, pois protege a estrutura metálica por aproximadamente uma hora de fogo de hidrocarbonetos a uma temperatura de400°C, permitindo a evacuação do local.

“Apresenta baixo custo, expectativa de vida em torno de 25 anos, baixa espessura, não requer malha de reforço até espessuras de7,2 mm, permitindo ser aplicado em uma única demão, testado e aprovado conforme a norma Norsok M-501, sem tinta de acabamento”, conclui.

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