Combustíveis

Brasil Offshore: Bom resultado do leilão da ANP esquenta o clima para negócios

Bia Teixeira e Karol Lavareda
13 de setembro de 2013
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    Petróleo & Energia,  Maquete de navio-sonda da Aker Solutions atraiu a atenção dos visitantes

    Maquete de navio-sonda da Aker Solutions atraiu a atenção dos visitantes

    Estimulada pelos R$ 7 bilhões de investimentos projetados pelo último leilão da ANP para os programas exploratórios mínimos durante os próximos 5 a 8 anos, a cadeia produtiva reforçou o portfólio exposto na Brasil Offshore 2013, que se consagrou como a maior de todos os tempos, reunindo potencial de negócios total de R$ 500 milhões. Com isso, o Norte Fluminense continua a abrigar o terceiro maior evento da indústria petrolífera mundial, a feira e conferência realizada há 13 anos na cidade de Macaé, base estratégica da Bacia de Campos, que ainda responde por mais de 4/5 da produção nacional de petróleo e gás natural.

    Petróleo & Energia, Brasil Offshore: Bom resultado do leilão da ANP esquenta o clima para negóciosUm público recorde, superior a 51 mil pessoas, oriundo de mais de cem países, visitou o evento promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), realizado no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, o Macaé Centro, no qual foram expostas mais de mil marcas em 720 estandes (157 de outros países) e pavilhões – muitos deles abrigando mais de uma marca.

    Com um programa técnico jamais visto nas seis edições anteriores, e tendo a questão da integridade dos ativos como tema central, a 7ª Brasil Offshore, realizada entre os dias 11 e 14 de junho, refletiu os desafios do setor. Mais ainda: a necessidade de o mercado disponibilizar soluções eficazes e seguras, dentro de prazos e custos mais competitivos, para superar impasses que levaram à queda da produtividade na maior bacia produtora do país – a de Campos –, impactando também a produção nacional, que ainda não voltou aos níveis do final de 2011.

    O sentimento na cadeia de fornecedores de bens e serviços que se ‘aboletou’ no balcão de negócios é o de que a indústria está, pouco a pouco, recomeçando a ir às compras, como há cinco anos, antes do jejum dos leilões de blocos exploratórios. Prova disso foi o compressor de R$ 80.000,00 que a Bauer Kompressoren levou para expor e acabou vendendo durante a feira, que ainda vai render muitos negócios nos próximos meses, costurados nos quatro dias do evento.

    O clima otimista foi influenciado, sem dúvida nenhuma, pela 11ª rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – realizada uma semana antes, com números recordes em todos os sentidos, até mesmo de players, bônus e investimentos programados para os próximos anos na etapa exploratória – e também pela promessa de mais dois leilões ainda este ano, um dos quais vai licitar o campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

    Para os organizadores, não importa saber qual é a bacia que está com mais destaque na mídia, pois a Brasil Offshore 2013 refletiu as diferentes demandas que o setor de petróleo e gás vive no país. “No passado, a Brasil Offshore estava direcionada à Bacia de Campos, mas hoje ela atrai empresários e autoridades de todo o país”, afirmou Paulo Octávio Pereira de Almeida, vice-presidente da Rede Exhibitions.

    Ele lembrou que as principais bacias petrolíferas do país vivem momentos antagônicos, uma vez que a de Campos é uma região madura (com mais de 30 anos de explotação de óleo e gás), enquanto a de Santos se destaca pelas oportunidades de exploração do pré-sal. “Para os dois contextos, a Brasil Offshore foi decisória, tanto pelo conteúdo técnico de suas conferências quanto pelo poder de negócios e convergência gerado entre visitantes e expositores”, afirmou.

    “Temos que abrir o mercado para que haja mais competitividade. O Brasil precisa disso e o setor de petróleo é pródigo neste quesito”, complementou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Julio Bueno, que durante a abertura do evento tocou em um ponto delicado para o governo fluminense: a distribuição dos royalties.

    Disputas à parte, o diferencial deste evento, além dos recordes em números, foram as rodadas de negócios, que totalizaram mais de 550 reuniões, com a participação de quase uma centena de fornecedores e 23 empresas âncoras: Aker Solutions, Akzo Nobel, Arprotec, Asca, Baker Hughes, Cameron, os estaleiros EISA, Mauá, TCE e Iesa, Forship, G-Comex, Kongsperg, Mills, Nuclep, Oceaneering Brasil, Schlumberger, Techint, Transpetro, UTC e WEG, além das operadoras Petrobras (representada pelas unidades operacionais da Bacia de Campos e de Santos) e a Shell.



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