Brasil Offshore – Exploração de óleos e gás em alto-mar atrai interesse global

Petroleo & Energia, Expositores nacionais e estrangeiros foram bem recebidos em Macaé, Brasil Offshore - Exploração de óleos e gás em alto mar atrai interesse global
Expositores nacionais e estrangeiros foram bem recebidos em Macaé

 

Com as atenções concentradas no pré-sal, mas sem tirar os olhos da principal produtora do país, a Bacia de Campos-RJ, onde foi feita uma descoberta recente de petróleo nessa nova fronteira exploratória, a indústria de óleo e gás natural se reuniu em Macaé, no Norte Fluminense, para a sexta edição da Brasil Offshore – Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás. Patrocinada este ano por Petrobras, Chevron e Caixa Econômica Federal, a feira recebeu um número recorde de mais de 52 mil visitantes.

Realizada entre 14 e 17 de junho no Centro de Exposições Jornalista Roberto Marinho, a Brasil Offshore 2011 reafirma a vocação do país, que hoje extrai de campos marítimos quase 88% da produção nacional de petróleo e em torno de 72% do gás nacional, de acordo com os dados de junho deste ano divulgados pela Petrobras. Uma vocação reforçada ainda mais pelas des­cobertas do pré-sal na Bacia de Santos, e que já começaram a ocorrer também na bacia fluminense, responsável hoje por mais 83% da produção de óleo e 40% da produção de gás natural.

A distância da capital carioca (cerca de três horas por vias terrestres ou quase 30 minutos nos parcos voos oferecidos para o município de Macaé e arredores) não assustou os mais de 700 expositores nacionais e internacionais de 38 países (oito dos quais reunidos em pavilhões), que ocuparam 35 mil metros quadrados de exposição (área equivalente a oito campos de futebol).

Do total de empresas que expu­seram seus produtos e serviços em estandes individuais ou em pavilhões, nada menos que 282 vieram pela primeira vez à feira, de acordo com o IBP. Todos em busca de parceiros em potencial que já tenham fortes relações com o país, principalmente com os principais players dessa indústria, que tem uma demanda altamente aquecida, com previsão de se manter nesses níveis nos próximos anos.

Afinal, trata-se da segunda maior feira de negócios e conferência do país nesse setor e a terceira do mundo, que nos quatro dias de evento abriu a pers­pectiva de geração de R$ 170 milhões em negócios para os próximos doze meses. Participaram do evento desde fa­bricantes de equipamentos, acessórios e peças para perfuração e exploração até fornecedores de produtos químicos, passando por serviços de comunicação, catering, helicópteros e embarcações de serviço, construção e reparos navais e manutenção em geral, além, é claro, de companhias petrolíferas, instituições de fomento, entidades de classe, uni­versidades e escolas técnicas, e ainda, órgãos públicos municipais, estaduais e federais.

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a SPE (Society of Petroleum Engineers), a feira, que é realizada a cada dois anos, completou uma década (a primeira foi em 2001). Período em que acompanhou a expansão dessa indústria, que hoje tem players do mun­do inteiro com operações offshore no Brasil. Essas companhias assumiram compromisso exploratório de perfurar, somente este ano, 161 poços, enquanto a Petrobras prevê a perfuração de outros 162 poços exploratórios – 53 offshore e 109 onshore.

Feira reflete evolução Na abertura do evento, Juan Pablo De Vera, presi­dente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que organiza a feira, destacou a importância de um evento do porte da Brasil Offshore para a economia brasileira. “Temos muitos desafios pela frente para dar continuidade aos avan­ços que o setor e o evento merecem. Iremos usar o exemplo de Macaé para sensibilizar outras prefeituras e evidenciar o que estamos fazendo por aqui, um evento que começou regional e em pouco tempo alcançou visibilidade mundial”, disse Juan Pablo, reforçando o compromisso de manter, no mínimo por mais dez anos, a feira em Macaé.

“Se traçarmos um comparativo entre a primeira feira realizada no Macaé Centro até a última edição, em 2009, a Brasil Offshore cresceu 82% em área e 36% em número de expositores”, observou Ivani Andreotti, show manager do evento. Segundo ela, a feira tem contribuído na sinergia entre os dife­rentes personagens do setor, ajudando a fomentar as parcerias de sucesso entre governos, iniciativa privada e universi­dades, por exemplo.

“A conjuntura nacional torna ainda mais importante a presença da Brasil Offshore no cenário que representa”, afirmou o presidente do IBP, João Carlos de Luca, ressaltando que o país vive um momento especial, não somente pelas recentes descobertas, mas pelos investimentos em tecnologia destinados ao setor.

Alain Labastie, presidente da SPE, destacou o crescimento da Brasil Offshore no mercado mundial e a importância do evento para o setor. “Não há dúvidas de que o Brasil está chamando a atenção do mundo todo com investimentos pesados no setor de petróleo e gás, principalmente pelo de­senvolvimento das tecnologias aplica­das na exploração do pré-sal”, afirmou.

Ele lembrou que dois acontecimen­tos marcaram o segmento em todo o mundo: o desastre petroleiro no Golfo do México e o outro, nuclear, em Fukushima, no Japão. “Ambos os casos provocaram grandes mudanças em nosso mercado, principalmente para a questão de nos adaptarmos a novos procedimentos, e com isso reduzirmos ao máximo os riscos de acidentes na geração de energia”, concluiu.

O gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos, José Airton de Lacerda Martins, representou a Petrobras, pois a diretoria da estatal vem se mantendo longe de eventos abertos ao público, para não ter que responder às inevitáveis perguntas so­bre o plano quinquenal de negócios, que teve sua aprovação postergada mais de uma vez.

Petroleo & Energia, Jose Airton de Lacerda Martins, gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos, Brasil Offshore - Exploração de óleos e gás em alto mar atrai interesse global
José Airton de Lacerda Martins: revitalizar plataformas garantirá a produção em Campos

O executivo também avalia que a feira representa a projeção da indústria do petróleo nos últimos dez anos. “A cada edição, a Brasil Offshore se supera e o crescimento é resultado também do desenvolvimento do mercado. A empresa está muito satisfeita em fazer parte desse processo e de celebrar o boom em que vivemos”, disse.

Além do pré-sal, o gerente geral observou que as ações de ampliação da produtividade na Bacia de Campos, impulsionadas pela campanha de revi­talização de plataformas que vem sendo desenvolvida pela unidade, também estão no foco das atenções. “A manu­tenção da produtividade nos campos maduros, junto com o desenvolvimento do pré-sal, irão manter a força da nossa região”, completou.

Rodada de negócios Mais uma vez, os promotores da feira organizaram as tradicionais rodadas de negócios (nacional e internacional), atendendo a uma demanda dos próprios partici­pantes da Brasil Offshore. Na edição anterior, em 2009, uma pesquisa revelou que cerca de 40% dos expositores têm como objetivo primordial no evento prospectar novos clientes. Isso se con­firmou na 16ª Rodada de Negócios Nacional, promovida pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), em parceria com o Sebrae-RJ (essas rodadas são feitas também em outros eventos, como a Rio Oil & Gas).

Foram realizados 320 encontros en­tre 19 empresas âncoras e 78 fornecedo­res do setor de petróleo e gás, gerando a expectativa de R$ 168 milhões em negócios para os próximos doze meses. As empresas âncoras participantes fo­ram: Aker Solutions, Chevron, El Paso, Global, Iesa Óleo e Gás, Petrobras – Bacia de Campos, Q&B Petróleo, Repsol, Saipem, SBM Offshore, Shell, SOG – Óleo e Gás, Superpesa, Technip, Transocean, Usiminas, UTC, V&M e Wellstream.

O diferencial da rodada desse ano foi a nova sistemática adotada pelos organizadores, por meio da qual os grandes players tiveram acesso prévio aos inscritos e só marcaram com for­necedores que pudessem se adequar às suas demandas.

“A grande diferença é que somos convidados pelos grandes contratantes, que já sabem o que querem de nós. Os encontros ganham assim mais propó­sito e receptividade. Para nossa empre­sa, calculamos um aumento de 10% no nosso volume de negócios”, ates­tou Lorraine Melo, coordenadora do Sistema de Gestão Integrada Globomar – Produtos Siderúrgicos, Hidráulicos e Navais, sediado em Macaé.

O mesmo percentual de incre­mento nos negócios é estimado pela Jevin – Comércio e Serviços, também de Macaé, que atua nas áreas de TI e Comunicação. “Os encontros foram excelentes e a nova metodologia é muito melhor do que a antiga. Como a oferta não é fechada, podemos mostrar outros produtos e ampliar o nosso leque de ofertas”, disse o diretor comercial Evandro Cunha.

A qualidade e a capacidade técnica dos fornecedores tiveram avaliações positivas das âncoras. Para o gerente da área de Desenvolvimento Industrial do Sebrae no Rio de Janeiro, Renato Regazzi, isso é resultado direto das iniciativas adotadas pela instituição para que a inserção dos pequenos negócios na cadeia produtiva de petróleo e gás seja consequente e contínua.

“Essas empresas, em sua grande maioria integrantes das Rede Petro, trabalham de forma cada vez mais agre­gada e estruturada. Essa qualificação não passou despercebida pelas âncoras que, de forma crescente, as identificam e as reconhecem como fornecedores al­tamente qualificados. Isso está fazendo a diferença na multiplicação de inves­timentos para os pequenos negócios”, comemora Regazzi.

A Rodada de Negócios Internacional, realizada pela primeira vez na Brasil Offshore, mas que está na terceira edição (as duas primeiras foram feitas durante a Rio Oil & Gas), reuniu sete companhias estrangeiras e 24 fornece­dores nacionais.

Promovida pela Onip em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), dentro do Projeto Oil Brazil, a rodada teve como objetivo promover os produtos e serviços nacionais para empresas estrangeiras interessadas no setor de petróleo e gás brasileiro. Com a média de 50 reuniões, sete empresas internacionais da Índia, Irã, Peru e Emirados Árabes participaram dos encontros com os fornecedores brasi­leiros: Ara Enterprise, Liwa Chemicals, Jasubhai, Hocol, PetroMonterrico, National Iranian Oil Company e Iran International General Contractor CO.

Conferência internacional – Nada me­nos que treze das mais importantes petroleiras do mundo participaram da Conferência Internacional de Petróleo e Gás, que aconteceu em paralelo à feira, e que teve 93 trabalhos inscritos, de 15 pa­íses, e abrangeu duas sessões plenárias e 16 sessões técnicas. “A Conferência Internacional é uma vitrine para que as empresas mostrem sua tecnologia, a aplicabilidade de seus produtos e suas soluções”, afirmou o co-chair da Conferência, Fernando Machado, da Petrobras, que presidiu esse evento ao lado de Johan Mikkelsen, da Statoil.

“A conferência focou nos aspec­tos críticos relacionados aos desen­volvimentos em águas profundas. Ela está direcionada principalmente aos envolvidos com projeto e geren­ciamento de campos, construção de poços, FPSO e semissubmersíveis, gerenciamento da produção e de re­servatórios, que desejam aprender e se beneficiar com a troca de experiências em projetos com cenários desafiado­res”, destacou Machado.

Com o crescente interesse inter­nacional pelo mercado brasileiro, o “conteúdo nacional” foi outro tema bastante debatido durante a feira e a conferência, assim como nas rodadas de negócios. De acordo com Machado, a chamada de trabalhos recebeu 258 propostas de mais de 30 países. O campeão de estudos apresentados para seleção foram os Estados Unidos com 89 trabalhos, seguidos pelo Brasil, com 52 trabalhos, e o Irã, com 33. Cerca de 50% dos trabalhos foram voltados para tecnologia de construção de poços, área que demanda maior investimento quando se trata de pré-sal.

Machado afirmou que os desafios dessa nova fronteira, devido às altas profundidades, levaram para as sessões um grande apelo para tecnologia, visto que ela é fundamental para a otimização dos processos, resultando em redução de custos. “Um dia de operação de uma plataforma custa cerca de US$ 800 mil. O primeiro poço no pré-sal levou quase um ano para ser perfurado. Com o passar do tempo e o desenvolvimento tecnológico, este processo foi sendo apurado e o tempo de perfuração foi reduzido”, explica.

Na primeira plenária, que teve o tema “Olhando para o futuro: o impacto da nova regulamentação nas operações offshore”, representantes do IBP, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e de empresas convidadas debateram as novas regras que regem o mercado após o acidente do Golfo do México, em 2010, e os impactos que terão sobre as operações no Brasil.

Já no dia seguinte, as “Novas Oportunidades no Brasil Offshore: de campos maduros ao desenvolvimento do Pré-Sal” deram o tom dos debates da segunda plenária, onde se discutiu o cenário atual do Brasil no mar e os desa­fios e oportunidades para a indústria na­cional e internacional. Representantes da Petrobras, Chevron, Schlumberger, Sinaval, ANP, ONIP e Wilson, Sons participaram dessa plenária, abordando aspectos relacionados aos investimen­tos em tecnologia, especialização e o conteúdo local.

Marcelo Borges de Macedo, chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local da ANP, destacou que é importante que as empresas sigam corretamente as regulamentações. “Conteúdo local não é reserva de mercado. Adotamos esse critério para o desenvolvimento do parque industrial brasileiro e para a geração de empregos”, afirmou.

Ele foi endossado pelo secretá­rio-executivo do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), Sérgio Leal, que afirmou: “Precisamos cons­truir no Brasil tudo o que pudermos. Com as regras de conteúdo nacional, todo mundo sai ganhando: o país, o estaleiro, o armador e a população, que terá mais emprego.”

No entanto, ainda há divergências quanto ao tema. “As metas de conteúdo local muitas vezes criam barreiras para o desenvolvimento, pois diminui a possibilidade de trazermos tecnologia e pessoas de fora”, disse João Felix, vice-presidente de Tecnologia e Marketing da Schlumberger na América Latina, para quem as regras de conteúdo local deveriam ser mais flexíveis. “O conceito de conteúdo local deveria mudar para conteúdo nacional, pois temos vários brasileiros trabalhando no exterior e também estamos investindo em centros de pesquisa no Brasil, e isso não conta como conteúdo local”, concluiu.

A parceria foi o foco da explanação do Coordenador Corporativo de E&P da Petrobras, Eduardo Alessandro Molinari. Ele destacou o estreito rela­cionamento com mais de 120 universi­dades e o Cenpes, seu centro de pesqui­sa no Rio de Janeiro, que está recebendo novos vizinhos. Entre eles, as empresas Halliburton, TenarisConfab, Siemens, EMC Computer Systems, Baker Hughes, FMC Technologies, Usiminas e BG, que estão montando seus centros de pesqui­sa no Parque Tecnológico do Fundão, ao lado do Cenpes.

Nacionalização – As oportunidades de negócios que se abrem com o pré-sal, o incremento das atividades explora­tórias (com diversas contratações de serviços sísmicos, até mesmo para mo­nitoramento da produção) e a demanda de novas tecnologias de recuperação avançada em campos maduros (como o gigantesco Marlim, maior produtor brasileiro) são alguns dos atrativos que levaram a um aumento de 32% na participação de companhias de outros países: foram 155 expositores interna­cionais, de 38 países.

Polônia, Áustria, Dinamarca, Espanha, Austrália, Bélgica, Canadá e  Irlanda participaram pela primeira vez da Brasil Offshore, enquanto que França e Alemanha duplicaram a quan­tidade de empresas que trouxeram em comparação ao evento anterior. China, Reino Unido e Estados Unidos tam­bém se apresentaram mais uma vez no evento brasileiro. Todas têm buscado parceiros em potencial para atuar no país, algumas delas acenando com a possibilidade de utilizar o parque fabril brasileiro ou de se instalar no país.

Nada menos que 30 empresas fran­cesas da área de petróleo foram levadas para a Brasil Offshore pela Missão Econômica da Embaixada da França no país. Juntamente com a Agência Francesa para o Desenvolvimento Internacional das Empresas (Ubifrance), ela reuniu 14 empresas de pequeno, médio e grande porte no Espaço França.

“Houve um aumento de 80% de participação em relação ao evento de 2009”, afiançou Michel Curletto, conselheiro da Embaixada da França no setor de óleo e gás. Segundo a Ubifrance, em 2010, oito empresas francesas da área de petróleo e gás se instalaram no Brasil, e até o final do ano será anunciada a aliança de empresas para participar de um novo centro de pesquisas e desenvolvimento de tec­nologias francesas no Rio de Janeiro, principalmente para o pré-sal.

Seis empresas francesas pediram à Ubifrance para identificar potenciais alvos de aquisição na área de supri­mentos do setor de petróleo, gás e construção naval, no Brasil. Algumas, como a ECA, a BMTI, a IXBLUE e o Bardot Group, procuraram destacar sua expertise em tecnologias submarinas, em um seminário realizado dentro do pavilhão francês.

Sob coordenação da Câmara Brasil- Alemanha, 17 grandes empresas alemãs (11 a mais que em 2009) participaram do evento deste ano. Já o Conselho Britânico de Energia (EIC), organiza­ção que representa a cadeia de supri­mentos das indústrias de petróleo e gás e energia do Reino Unido, reuniu nada menos que 21 empresas na sexta edição da Brasil Offshore, em um pavilhão de 302 m². Entre as presentes destacaram-se a Prosafe, Rolls-Royce Energy, Derrick Services, Hydrasun e Electro-Flow Controls.

O Ministro de Economia da Dinamarca, Brian Arthur Mikkelsen, comandou a comitiva de empresários que visitou a Brasil Offshore, onde o país se apresentou pela primeira vez em um pavilhão de 120 m², com onze companhias dinamarquesas, entre elas a Accoat, Hempel e Brüel & Kjaer. Tecnologias subsea e serviços offshore foram a tônica das conversações dos dinamarqueses na feira e em outras ações em Macaé.

Uma delegação de quase 60 repre­sentantes do governo e da indústria dinamarquesa, incluindo o ministro Mikkelsen, esteve nas instalações da Petrobras no Parque de Tubos, em Macaé. O objetivo foi apresentar so­luções de engenharia submarina e de outros segmentos da atividade offsho­re desenvolvidas pelas empresas da Dinamarca, a fim de estreitar as relações de cooperação e econômicas com a estatal brasileira.

O gerente geral da Unidade de Serviços Submarinos da Petrobras, Maurício Diniz, fez questão de des­tacar que os desafios da empresa não estão exclusivamente voltados para o pré-sal, mas também para as novas descobertas e a produtividade dos campos maduros. “Estamos atuando fortemente em outras frentes, tais como a ampliação da vida produtiva de nossos campos maduros e em novas descobertas. Conhecer o que é produ­zido pelas pequenas e médias empresas estrangeiras pode ser de grande valia”, observou Diniz. Para ele, este primeiro contato poderá influenciar as empresas dinamarquesas a investir no Brasil, implantando novas indústrias, gerando empregos e aumentando o conteúdo nacional no setor de petróleo.

Petroleo & Energia,Maurício Diniz, gerente geral da Unidade de Serviços Submarinos da Petrobras, Brasil Offshore - Exploração de óleos e gás em alto mar atrai interesse global
Maurício Diniz: campos maduros também estão entre as prioridades de investimento

A expectativa dos visitantes é que, após este contato entre os empresários dinamarqueses e a Petrobras, novas possibilidades de negócios sejam visua­lizadas tanto pela estatal brasileira quan­to pelos executivos do país europeu. “Estamos muito felizes com essa visita  e preparados para atender a companhia, caso haja demanda. Nosso interesse em estreitar as relações com a companhia brasileira é muito grande”, disse o ministro da Economia e Negócios da Dinamarca, Brian Arthur Mikkelsen.

Além do ministro, participaram do encontro o vice-cônsul Peter Henrik Eflandq, o embaixador Svend Roed Nielsen, o secretário de Estado Econômico Permanente Michael Dithmer, o embaixador comercial Henning Dyremose e o secretário inter­nacional da Economia do país, Troels Blicher Danielsen, além de empresários.

Engenharia – A britânica Aveva, em­presa que cria
ferramentas tecno­lógicas para elaboração de projetos de engenharia e gerenciamento de informações para as indústrias de ener­gia, construção naval e de processos, foi além de oferecer seus produtos e serviços na Brasil Offshore.

A empresa anunciou durante o evento o programa de investimento na qualificação da mão de obra da região de Macaé. “Atuamos principalmente no desenvolvimento e manutenção de softwares para a indústria de óleo e gás, setor que requer pessoal altamen­te qualificado, daí a importância em buscarmos essa qualificação. A ideia é realizar treinamentos Aveva no Senai de Macaé, com foco em profissionais de nível técnico e superior”, explicou Marcos Cunha, gerente de vendas da Aveva.

Petroleo & Energia, Motores da Rolls Royce equipam navios de apoio às plataformas, Brasil Offshore - Exploração de óleos e gás em alto mar atrai interesse global
Motores da Rolls Royce equipam navios de apoio às plataformas

Na realidade, a empresa está am­pliando a parceria que já desenvolve com a entidade e o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) para beneficiar a população de Macaé, onde será construída também uma segunda unidade do Senai.

Ao mesmo tempo, a Aveva co­memorou o contrato firmado com a empresa de engenharia e construções pesadas Setal, que implantou o siste­ma Aveva Plant para consolidar todos os trabalhos de engenharia e gestão de documentos que desenvolve, in­cluindo refinarias e plataformas de petróleo e gás.

 

 

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Um Comentário

  1. A exploração de óleo e gás na amazônia e de fato um despertar para chamar a atenção de todos incluindo dos brasileiros assim como eu, além de ser a descoberta de um trunfo no lado norte do país é realmente para despertar a atenção dos srs: Empreendedores com o fim de provar por onde passa o futuro de uma nação. Pelo meu lado, sou condutor de máquinas da marinha mercante e trabalho em navegação,empresas de offshores navais,plataformas,gases,petroleo e tudo mais o quanto perteça ao mar e gostaria desde já deixar meus contatos para que se interessar eu me encontro disponivel, até porque ja estou ja a dois anos sem trabalhar e pretendo auxiliar minha família dentro do possivel. Meu cel:81-9-8821.0797 / 81-9-9615.9366(Recife).

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