Combustíveis

Brasil Offshore – Exploração de óleos e gás em alto-mar atrai interesse global

Bia Teixeira e Julio Castro
6 de junho de 2011
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    Petroleo & Energia, Expositores nacionais e estrangeiros foram bem recebidos em Macaé, Brasil Offshore - Exploração de óleos e gás em alto mar atrai interesse global

    Expositores nacionais e estrangeiros foram bem recebidos em Macaé

     

    Com as atenções concentradas no pré-sal, mas sem tirar os olhos da principal produtora do país, a Bacia de Campos-RJ, onde foi feita uma descoberta recente de petróleo nessa nova fronteira exploratória, a indústria de óleo e gás natural se reuniu em Macaé, no Norte Fluminense, para a sexta edição da Brasil Offshore – Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás. Patrocinada este ano por Petrobras, Chevron e Caixa Econômica Federal, a feira recebeu um número recorde de mais de 52 mil visitantes.

    Realizada entre 14 e 17 de junho no Centro de Exposições Jornalista Roberto Marinho, a Brasil Offshore 2011 reafirma a vocação do país, que hoje extrai de campos marítimos quase 88% da produção nacional de petróleo e em torno de 72% do gás nacional, de acordo com os dados de junho deste ano divulgados pela Petrobras. Uma vocação reforçada ainda mais pelas des­cobertas do pré-sal na Bacia de Santos, e que já começaram a ocorrer também na bacia fluminense, responsável hoje por mais 83% da produção de óleo e 40% da produção de gás natural.

    A distância da capital carioca (cerca de três horas por vias terrestres ou quase 30 minutos nos parcos voos oferecidos para o município de Macaé e arredores) não assustou os mais de 700 expositores nacionais e internacionais de 38 países (oito dos quais reunidos em pavilhões), que ocuparam 35 mil metros quadrados de exposição (área equivalente a oito campos de futebol).

    Do total de empresas que expu­seram seus produtos e serviços em estandes individuais ou em pavilhões, nada menos que 282 vieram pela primeira vez à feira, de acordo com o IBP. Todos em busca de parceiros em potencial que já tenham fortes relações com o país, principalmente com os principais players dessa indústria, que tem uma demanda altamente aquecida, com previsão de se manter nesses níveis nos próximos anos.

    Afinal, trata-se da segunda maior feira de negócios e conferência do país nesse setor e a terceira do mundo, que nos quatro dias de evento abriu a pers­pectiva de geração de R$ 170 milhões em negócios para os próximos doze meses. Participaram do evento desde fa­bricantes de equipamentos, acessórios e peças para perfuração e exploração até fornecedores de produtos químicos, passando por serviços de comunicação, catering, helicópteros e embarcações de serviço, construção e reparos navais e manutenção em geral, além, é claro, de companhias petrolíferas, instituições de fomento, entidades de classe, uni­versidades e escolas técnicas, e ainda, órgãos públicos municipais, estaduais e federais.

    Organizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a SPE (Society of Petroleum Engineers), a feira, que é realizada a cada dois anos, completou uma década (a primeira foi em 2001). Período em que acompanhou a expansão dessa indústria, que hoje tem players do mun­do inteiro com operações offshore no Brasil. Essas companhias assumiram compromisso exploratório de perfurar, somente este ano, 161 poços, enquanto a Petrobras prevê a perfuração de outros 162 poços exploratórios – 53 offshore e 109 onshore.

    Feira reflete evolução Na abertura do evento, Juan Pablo De Vera, presi­dente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que organiza a feira, destacou a importância de um evento do porte da Brasil Offshore para a economia brasileira. “Temos muitos desafios pela frente para dar continuidade aos avan­ços que o setor e o evento merecem. Iremos usar o exemplo de Macaé para sensibilizar outras prefeituras e evidenciar o que estamos fazendo por aqui, um evento que começou regional e em pouco tempo alcançou visibilidade mundial”, disse Juan Pablo, reforçando o compromisso de manter, no mínimo por mais dez anos, a feira em Macaé.

    “Se traçarmos um comparativo entre a primeira feira realizada no Macaé Centro até a última edição, em 2009, a Brasil Offshore cresceu 82% em área e 36% em número de expositores”, observou Ivani Andreotti, show manager do evento. Segundo ela, a feira tem contribuído na sinergia entre os dife­rentes personagens do setor, ajudando a fomentar as parcerias de sucesso entre governos, iniciativa privada e universi­dades, por exemplo.

    “A conjuntura nacional torna ainda mais importante a presença da Brasil Offshore no cenário que representa”, afirmou o presidente do IBP, João Carlos de Luca, ressaltando que o país vive um momento especial, não somente pelas recentes descobertas, mas pelos investimentos em tecnologia destinados ao setor.

    Alain Labastie, presidente da SPE, destacou o crescimento da Brasil Offshore no mercado mundial e a importância do evento para o setor. “Não há dúvidas de que o Brasil está chamando a atenção do mundo todo com investimentos pesados no setor de petróleo e gás, principalmente pelo de­senvolvimento das tecnologias aplica­das na exploração do pré-sal”, afirmou.


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    1. Antonio José da Silva

      A exploração de óleo e gás na amazônia e de fato um despertar para chamar a atenção de todos incluindo dos brasileiros assim como eu, além de ser a descoberta de um trunfo no lado norte do país é realmente para despertar a atenção dos srs: Empreendedores com o fim de provar por onde passa o futuro de uma nação. Pelo meu lado, sou condutor de máquinas da marinha mercante e trabalho em navegação,empresas de offshores navais,plataformas,gases,petroleo e tudo mais o quanto perteça ao mar e gostaria desde já deixar meus contatos para que se interessar eu me encontro disponivel, até porque ja estou ja a dois anos sem trabalhar e pretendo auxiliar minha família dentro do possivel. Meu cel:81-9-8821.0797 / 81-9-9615.9366(Recife).



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