Biocombustíveis – RENOVABIO estimula a produção de etanol e biodiesel

Petróleo & Energia: Biocombustíveis - RENOVABIO estimula a produção de etanol e biodiesel

RENOVABIO estimula a produção de etanol e biodiesel, além de reduzir impacto ambiental – Perspectivas 2020

O ano de 2020 marca o início da era do RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis. De agora em diante, produtores de biocombustíveis, como etanol, biodiesel e bioquerosene poderão comercializar os Créditos de Descarbonização (CBio) como ativos na Bolsa de Valores.

“Estamos bastante otimistas para este ano, principalmente em relação ao RenovaBio. Acreditamos que a política irá impulsionar toda a indústria sucroenergética e ampliar a participação dos biocombustíveis, reduzindo a intensidade de carbono da nossa matriz transportes, o que, além de estimular a economia, vai ao encontro das metas estabelecidas no Acordo de Paris”, declara Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Petróleo & Energia: Pádua: Renovabio atende às exigências do Acordo de Paris
Pádua: Renovabio atende às exigências do Acordo de Paris

Instituída pela Lei 13.576/2017, a Política Nacional de Biocombustíveis ficou pronta para entrar em vigor na véspera do Natal de 2019, com toda a sua regulamentação concluída. Segundo acompanhamento da UnicaData, há (até o fechamento desta reportagem, em janeiro de 2020), 6 empresas certificadas para emitir CBio, duas de etanol (Usina Boa Vista, do grupo São Martinho, e a Vale do Paraná, do grupo Pantaleon) e quatro de biodiesel.

Outras 219 unidades de biocombustível contrataram certificadoras para iniciar o processo de consulta pública. Destas, 139 já estão ou já concluíram a fase de consulta pública, 16 de biodiesel e 123 de etanol, incluindo as certificadas.

As 123 empresas comercializaram 11,4 bilhões de litros de etanol combustível na safra 2018/2019. Essa oferta geraria 13,9 milhões de CBio – 48% da meta total ou 62% da meta equivalente para etanol em 2020.

O objetivo do RenovaBio é reduzir a intensidade de carbono da matriz de transportes brasileira por meio do aumento da participação dos biocombustíveis. A política também cria o mercado de crédito de carbono para compensar a emissão de gases causadores do efeito estufa gerada pelo uso dos combustíveis fósseis, estabelecendo que cada Crédito de Descarbonização equivale a uma tonelada de dióxido de carbono que deixa de ser lançada para a atmosfera.

O RenovaBio é baseado em mecanismos de mercado que incentivam a competição entre os produtores de culturas energéticas e de biocombustíveis, e induzem a eficiência, reconhecendo as cadeias de produção mais sustentáveis. Também estabelece o desmatamento zero e a adequação ao Código Florestal como pré-requisitos para participação no programa.

O presidente da Unica, Evandro Gussi, afirmou, em entrevista coletiva no final do ano passado, que, com o RenovaBio, o segmento “sai de um negócio sustentável para a sustentabilidade do negócio”. 146 usinas ligadas à Unica estão no RenovaBio.

A meta, disse Gussi, é atingir 50 bilhões de litros de etanol daqui a 10 anos para atender o programa. “Temos potencial enorme para crescer no Brasil e no mundo”, previu. O etanol de milho deverá responder, então, por cerca de 40% do volume.

Gussi classificou 2019 como um “ano extremamente positivo”, com dados recordes de moagem de cana-de-açúcar. O valor esperado para o final do ciclo agrícola 2019/2020 é de 590 milhões de toneladas, um crescimento de 2,9% em relação aos 573,17 milhões de toneladas processadas na safra 2018/2019.

Apesar da redução esperada na área colhida até o final do período 2019/2020 (queda em torno de 2%), o aumento da moagem se deve à maior produtividade, promovida especialmente pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da planta.

Dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que a produtividade, até o final de novembro, apresentou crescimento de 4,20%, atingindo 76,39 toneladas por hectare, ante 73,31 t/ha na safra 2018/2019. Ainda segundo o CTC, a perspectiva para 2020/2021 é de uma taxa de 13,3% de renovação nos canaviais, o que equivale a 1,2 milhão de ha, um investimento da ordem de R$ 10 milhões.

Valores recordes – A Unica projeta que 34,29% da cana-de-açúcar processada na safra 2019/2020 será destinada à produção de açúcar, ante 35,21% na etapa anterior. Diante do mix de produção mais alcooleiro, a produção de açúcar esperada é de 26,70 milhões de t, alta de apenas 0,72% sobre a oferta registrada em 2018/2019. Apesar do aumento da moagem de cana em quase 17 milhões de toneladas, a produção de açúcar deve apresentar crescimento inferior a 200 mil t.

A produção de etanol deve atingir um valor recorde: 33,1 bilhões de litros, com expansão de 7,1% em relação ao volume observado na temporada passada (30,95 bilhões de litros). Deste valor, 9,72 bilhões de litros devem corresponder ao etanol anidro e 23,42 bilhões de litros ao hidratado. A produção de etanol a partir do milho deve representar 1,5 bilhão de litros do total produzido no Centro-Sul na safra 2019/2020. O incremento é próximo a 90% em comparação com o volume obtido na última série agrícola (791,43 milhões de litros).

As vendas do biocombustível no mercado doméstico devem alcançar 33,5 bilhões de litros, sendo 10,3 bilhões de etanol anidro e 23,2 bilhões de litros de etanol hidratado.

Para 2020, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registra expansão de capacidade diária próxima de 6 milhões de litros de etanol. Esse montante equivale a quase um milhão de toneladas de açúcar em termos de produção efetiva e deve viabilizar uma alteração maior no mix de produção, caso as condições de mercado sejam favoráveis para o biocombustível.

A ampliação da capacidade de fabricação do biocombustível está alinhada com a necessidade de maior oferta nos próximos anos para atendimento das metas de descarbonização do RenovaBio.

Pádua observa que, na safra 2018/2019, as 263 usinas da região Centro-Sul produziram 30,95 bilhões de litros de etanol, sendo 30,16 bilhões de litros de etanol de cana e 791,43 milhões de litros produzidos do milho. No acumulado da safra 2019/2020, até 1º de dezembro, as usinas da região Centro-Sul fabricaram 31,72 bilhões de litros de etanol, sendo 30,83 bilhões de litros de etanol de cana e 889,75 milhões de litros de etanol de milho.

“Esse resultado já representa a maior produção de etanol da história da região Centro-Sul, superando o recorde registrado no exercício anterior. Nos meses de dezembro a março ainda teremos produção de etanol de cana e de milho, que pode ultrapassar 1,1 bilhão de litros”, adiciona.

A safra atual teve seu início em 1º de abril de 2019 e terminará em 31 de março de 2020. A área com cana-de-açúcar se mantém praticamente estável há 5 anos.

Pádua contabiliza oito usinas, na região Centro-Sul, que fabricam etanol de cana e de milho. E mais duas unidades de etanol de milho estão prestes a entrar em operação. Em franca expansão, a produção de etanol de milho poderá atingir de 2,3 bilhões a 2,5 bilhões de litros na próxima safra.

No ano agrícola 2018/2019, 93% da produção de etanol foi consumida pelo mercado doméstico, somando 30,8 bilhões de litros no total, entre hidratado e anidro. Ainda assim, o Brasil é o maior exportador do mundo. Na última safra, 1,8 bilhão de litros foram para o exterior. Principais destinos: Estados Unidos e a região de Ásia-Pacífico, com destaque para a Coréia do Norte e o Japão.

Em valores médios, 90% da produção é de etanol carburante para o mercado interno; 5% é exportado e 5% destina-se às indústrias química, bebidas e perfumaria.

Com isso, a participação volumétrica do etanol no consumo total de combustíveis líquidos leves deve alcançar 61,5% na safra 2019/2020. Considerando a conversão do volume de etanol hidratado em gasolina equivalente, a participação do etanol atinge quase 50%. O maior consumo do biocombustível gerou economia de R$ 3,4 bilhões aos consumidores em 2019 e redução de 80 milhões de toneladas de CO2eq nas emissões de gases de efeito estufa.

Aplicações – Pádua pondera também que a cultura da cana-de-açúcar necessita de investimentos anuais no replantio da lavoura: “Atualmente o setor investe em média mais de R$ 8 bilhões no plantio e um valor significativo na renovação de frota de tratores, caminhões, implementos e na manutenção da indústria. Portanto, o investimento anual supera R$ 20 bilhões. Nesses últimos anos os investimentos foram no aumento da capacidade de destilação e de estocagem nas usinas. Ainda não estamos registrando investimento em novas plantas”.

A formação de preços reflete, segundo o diretor técnico, a realidade do mercado baseada em oferta e demanda, com variações diárias. Além disso, essa avaliação depende da realidade de cada empresa, em termos de estrutura de custos e saúde financeira. Ele considera que não é possível fazer uma apreciação generalizada. “A realidade é que o produtor de etanol tem pouco poder de formar o preço da forma que lhe convém, pois está sujeito às forças do mercado”, observa.

Pádua comenta que a política de preços iniciada na gestão do Pedro Parente e mantida pela Petrobras, em que os derivados do petróleo acompanham os preços internacionais e a taxa de câmbio, sempre foi uma grande reinvindicação setorial e se distancia do que aconteceu anteriormente, com o congelamento dos preços da gasolina no período 2008/2014.

“Isso levou o segmento a se especializar e conhecer o comportamento das cotações do petróleo e as consequências no preço do etanol. Temos que aprender a conviver com a volatilidade sabendo se posicionar na alta e na baixa”, assinala.

De acordo com o executivo da Unica, sabe-se conviver com geadas, secas, excesso de chuva, pragas, doenças etc. Portanto, sabe-se planejar para tirar o melhor resultado enfrentando situações adversas. As condições para atender a expansão da oferta de etanol estão dadas pelo RenovaBio.

A principal adversidade está na situação financeira e na quantidade de unidades com alto endividamento e em recuperação judicial. “Com o início do RenovaBio, certamente haverá novos investidores, dando credibilidade e previsibilidade para a expansão, renovando a percepção que o sistema financeiro tem do ramo sucroenergético”, conclui.

Petróleo & Energia: Minelli: CNPE prevê uso de mistura B15 em 2023
Minelli: CNPE prevê uso de mistura B15 em 2023

Biodiesel – “As perspectivas para 2020 são bastante positivas. Nos primeiros dias de janeiro, a ANP publicou o edital do leilão para aquisição de biodiesel (L71), confirmando o aumento de mais um ponto percentual na mistura (B12), conforme o cronograma de adição do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que prevê chegar ao B15 em 2023. O biodiesel adquirido no leilão será consumido a partir de 1º de março de 2020”, informa Julio Minelli, diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio).

As projeções positivas para a economia incluem o aumento no volume de carga transportada e, consequentemente, maior demanda por diesel. Para o dirigente, “a previsibilidade, dada pelo cronograma aprovado pelo CNPE, já motivou um novo ciclo de expansão no parque industrial. Iniciamos 2019 com capacidade instalada de 8,5 bilhões de litros por ano e encerramos o ano com 9,3 bilhões de l/ano.”

Esta nova fase de investimentos, que teve início em 2019, conta com a retomada da operação de usinas que estavam paradas, construção de novas unidades e expansão da capacidade. Apenas os projetos já formalizados junto à ANP devem somar mais de 1 bilhão de litros à capacidade produtiva nos próximos anos, argumenta Minelli.

“Com a entrada do B11 – 11% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil – em setembro de 2019, chegou-se ao recorde de 5,9 bilhões de litros produzidos para atender a demanda interna. E, com o início do B12 em março, a expectativa é que a produção de 2020 seja recorde novamente, atingindo 6,8 bilhões de litros”, pronuncia Donizete Tokarski, diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

“No âmbito de legislação, o cronograma até o B15 em 2023 já está estabelecido pelo CNPE, com aumentos anuais de 1 ponto percentual na mistura. Já no âmbito produtivo, temos oferta de matéria-prima e as indústrias estão se preparando, investindo em ampliações e em novas unidades”, salienta Tokarski.

Para a Aprobio, é possível chegar ao B20, mistura mínima obrigatória de 20%, a partir de 2028, dando continuidade ao cronograma de crescimento de 1 ponto percentual ao ano e contemplando as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa previstas no RenovaBio.

“Vislumbramos ainda o avanço para uma matriz energética cada vez mais limpa e eficiente com a incorporação de outros biocombustíveis, especialmente os avançados, como o diesel renovável (HVO, na sigla em inglês) e o querosene de aviação alternativo (SPK). Nesse sentido, inclusive, alteramos em 2019 a nomenclatura de nossa associação para Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil”, destaca Minelli.

Petróleo & Energia: Tokarski: com B12, produção de biodiesel local baterá recorde
Tokarski: com B12, produção de biodiesel local baterá recorde

O executivo adverte que é importante atualizar o marco regulatório existente para dar maior garantia ao setor e aos investidores. Hoje temos a progressão até B15 definida pelo CNPE. A Aprobio defende que o aumento da mistura até B20 seja definido em lei, para transmitir uma mensagem clara ao mercado. Também os biocombustíveis avançados necessitam de um marco regulatório próprio, de forma complementar ao biodiesel, para que se possa ter uma participação ainda maior dos biocombustíveis no transporte de cargas e passageiros do país.

O biodiesel brasileiro é produzido a partir de óleos vegetais, gordura animal e óleos residuais, como o óleo de cozinha usado. Entre os óleos vegetais, o grande destaque é o de soja, além do uso dos óleos de algodão e de palma. As gorduras animais, como sebo bovino, gordura suína, de frango e até de peixe possuem participação expressiva. Atualmente, a principal matéria-prima é a soja, cujo óleo responde por 70% do biodiesel produzido no Brasil, seguido pelas gorduras animais, com cerca de 15%.

O ano de 2019 apresentou muitos desafios, mas também avanços, na opinião de Minelli: “Iniciamos o ano com uma mistura mínima obrigatória de 10% em volume (B10) e, finalizados os testes junto às montadoras, os produtores propuseram uma alteração para melhorar a qualidade do biodiesel brasileiro. Assim, avançamos para o B11 mínimo com a possibilidade de que as distribuidoras adicionem voluntariamente até 15% de biodiesel (B15). Além disso, tivemos a confirmação do cronograma definido pela Resolução 16/2018 do CNPE de que essa mistura mínima avançará 1 ponto percentual ao ano até atingir o B15. A produção avançou de forma vigorosa, de 5,35 bilhões de litros em 2018, para 5,9 bilhões de litros em 2019: aumento de cerca de 10%”.Indagado sobre a ideia de se colocar o biodiesel premium no mercado, o diretor Tokarski responde que, atualmente, o biodiesel brasileiro já possui especificação mais rigorosa que o do produto dos EUA e Europa. “O objetivo dos produtores associados à Ubrabio é criar um padrão de qualidade ainda mais elevado, já visando a ampliação da mistura obrigatória até o B20. Esse padrão será submetido à ANP”, acrescenta.

Nem tudo são flores. Como a produção de biodiesel é destinada a atender o mercado nacional, o setor depende da legislação que determina a adição obrigatória ao diesel. “Hoje – destaca Tokarski – temos uma capacidade ociosa em torno de 35%. Além da mistura obrigatória, a Ubrabio também defende os usos voluntários de percentuais superiores, como o B20 em ônibus do transporte público e em frotas cativas de caminhões, e o B30 em tratores e máquinas agrícolas”.

Na avaliação da Ubrabio, o biodiesel brasileiro já é um produto com uma das especificações mais rigorosas do mundo. “O aumento do parâmetro de estabilidade de 8h para 12h do biodiesel puro para que em misturas com o diesel alcance no mínimo 20h com adição, que aconteceu este ano, garantiu um salto de qualidade”, assegura Tokarski.

Investimentos – A evolução do uso de biodiesel, além de estar em linha com o RenovaBio, vai atrair investimentos de produção da ordem de R$ 1,2 bilhão, estima o executivo: “Serão necessárias 12 novas unidades com a capacidade média de 170 milhões de litros/ano, para atender o B15 nos próximos quatro anos. Isso significa novos empregos, geração de renda e movimentação da economia”.

Minelli alega ser difícil afirmar com precisão os valores dos investimentos já realizados, tendo em vista a diversidade de biocombustíveis (biodiesel, etanol, biogás, etc.), bem como os diferentes períodos em que foram feitos: “Em relação ao biodiesel, a nossa estimativa é que já foram feitos investimentos da ordem de R$ 5,5 bilhões somente na produção direta, sem contar os valores destinados a projetos de ampliação da capacidade de processamento de grãos. Nos próximos anos, os investimentos na expansão da capacidade produtiva devem ficar em torno de R$ 2 bilhões”.

Outro ramo que será alavancado é o de processamento de soja. A Ubrabio projeta um acréscimo de 15 milhões de t no processamento do grão, o que vai demandar aplicações privadas equivalentes a R$ 3,8 bilhões, além de promover agregação de valor à produção agrícola e fortalecimento da indústria nacional de carnes e derivados pela maior disponibilidade de farelo.

O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor de biodiesel, ao lado da Indonésia. Os EUA ocupam a primeira posição. Em 2019, quando o país produziu 5,9 bilhões de litros de biodiesel, o faturamento foi da ordem de R$ 15,67 bilhões.

Minelli lembra que o biodiesel é um combustível biodegradável, que tende a absorver umidade com facilidade. Assim, a logística tende a operar com estoques reduzidos e alto giro. Com o aumento da demanda por diesel e a elevação do percentual mínimo na mistura, a projeção é que o consumo chegue a 10 bilhões de litros em 2023. Um ajuste nos estoques intermediários deve ser realizado, com investimentos também por parte da cadeia de distribuição.

O biodiesel brasileiro reduz em cerca de 70% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel derivado de petróleo. Em 2018, o Brasil consumiu 5,35 milhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de 10,13 milhões de tCO2eq. O equivalente ao que seria absorvido por 867 mil hectares de reflorestamento (área pouco maior à Região Metropolitana de São Paulo).

A cadeia produtiva do biodiesel emprega mais de 250 mil pessoas no Brasil, de acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). Quanto maior a produção de biodiesel, maior o valor agregado à cadeia produtiva das matérias-primas, como a da soja.

Uma característica única do biodiesel brasileiro é o programa Selo Combustível Social (SCS). Ele exige que as usinas comprem parte da matéria-prima de agricultores familiares. Com capacidade instalada de 9 bilhões de litros/ano, as 52 unidades produtoras faturaram juntas, em 2018, R$ 14,1 bilhões, arremata Minelli.

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