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Bandeira tarifária verde permanece em dezembro, porém, 2023 prevê aumento de 5,3% na conta de luz

Pelo oitavo mês consecutivo, conta de luz não sofre com mudanças na bandeira tarifária, devido as boas condições de geração de energia no país

A Aneel  (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou na última sexta-feira (25 de novembro) que manterá acionada a bandeira verde durante o mês de dezembro em todo país. Decisão é reflexo das boas condições dos reservatórios das hidroelétricas e do início do período de chuvas.

Em nota, a Aneel afirmou que chegada do período chuvoso, melhora os níveis dos reservatórios e as condições de geração das usinas hidrelétricas, as quais possuem um custo mais baixo. Dessa forma, não é necessário acionar empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas. De acordo com o órgão, a bandeira é válida para todos os consumidores integrantes do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Sem cobranças adicionais desde 16 de abril de 2022, quando foram restabelecidos os reservatórios e saímos da escassez hídrica, a bandeira tarifária verde já permanece por oito meses, porém, é previsto para 2023 o retorno das bandeiras amarela e vermelha, com acréscimos  que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh).

As bandeiras tarifárias foram criadas pela Aneel em 2015 e representam os custos variáveis de geração de energia elétrica, ou seja, quanto custa para o SIN, gerar a energia para a população (residências, comércios e indústria). O Sistema de Bandeiras Tarifárias é dividido em três níveis e tem o objetivo de reduzir o uso de energia devido as condições dos reservatórios que abastecem as estações de geração de energia. São elas:

 

Verde:

Quando não há acréscimos na conta do consumidor e as condições de geração de energia estão favoráveis;

Amarelo:

Quando há um cenário menos favorável na geração de energia, o consumidor passa a pagar uma taxa adicional para cada quilowatts (KWh) hora;

Vermelha (Patamar 1 e 2):

Quando é anunciado o Patamar 1, a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,03971 para cada quilowatt-hora kWh consumido, quando as condições  de geração de energia estão mais custosas. Já em casos mais críticos, quando o Patamar 2 entra em ação na conta de luz, é adicionado R$ 0,09492 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

bandeira tarifária
bandeira tarifária

Reajustes  na conta de luz poderão ser sentidos no primeiro mês de 2023

Estimativa da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), é que tarifa de energia elétrica suba em média, 5,6% em 2023 no país. Esquema de reajuste tarifário dependerá de cada região.  O impacto na conta de luz vai variar de acordo com a política de cada distribuidora, ou seja, os reajustes afetarão os consumidores de formas diferentes em cada região do país.

Segundo as informações divulgadas pelo órgão, os reajustes seguirão da seguinte maneira:

7 distribuidoras farão reajustes superior a 10%;

15 distribuidoras promoverão reajuste entre 5% e 10%;

17 distribuidoras devem reajustar a tarifa entre 0% e 5%;

13 distribuidoras terão reajuste inferior a 0%.

As bandeiras tarifárias chegaram para ficar e apresentam resultados significativos para as geradoras em momentos de crise. Para que os consumidores não sintam tanto no bolso, a economia no uso da energia elétrica é fundamental.

 

 

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