Balanço Elétrico – Planejamento setorial garante suprimento nacional até 2020

Petróleo & Energia, Balanço Elétrico - Planejamento setorial garante suprimento nacional até 2020
Nota: inclui autoprodução; para 2011, considerada estimativa preliminar do consumo de energia elétrica

Rego, da Excelência Energética, concorda. “A revisão joga a tarifa para baixo, forçando um agrupamento das empresas, jáem andamento.” Elecita o caso da compra da Light pela Cemig e o avanço do grupo CPFL na aquisição de distribuidoras de menor porte. E também a venda de distribuidoras pelo grupo Rede. Com um perfil de grupos privados atuando nessa área, a diversificação é outra característica desses players, que criaram divisões de energia alternativas nos últimos anos para investir em segmentos como o eólico ou biomassa. As exceções ao perfil privado são a Cemig e a Copel, empresas mistas, ou a Eletronorte, que acabou assumindo concessões na Região Norte, em face do problema com distribuidoras locais. “Há uma clara sinalização de que a Aneel quer as distribuidoras como prestadoras de serviços. Elas seriam locadoras de fios e a agência quer pagar menos pelo aluguel desse transporte”, argumenta Rego. Ele acredita que tal cenário incentiva as empresas a gerenciar bem suas operações para conseguir reduzir cada vez mais seus custos operacionais.

Para Umbria, da Abrace, a indústria não sente exatamente os efeitos da redução de custos de energia. Ele cita um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), indicando que o Brasil – entre 27 países analisados – tem a terceira maior tarifa de energia para o consumidor final. Realizado em 2010, o levantamento avalia que a indústria arca, em média, com um valor de R$ 329 por MWh, sendo que o custo da geração médio seria de R$ 170 por MWh.

“Pagamos um extra considerável sobre a cadeia do setor elétrico. É uma conta lotada de encargos – 14 no total, dos quais o estudo avaliou10”, explica. Somente a conta desses encargos teria um custo global de R$ 18 bilhões em 2011, de acordo com o assessor da Abrace. “Isso porque nossa matriz é predominantemente hidrelétrica, que é a modalidade mais barata de geração de energia. Deveríamos ter um mecanismo mais eficiente para o setor, com uma precificação compatível com a de outros países”, finaliza.

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