Petróleo e Energia

Bacia de campos – Maior produtora de óleo do Brasil recebe investimentos para rejuvenescer

Bia Teixeira
25 de junho de 2012
    -(reset)+

    Petróleo & Energia, Bacia de campos - Maior produtora de óleo do Brasil recebe investimentos para rejuvenescerTambém há outras empresas que participam de empreendimentos produtivos nessa bacia, associadas ou não à Petrobras, como a britânica BP, que adquiriu os ativos da Devon, incluindo o campo de Polvo; a indiana ONGC (Oil & Natural Gas Corp.), com participação em ativos do Parque das Conchas (Ostra, Abalone, Argonauta e Nautilus); a chinesa Sinochem (em Peregrino), entre outras.

    Ainda que não seja visível a olho nu, mesmo para quem visita a região e vê o grande número de sondas e barcos de apoio espalhados pela Bacia de Campos, é forte a atividade de exploração na região. De acordo com registros da ANP, atualizados no dia 3 de julho, nos últimos 12 meses foram iniciados e concluídos nada menos que 56 poços explora­tórios, que atingiram profundidades finais (camada d’água e subsolo ma­rinho) entre 2.300 e7.100 metros.

    No início do segundo semestre deste ano, a ANP registrava que nada menos que 58 poços explora­tórios continuavam em atividades de perfuração ou de avaliação na Bacia de Campos, sendo a maior parte de extensão (que são perfu­rados para delimitar até onde vai uma determinada jazida, que pode estar ou não dentro de uma reserva provada). Cerca de quinze são poços pioneiros (que, quando encontram hidrocarbonetos, são denominados poços descobridores) ou pioneiros adjacentes (perfurados após a deli­mitação de um campo, em busca de novas jazidas), sendo dois deles da Petrobras, nos campos produtivos de Carapicu e Voador, em águas de 500 a 1.200 metros. Também estão incluídos nesse cômputo os quatro poços pioneiros no bloco C-M-473, da britânica BP, que voltou a atuar no E&P brasileiro há cerca de um ano.

    Petróleo & Energia, Bacia de campos - Maior produtora de óleo do Brasil recebe investimentos para rejuvenescer

    UMS Cidade de Quissamã revitalizará plataformas

    Há cinco poços em busca de ja­zidas mais profundas, sendo três da Petrobras (dois em Roncador e um em Viola), dois da Chevron (poços em avaliação no campo de Frade) e um da Sonangol Starfish.

    Também estão em atividade ou avaliação cinco poços especiais (que não seguem uma definição especí­fica): dois da Petrobras, no bloco C-M-401, em águas de menos de mil metros de profundidade, e três da OGX, em profundidades finais superiores a 4 mil metros, no bloco C-M-562 (onde está em teste de longa duração o campo de Tubarão Azul). É a OGX que tem o maior número de poços exploratórios em atividades (29), de acordo com os registros da ANP.

    Varredura gera resultados – Ainda que sob a euforia do pré-sal, nos últimos anos a Petrobras retomou os investimentos exploratórios na Bacia de Campos usando todas as tecnologias e soluções possíveis para encontrar novas reservas e aumentar a produção de uma bacia madura, em fase de declínio. E teve sucesso. Prova disso são os resul­tados obtidos em apenas dois anos (entre 2009 e 2011) pelo projeto Varredura, idealizado pela estatal.

    A iniciativa, como o próprio nome indica, vem ‘varrendo’ essa bacia sedimentar com novas aqui­sições sísmicas e interpretação de dados novos e antigos, em busca de mais petróleo e gás natural. Até dezembro do ano passado já haviam sido descobertos mais de 2,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). As novas jazidas estão tanto no pós-sal como no pré-sal de campos em franca produção, como Marlim, Voador, Marlim Sul, Marlim Leste, Roncador, Albacora, Albacora Leste, Barracuda e Caratinga.

    “Para os próximos dez anos, a Petrobras vai fazer todos os es­forços para preservar a região em posição de destaque entre as bacias produtoras, utilizando, para isso, tecnologia de ponta e investimentos arrojados, a fim de manter a produ­ção crescente e a operação cada vez mais segura”, informa a estatal.

    Está na Bacia de Campos a maior concentração de ativos extraindo óleo e gás da camada do pré-sal: nela estão cinco dos dez poços que produziram 142,3 mil barris diários de óleo e 4,6 milhões de m³ de gás natural, totalizando 171,3 mil boe/dia. São os poços do pré-sal de Jubarte, Caratinga (Carimbé), Barracuda, Marlim Leste (Tracajá), Marlim (Brava) e Voador. Os outros cinco poços produtores estão na Bacia de Santos.

    Petróleo & Energia, Bacia de campos - Maior produtora de óleo do Brasil recebe investimentos para rejuvenescer

    Tais resultados levaram a estatal a projetar, até 2015, a perfuração de 67 poços nas bacias de Campos e Espírito Santo, dentro do projeto Varredura. Projetos que podem so­frer mudanças com a nova filosofia exploratória que rege a Petrobras, explicitada na apresentação do Plano de Negócios 2012-2016. Tudo vai depender dos resultados das análises desses ativos nos próxi­mos anos, para que tais projetos se­jam escolhidos no processo seletivo instaurado pela estatal, priorizando os empreendimentos que tiverem chances de dar frutos com mais rapidez e com maior eficiência.

    Também pode ter sido revista a previsão da estatal de perfurar outros 75 poços exploratórios ape­nas neste ano (não computando os poços de campos que já estão em desenvolvimento ou em produção), dos quais 19 na Bacia de Campos (contra 22 na de Santos e 11 no Espírito Santo), e o restante por outras regiões de maior potencial, como a margem equatorial brasilei­ra, ao norte do país.

    O novo plano continua a alo­car investimentos expressivos no chamado pós-sal: dos US$ 131,6 bilhões previstos para exploração e produção (E&P), US$ 25,4 bilhões são para exploração; e deste total, US$ 17,5 bi para o pós-sal, boa parte na bacia do norte fluminense. “Para manter a relação reserva/produção em um nível seguro (acima de 15 anos), precisamos investir muito em exploração para agregar reservas que suportem o crescimento futuro da produção”, afirmou o diretor de Exploração & Produção, José Miranda Formigli, frisando que a re­lação reserva/produção da Petrobras atualmente é de 19 anos.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *