Até 2030 devem ser 80 mil pontos de recarga de carros elétricos no Brasil

Energia renovável será essencial para expandir a infraestrutura de abastecimento de veículos eletrificados. Se hoje são 2.800 pontos de carregamento para carros elétricos no Brasil, em 2030 deverão ser cerca de 80 mil. O país tem potencial e desafios de infraestrutura e na política

O mercado da eletromobilidade está em ascensão e a ampliação da energia elétrica se faz necessária com urgência. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), há registro de aumento de 43% na venda de carros elétricos no Brasil em 2022. A previsão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) é de 80 mil pontos de recarga instalados até o ano 2030 para atender à demanda. Atualmente, são pouco mais de 2.800 postos em locais públicos e semipúblicos, além dos privados. 

Este crescimento do mercado no Brasil vai ao encontro de projeções mundiais já divulgadas em alguns estudos. No caso da Boston Consulting Group, empresa de consultoria global, até 2030 a frota de veículos elétricos plugáveis e veículos elétricos à bateria vai aumentar 160 vezes. O apontamento é que sejam necessários vários bilhões até 2035 para viabilizar a mobilidade elétrica. 

Painel solar – Pela expectativa, a utilização de energia renovável, como o painel solar fotovoltaico, se torna a melhor opção para quem tem carros elétricos. A economia de empresas com este tipo de energia pode chegar até 90%. Economia semelhante é para quem também instala o sistema de painéis solares em residências e condomínios. Trata-se de uma possibilidade bastante tangível, tendo em vista o potencial da energia renovável no país, que deverá ser fator decisivo para a ampliação da rede de recarga para carros elétricos no Brasil. 

carros elétricos no Brasil
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Desafios do Brasil envolvem infra e política eficaz

Em razão da perspectiva otimista, o avanço demanda vários investimentos para a eletromobilidade ser cada vez mais viável e opção para o consumidor. No Brasil, algumas medidas já estão em andamento para estimular o setor. São elas: redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos e híbridos e a criação de programas estaduais e municipais de incentivo. 

Porém, o que está em bastante evidência é a necessidade de ampliação da infraestrutura de recarga em locais, como estradas, estabelecimentos privados (shoppings e supermercados, por exemplo), estacionamentos em geral e postos de combustíveis. Outro desafio é o custo desses veículos elétricos ou híbridos. Atualmente, os carros elétricos no Brasil são importados e com preço mais alto do que modelos a combustão, situação que pode ser um desestímulo para o brasileiro.

Por fim, o tempo de carregamento é mais um entrave para ser retirado do caminho no país. Os carregadores atuais levam horas para completar a carga do carro, diferente do que ocorre quando o brasileiro abastece seu veículo com gasolina ou etanol. 

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