Ataques recentes no Mar Vermelho causam aumento no preço do petróleo

O Mar Vermelho, uma rota marítima estratégica com cerca de 20 mil navios anualmente, está sendo monitorado de perto pela comunidade internacional

Os preços do petróleo estão em alta devido aos ataques recentes no Mar Vermelho, provocando turbulência nos mercados de commodities. A região enfrenta dificuldades de abastecimento pela rota comercial, especialmente após os rebeldes huthis, ligados ao Irã, intensificarem os ataques perto do estreito de Bab al-Mandeb, uma passagem estratégica que separa a Península Arábica da África.

Os navios de guerra dos Estados Unidos e França têm respondido aos ataques, derrubando mísseis e drones na área. Os rebeldes alertaram que embarcações que têm ligações com Israel, navegando ao largo da costa do Iêmen, serão alvos em resposta à guerra na Faixa de Gaza. Essa escalada de tensões levou grandes empresas de navegação, como Maersk, Hapag-Lloyd, CMA CGM, MSC, BP e Evergreen, a suspenderem o trânsito no Mar Vermelho.

O impacto imediato reflete nos preços do petróleo, com o barril de Brent do Mar do Norte subindo 3,33%, atingindo US$ 79,13, e o barril de West Texas Intermediate (WTI) subindo 3,43%, chegando a US$ 73,86. Empresas petrolíferas, como Shell, TotalEnergies, Eni e Chevron, também registraram ganhos nas ações.

O ministro da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, instou ao fim do apoio iraniano aos ataques huthis no Mar Vermelho durante sua visita a Israel. Enquanto isso, a gigante marítima Evergreen suspendeu as travessias no Mar Vermelho e os embarques de carga de e para Israel devido à escalada da situação de guerra, citando riscos crescentes e considerações de segurança.

O Mar Vermelho, uma rota marítima estratégica com cerca de 20 mil navios anualmente, está sendo monitorado de perto pela comunidade internacional diante da complexidade geopolítica e comercial dessa importante via.

A gigante petrolífera BP anunciou a suspensão de todo o transporte pelo Mar Vermelho devido à crescente insegurança na região causada pelos ataques dos rebeldes Houthi, apoiados pelo Iêmen. A decisão foi tomada em meio à série de ataques recentes a navios comerciais na área, levando a empresa a optar por uma “pausa preventiva” para avaliar continuamente a situação.

A medida da BP segue a decisão de outras importantes empresas de navegação, como Maersk, Hapag-Lloyd e CMA CGM Group, que também interromperam o transporte através do Mar Vermelho em resposta aos ataques houthis. A Evergreen, em consonância com as crescentes preocupações de segurança e risco, suspendeu seu serviço de importação e exportação de Israel imediatamente.

Enquanto isso, o USS Carney, da Marinha americana, respondeu a um pedido de socorro de um navio comercial atacado por “múltiplos projéteis” no sul do Mar Vermelho. A situação reflete a escalada dos ataques houthis a navios comerciais na região, sendo estes vistos como retaliação contra Israel.

Os rebeldes têm utilizado drones e mísseis para atacar navios nas últimas semanas, inclusive apreendendo um navio cargueiro ligado a Israel em novembro, mantendo a tripulação como refém. Os mísseis lançados contra Israel também aumentam as tensões na região, com a Marinha dos EUA interceptando um desses mísseis em outubro. O Mar Vermelho, sendo uma rota marítima crucial, está enfrentando um monitoramento internacional mais intenso devido à complexa situação geopolítica e comercial que se desenvolve.

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Imagem ilustrativa

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