API 682: O que há de novo na 4ª edição

Sistema de codificação mais seletivo – A 4ª edição inclui também a revisão do sistema de codificação de produtos (Anexo D). Os parâmetros provados de classificação em “Categoria”, “Arranjo”, e “Tipo” continuarão. Eles são o primeiro tópico listado no código revisado e fornecem informações sobre as configurações e o campo de uso da respectiva selagem API. O item “Arranjo” inclui o arranjo da selagem: selos simples (Arranjo 1) são diferenciados, assim como os selos duplos, sem ou com pressurização (Arranjos 2 e 3, respectivamente). Detalhes a respeito de sistema de abastecimento, especificados como “Plano”, encontram-se tanto no antigo como no novo código.

A adição de informações precisas para a seleção de material e diâmetro do eixo é nova. Isto proporciona um significado maior ao código e garante uma especificação clara do selo mecânico e seu funcionamento, desde a seleção até a documentação. Especialistas da indústria já concordaram que o sistema de codificação expandido será provado na prática e no uso permanente.

Processo de seleção mais preciso, usando código de “Risco e Perigo” – O processo de seleção de um sistema de selagem API é um assunto complicado. Diversos fluxogramas e tabelas dispostos em mais de dez páginas são dedicados para este tópico na nova edição. A fim de proporcionar maior precisão técnica na escolha de um arranjo, foi incluída na 4ª edição, pela primeira vez, uma ferramenta de seleção alternativa (Anexo A.4). Este é um método baseado no estabelecido no código de “Risco e Perigo”, que já foi testado na prática.

O ponto de partida aqui é o produto bombeado, cujo potencial real de perigo está devidamente registrado e descrito pelo código de “Perigo e Risco” indicado na ficha de informação de segurança de produtos químicos (FISPQ, em inglês MSDS). Assim, as decisões podem ser tomadas de forma rápida e com segurança, por exemplo, se uma vedação simples (Arranjo 1) será suficiente ou se é necessário aplicar uma vedação dupla com sistema de barreira pressurizado (Arranjo 3).

“Norma viva” – A experiência embasada nas “vivências” da norma API 682 é também demonstrada pelo tratamento igualitário concedido às duas variantes do carbeto de silício (SiC), “Reação de Aderência do Carbeto de Silício” e “Carbeto de Silício Autossinterizado”, no campo dos materiais “padronizados”, para faces deslizantes em aplicações químicas (Categoria 1), assim como em refinarias/petróleo e gás (Categoria 2 ou 3). Até agora, o SiC sinterizado foi utilizado em aplicações químicas em razão da sua alta estabilidade química, enquanto a outra variante se consolidou no setor de refino. Esta alocação restritiva foi cancelada por conta de exemplos de aplicação prática (Melhores Práticas) levados ao conhecimento da força-tarefa, que indicou uma correção de curso.

Os capítulos 8 e 9, que se referem aos equipamentos do sistema de abastecimento e instrumentação, foram submetidos a uma revisão minuciosa. Eles foram totalmente reorganizados, tratando o tema em três etapas, e se tornaram mais sistemáticos. A primeira etapa apresenta os acessórios na totalidade. A tubulação, assim como os seus componentes, é abordada em seguida.

Acessórios para Plano API 53, 28 dias sem reabastecimento – O Plano 53, com fluido de barreira pressurizado, faz parte de um dos acessórios mais complicados dos selos mecânicos. Em detalhe, são possíveis três tipos: o Plano 53A é a solução construtiva que requer menor esforço. A pressão sobre o meio de barreira é gerada diretamente por meio da pressurização de um gás, normalmente o nitrogênio, no reservatório. Mas essa aplicação tem limites, uma vez que as elevadas pressões poderiam causar a dissolução do nitrogênio no meio de barreira, com o consequente risco de lubrificação inadequada entre as faces do selo. Isto explica por que as altas pressões de barreira são restritas aos Planos 53B e 53C.

Enquanto o Plano 53C trabalha com acumulador a pistão, que o coloca entre os mais sofisticados sistemas de barreira, o Plano 53B utiliza uma solução especialmente inteligente, o que o torna ainda mais popular: a pressurização se dá por meio de uma bexiga de elastômero inserida no reservatório, separando o nitrogênio do fluido de barreira. O monitoramento da pressão, corrigida pela temperatura na bexiga acumuladora, registra os valores e os transfere para a sala de controle. O nível de abastecimento e seus impactos na temperatura dessa bexiga são calculados e isso determinará o momento adequado para reabastecimento do fluido de barreira.

A 4ª edição da API 682 inclui um novo intervalo de reabastecimento de fluido, agora de pelo menos 28 dias. O reservatório do líquido deve ser grande o suficiente para abastecer o selo com fluido de barreira durante todo esse período, sem reabastecimento. Para usar reservatórios mais compactos, os fabricantes de selos deverão elaborar soluções otimizadas com valores mínimos de vazamento do fluido de barreira.

Além disso, os planos 03, 55, 65A, 65B, 66A, 66B e 99 foram incluídos recentemente na norma e, ao lado dos demais planos, descritos em detalhes no Anexo G.

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