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18 de novembro de 2013

API 682: O que há de novo na 4ª edição

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Publicado por: Petroleo e Energia
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    Petróleo & Energia, Refinarias e petroquímicas são grandes usuárias de selos API

    Refinarias e petroquímicas são grandes usuárias de selos API

    Thomas Böhm e Markus Fries

    Aproximadamente seis anos de intenso trabalho foram consumidos para elaborar o novo padrão para selos mecânicos, a norma API 682, que deve entrar em vigor em breve. Desde seu lançamento, em 1994, a API 682 se tornou o padrão que define o tom para a aquisição e operação de selos e sistemas de suprimento para bombas centrífugas no setor de petróleo e gás, assim como no petroquímico. A API 682 é um padrão “vivo”, que incorpora diretamente diversas experiências práticas em suas atualizações regulares.

    Fundado em 1919 e sediado em Washington D.C. (EUA), o American Petroleum Institute (API) inclui cerca de 500 companhias do segmento de petróleo e gás, assim como da indústria petroquímica, e tem se ocupado intensamente com os padrões técnicos desde 1924. Até hoje, o API elaborou aproximadamente 500 normas, sobre os mais diversos processos e componentes em detalhes, que resultam em garantia de máxima confiabilidade ao funcionamento e ao processo. As normas API, claramente definidas e parcialmente ligadas a testes de aprovação, não têm efeito somente nos Estados Unidos, seu país de origem; em diversos casos, elas têm desenvolvido os padrões industriais mundiais para as indústrias de petróleo e petroquímica. API é considerado sinônimo de segurança e confiabilidade.

    Suas normas individuais, a exemplo da API 682 para selos mecânicos e sistemas de abastecimento de fluido de barreira, ganharam tanta popularidade que se transformaram em referência para aplicações industriais em todo o mundo. Os autores da nova edição apontam que isto nunca tinha sido pretendido por eles e esclarecem sobre o verdadeiro escopo da API 682: é um conjunto normativo para os sistemas de selagem em bombas rotativas e centrífugas (e não em agitadores ou compressores) que operam nos setores de petróleo/gás e petroquímica (isso exclui o abastecimento de água ou em alimentos, por exemplo).

    Referência desde os anos 90 – No início, as informações sobre selos mecânicos constavam da norma para bombas API 610. Durante os anos 1990, a API 682 se desenvolveu separadamente, gerando um padrão mais abrangente para selos mecânicos e sistemas de barreira. Uma característica da norma API 682 é o fato de ela ser mantida e atualizada constantemente por usuários e fabricantes. Outra qualidade da API 682 é que ela não admite normativamente uma única solução técnica. Além das soluções comprovadas e testadas (defaults), o regulamento lista, deliberadamente, alternativas (opções) e também permite soluções customizadas (soluções de engenharia). Esta diversidade aparece mais claramente na 4ª edição do que nas anteriores.

    A abordagem prática da norma aos selos já fica evidente na composição do 25-Member, a força-tarefa que trabalha intensamente desde 2006 na atualização da (ainda válida) API 682 – 3ª edição, em vigor desde 2004. Além dos fabricantes líderes em sistemas de vedação (entre eles a EagleBurgmann), o painel de especialistas das Américas e Europa contou com a colaboração de não membros da API, além de renomadas companhias de planejamento, assim como representantes de alguns dos maiores grupos petroleiros (como ExxonMobil, Shell e Total), ou seja, os maiores e reais usuários de soluções de selagem.

    Segurança checada e testada – Enquanto a ainda válida edição API 682 é composta por 200 páginas, a 4ª edição chegou a 260 páginas. A edição revisada está organizada em 11 capítulos e anexos detalhados, com escopo significativamente ampliado. Por exemplo, o Anexo I fornece informações detalhadas e precisas, ao longo de mais de 20 páginas, sobre os testes de qualificação de selagem conforme a norma API.

    Os “selos pré-selecionados”, assim como as “alternativas”, devem ser testados por cinco meios diferentes e sob condições operacionais representativas das aplicações típicas API. Com os desenhos de selos descritos, isso rende um alto número de possíveis variações de teste. Nesse processo, o tempo dispendido para um teste de tipo de vedação pode levar até 200 horas. O resultado para desenhos típicos de selagem é documentado em um certificado de teste e relatório detalhado. Testes de qualificação específica elaborados por clientes podem ser incorporados aos selos engenheirados.

    Essencialmente, a segurança checada e testada do produto é o núcleo da questão. O objetivo da API 682 4ª edição é admitir o funcionamento contínuo por, pelo menos, três anos (25.000 horas de funcionamento dentro dos limites legais de emissões, ou pelo máximo “valor limite” de 1.000 ppm em volume, conforme EPA, método 21), confiabilidade operacional aumentada e manutenção simplificada. As normas definidas pela API se aplicam exclusivamente para sistemas cartucho com diâmetro do eixo de 20 a 110 mm e em determinadas condições operacionais.


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