Petróleo e Energia

Alcoa entra no mercado de óleo e gás

Bia Teixeira e Fernanda Rodrigues
20 de fevereiro de 2013
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    O mercado de óleo e gás também atraiu a atenção de empresas de outros segmentos, que viram boas oportunidades de negócios em suas áreas. É o caso da Alcoa, uma das líderes mundiais na produção de alumínio, que estreou no setor no segundo semestre deste ano. “As perspectivas são positivas, acreditamos que esta indústria se tornará, em um futuro breve, um importante segmento para a companhia”, afirma Guilherme Martins, gerente da área de Oil & Gas da Alcoa América Latina e Caribe.

    Ele lembra que esta área ainda está em uma fase embrionária no Brasil, buscando desenvolver o mercado. “Esse segmento demanda qualificação e certificação dos produtos, o que leva tempo e demanda investimentos. A maioria dos nossos produtos é fabricada fora do país e importada, por isso estamos buscando alternativas para aumentar o conteúdo local por meio de parcerias com empresas no país”, acentua Martins, lembrando que já há produção local de core barrels (tubos para testes geológicos de formação), que são exportados para os Estados Unidos.

    Foto: Divulgação

    Tubos para testes geológicos de formação feitos de alumínio

    Ele observa que o ciclo normal de exploração e desenvolvimento de uma área de concessão é bastante longo, chegando, em alguns casos, até cinco, sete, ou dez anos para a entrada em produção de um campo. “Dentro desse horizonte, os produtos Alcoa podem ser utilizados em várias fases, desde a fase de exploração até o desenvolvimento do campo”, avalia, dizendo que a Alcoa deve sentir um aumento de demanda já a partir do terceiro ou quarto ano após assinado o contrato de concessão, considerando as próximas rodadas.

    A empresa também acredita que poderá contribuir positivamente para a redução de custos nas operações offshore da Petrobras, por causa dos atributos da matéria-prima de seus produtos. “O alumínio oferece diversas vantagens sobre outros materiais, principalmente na relação resistência/peso e alta resistência à corrosão. Estas características podem contribuir significativamente para aumentar a eficiência operacional e reduzir custos”, destaca o executivo.

    A relação com a estatal vem sendo bem costurada: em novembro, a Alcoa realizou um curso sobre o alumínio e suas diversas aplicações na indústria de óleo e gás para a Petrobras. O curso, que abrangeu aplicações topside, subsea e downhole, contou com a participação de profissionais da área de Engenharia de Poço do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) e de diversas gerências da Petrobras envolvidas no projeto, construção e manutenção de estruturas oceânicas. A iniciativa teve origem no departamento de Engenharia Básica do Cenpes, que procura novos materiais, mais leves e resistentes à corrosão para as novas unidades offshore do programa de desenvolvimento de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras.



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