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Água: Normas mais rígidas de qualidade estimulam as vendas de floculantes

Hamilton de Almeida
28 de outubro de 2017
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    “Os floculantes se tornaram uma alternativa importante para o fornecimento de água potável de qualidade para a população”, assevera Fernando Agostinho, gerente de marketing América Latina para tratamento de águas da Solenis, ao citar as consequências para o abastecimento de alguns municípios devido à escassez de água na região Sudeste, em 2016, e à ocorrência de desastres ambientais (deslizamentos de terra ou rompimentos de barragens).

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    Com relação à indústria, ele atesta que a sucroalcooleira não padeceu com a crise econômica e, além disso, “foi predominantemente voltada à produção de açúcar; com isso, consumiu maior quantidade de floculantes. Efeitos como estes fizeram com que o comércio de polímeros fosse beneficiado”.

    Para Igor Freitas, o ano de 2017 começou com enormes desafios e a tendência é que apresente uma retomada tímida e lenta da economia diante da enorme instabilidade política, o que acaba se refletindo na área de saneamento com menores investimentos, tanto públicos como privados, e mais morosidade na implementação de projetos de privatização.

    “A expectativa é que continuemos com este cenário até 2018, ano eleitoral, e tenhamos uma retomada maior de investimentos no setor a partir de 2019. O potencial de crescimento no longo prazo é enorme. É necessário que haja maior sensibilidade do governo para atuar de maneira incisiva na melhoria dos indicadores do acesso da população à água e esgoto tratado”, arremata o gerente de marketing.

    Gustavo Fernandes pondera, no entanto, que os negócios vêm ganhando um pouco mais de força desde março, embora de forma lenta: “Existe uma forte pressão por preço e agilidade, uma vez que não há como manter estoque nas plantas. Algumas áreas ainda têm potencial de vendas, como o municipal, público e privado e o de açúcar (com o início da safra 2017). Mas, provavelmente, até o final do ano não teremos grandes mudanças”.

    “A Solenis vê o mercado de floculantes com boas perspectivas em todo o mundo, principalmente pela necessidade de melhorar a qualidade da água, seja para consumo humano ou para a indústria”. É simples assim. De acordo com Fernando Agostinho, o crescimento populacional e a escassez de água em algumas regiões têm feito com que municípios e indústrias busquem novas rotas de produzir água potável de qualidade e, de forma econômica, fornecer água de qualidade para processos industriais e garantir que os efluentes não prejudiquem o meio ambiente. “Isso certamente traz oportunidades”.

    Ele revela que, atualmente, 35% das vendas da divisão de tratamento de águas da Solenis no Brasil são obtidas com floculantes: “Pretendemos crescer em volume 10% ano após ano, ou seja, no curto, no médio e no longo prazo”.

    Enfrentando a crise – Nesses tempos mais difíceis, há uma busca natural por redução de custos e aumento de performance. No caso da Kurita, Ricardo assegura que essas metas são conquistadas “mediante o fornecimento de produtos compatíveis com a qualidade da corrente a ser tratada e da prestação de serviços, que assume um papel de grande relevância. Cuidados específicos de aplicação de produtos, bem como testes de jarro periódicos são fundamentais para a otimização do tratamento químico aplicado”.

    Sabe-se – prossegue – que, geralmente, há uma sazonalidade da qualidade da água bruta, exigindo avaliação contínua pela assistência técnica. No caso de efluentes industriais, flutuações na demanda ou alterações nos processos de produção podem também resultar na mudança das características dos efluentes, demandando adequações para manutenção do desempenho.

    Gustavo alega que “os clientes buscam reduzir estoques e custos, adquirindo produtos de menor qualidade, com preços mais baixos”. Fernando afiança que os consumidores não partem para essa redução “desde que comprovado o custo-benefício do produto melhor, como é o caso do polímero em emulsão que substitui o floculante em pó em alguns casos”.

    Igor Freitas enxerga a crise de outra maneira. Um dos principais diferenciais da empresa é o suporte técnico que trabalha em parceria com os clientes na busca de soluções. “Nesse sentido, a equipe técnica tem realizado testes em qualidades muito precárias de água bruta e efluentes para indicar os produtos recomendados, dosagens mais eficientes e alinhar os resultados esperados. Dessa maneira, é possível obter um melhor desempenho dos coagulantes/floculantes e, consequentemente, o melhor custo-benefício no tratamento como um todo, sem abrir mão de produtos de qualidade”.

    Com essa estratégia, ele mostra que a crise acaba sendo uma oportunidade “para as empresas darem um salto, ao invés de diminuírem a qualidade dos seus produtos químicos com a visão estrita de redução de preços”. Assim “acabam testando produtos mais modernos em busca de maior eficiência, como no caso dos coagulantes inorgânicos com cadeias polimerizadas de alto rendimento”.



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