Engenharia de Processos

Água de Injeção – Membranas de nanofiltração removem sulfato da água do mar para melhorar extração em plataformas offshore

Marcelo Furtado
19 de agosto de 2012
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    A primeira medida foi a solicitação de entrega de um anteprojeto para a Degrémont, no qual a empresa precisaria apresentar seu expertise técnico, referências técnicas e a concepção de um projeto para a área. Segundo Andraus, a experiência em dessalinização de água do mar, com o uso de membranas de osmose reversa, e o know-how de empresa do grupo, a Ondeo Industrial Solutions (OIS), que já instalou uma unidade de remoção de sulfato no FPSO Girassol, em Angola, determinaram sua entrada no mercado. “Além disso, a Degrémont também tem qualificação e já forneceu sistemas para operações offshore, em desaeração, skids de dosagem química e filtragem e sistemas complementares ao módulo de injeção”, disse Andraus. Após a análise, a OEM foi incluída no final de 2011 no MVLM.

    Petróleo & Energia, Sylvio Andraus Junior, gerente comercial da Degrémont, Água de injeção - Membranas de nanofiltração removem sulfato da água do mar para melhorar extração em plataformas offshore

    Sylvio Andraus Junior: Degrémont começará a fornecer unidades de água de injeção

    Para o gerente, a oportunidade veio a calhar, porque a empresa constatava baixa nos investimentos do chamado downstream da Petrobras, refino e logística, em oposição a bons projetos no upstream, ou seja, na exploração, perfuração e produção. “Vínhamos de grandes obras em refinarias, sobretudo nos projetos de reúso de água, que já foram finalizadas. Isso sem falar em outras adiadas ou canceladas. Portanto, participar desse mercado de remoção de sulfato é muito importante”, disse Andraus.

    Já participando das concorrências com os EPCistas responsáveis pelas FPSOs replicantes, de início a Degrémont, embora não tenha um acordo assinado, trabalha comercialmente com a Hydranautics, um caminho natural como opção aos demais concorrentes, todos atrelados à Dow. No momento, segundo Andraus, a preocupação é aumentar ao máximo o conteúdo nacional dos módulos de injeção a serem fornecidos. “Com exceção dos vasos, membranas e das tubulações de aço inox superduplex, o resto tem como nacionalizar“, revelou. “Estamos estudando as possibilidades com caldeirarias parceiras”, completou

    Da parte da Hydranautics, a expectativa também é muito grande e leva o centro de pesquisas do grupo no Japão a ficar atento aos movimentos do mercado brasileiro. Para começar, segundo o gerente Polonio, a versão de membrana de nanofiltração seguiu a tecnologia de espaçador mais avançada da empresa empregada em sua linha de osmose reversa, a Hydrablock. Com espessura maior do que as convencionais, 34 milésimos de polegada contra 26 a 28 milésimos, e também com a malha mais aberta, o espaçador, rede de polipropileno que fica entre as membranas enroladas, tem menos perda de carga entre a pressão de alimentação e a do rejeito (delta P).

    “O espaçador permite que os coloides e as partículas passem mais fácil pela membrana, sem provocar entupimentos, e, por ter proteção antimicrobial, evita a formação de biofilmes”, explicou Polonio. Segundo ele, o desempenho do espaçador diminui a quantidade de limpezas químicas, tornando-as também mais eficientes quando necessárias. O delta P das membranas com o espaçador é de 0.6 a 0.8 bar, contra 1.5 a 1.6 bar das convencionais. “Isso aumenta a vida útil das membranas, pois as constantes limpezas alcalinas e ácidas danificam sua estrutura”, disse. Além dessas membranas, a Hydranautics deve lançar uma nova geração de nanofiltração este ano com modificações para atender às demandas da remoção de sulfato.

    Petróleo & Energia, Membrana de nanofiltração da Hydranautics: espaçador garante menos perda de carga, Água de injeção - Membranas de nanofiltração removem sulfato da água do mar para melhorar extração em plataformas offshore

    Membrana de nanofiltração da Hydranautics: espaçador garante menos perda de carga

    Pelo lado da Dow, há uma intenção de começar a empregar como pré-tratamento da nanofiltração suas membranas de ultrafiltração. De acordo com o diretor comercial da Veolia, Ramon Fernandez, a fornecedora de membranas estuda em conjunto com as OEMs o uso da tecnologia, por meio de adequações na engenharia para adaptar os módulos tubulares com membranas de ultrafiltração tipo espaguete de fibra oca (hollow fiber), responsável pela remoção de contaminantes em suspensão.



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    4 Comentários


    1. gilberto evangelista

      desejo informacoes quanto a desalinizadora, onde comprar as pecas


    2. Maravilha,meu irmão querido! É muito bom ver uma publicação dessa natureza num momento em que nosso País está dividido, com metade vendo sòmente o lado negativo .Vamos vibrar nas novas conquistas e crescimento da Nação que tenho certeza podemos inverter essa situação e deixar para nossos filhos, netos e outros que virão depois o melhor de nós!
      Parabéns mais uma vez por você ser essa pessoa especial para mim e para o Planeta!
      Um beijo no coração.


    3. Sebastião Oliveira

      Trabalho em uma empresa especializada em Tratamento de Água e Efluentes. Na linha de tratamento utilizando a Osmose Reversa já forneceu para inúmeras empresas, inclusive à Petrobras em suas diversas refinarias. Já participei de diversos projetos, start-up e operação em plantas com Osmose Reversa. Estou agora entrando no tratamento de remoção de Sulfatos para a Petrobras e como primeira vez utilizando membranas de Nonofiltração. Esse site esclarece muito bem e abriu um leque de informações aos meus conhecimentos a cerca dessa tecnologia. Parabéns pela simplicidade e clareza nas demonstrações/explicações referentes ao tema.


      • Valdinei Romão

        Olá Sebastião Oliveira, Sou estudante de Tecnologia em Petróleo e gás, e gostaria de dialogar com alguém com experiência nesse tema para formulação de conteúdo a fim de incrementar conhecimentos para o meu TCC. Gostaria de dialogar com vc. Por Favor entre em contato: [email protected].



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