Engenharia de Processos

Água de Injeção – Membranas de nanofiltração removem sulfato da água do mar para melhorar extração em plataformas offshore

Marcelo Furtado
19 de agosto de 2012
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    E as obras não param por aí. Para 2013, a Siemens entrega para a nova semissubmersível P55 uma unidade com 2.166 membranas. A Veolia forneceu outra para a P56, com vazão de 42 mil m3/dia e 2.032 membranas, e outra para a P63, com vazão de 63 mil m3/dia. Para começar a operar em 2013, a Aker entrega duas unidades: uma para a P58, com 2.500 membranas (vazão de 60.500 m3/dia), e outra para a P62, com 2.077 membranas.

    Além dessas obras diretas para a Petrobras, as empresas também concorrem e fornecem para os chamados afretadores de navios FPSO, para empresas como SBM, para quem a Veolia fornece para o navio Cidade de Ilha Bela (P57) uma estação de nanofiltração para 37 mil m3/dia e outra para a Modec, que constrói o navio Cidade de São Paulo, em fase de integração, e com vazão de 24 mil m3/dia. De acordo com o diretor comercial da Veolia, Ramon Fernandez, há em média duas grandes obras para afretadores de navios por ano para incrementar o grande mercado criado pela Petrobras, sobretudo para atender às novas demandas do pré-sal. A Aker Solutions, além das seis unidades em operação (P50, P54, Cidade de Niterói, Cidade do Rio de Janeiro, Cidade de Angra dos Reis, Cidade de Santos) e dos dois projetos entregues para as plataformas P58 e P62, constrói unidades da OSX-3 e da Cidade de Mangaratiba.

    E as perspectivas devem continuar animadoras na Petrobras. Até 2015, está estimada a construção de 30 plataformas, entre FPSOs, principalmente, e semissubmersíveis. Para o curto prazo, há 12 projetos novos, sendo oito chamados de replicantes (com dados de processo e operacionais iguais, com 200 vasos de pressão e 1.200 membranas) e mais quatro de sessão onerosa (áreas cedidas pela União à Petrobras sem concorrência).

    Desses, seis dos replicantes (todos eles na Bacia de Santos) vão ser definidos em 2012 (os FPSOs P66, P67, P68, P69, P70 e P71), por meio de concorrências lançadas pelas três EPCistas já definidas: Jurong, BrasFELS e Mendes Junior-OSX. As duas demais replicantes serão entregues para duas das três empresas de EPC (engineering, procurement and construction) com melhor desempenho depois de 18 meses. Já as de sessão onerosa ainda aguardam definição dos EPCistas pela Petrobras, o que deve ocorrer ainda neste ano.

    Menos monopólio
    – Até mesmo em virtude da importância que os módulos de injeção de água sem sulfato ganharam nas novas plataformas, que precisam ter mais produtividade e cujo alto preço do petróleo justifica os investimentos para melhorar a eficiência da exploração, a Petrobras se preocupou em desenvolver mais fornecedores na área. Ainda mais quando se toma conhecimento de que até então a empresa praticamente estava na mão de apenas um fornecedor de membranas, a Dow, que deteve a patente até 2007, e de seus quatro OEMs autorizados, que são os revendedores das membranas. Isso criou até uma situação um pouco embaraçosa para a Petrobras, pois a cada necessidade de comprar membranas para reposição a companhia precisava fazer cotações com as quatro OEMs, que vendiam a mesma membrana. Situação semelhante ocorria quando precisava de manutenção para as membranas, pois a Dow não faz venda direta para a empresa.

    Petróleo & Energia, André Belarmin, gerente de conta da Dow, Água de injeção - Membranas de nanofiltração removem sulfato da água do mar para melhorar extração em plataformas offshore

    André Belarmino: Dow opera com quatro OEMs na estatal

    Ao saber da caducidade da patente da Dow e da disponibilidade das membranas de nanofiltração da Hydranautics, a Petrobras em 2009 fez contrato de cooperação com a fornecedora para começar a testar a nova alternativa de membrana. “Montamos uma planta piloto em San Diego, na Califórnia, e ficamos dois anos testando a operação, com o frequente controle dos técnicos da Petrobras, com as condições iguais e até piores àquelas que a empresa enfrenta no Brasil”, disse o gerente-geral da Hydranautics, Levy Polonio. No início de 2011, as membranas Nano SW (400 pés quadrados) e Nano SW Max (440 pés quadrados) foram aprovadas pela petroleira e incluídas no seu vendor list. O efeito imediato da aprovação foi a compra de 1.500 membranas da empresa japonesa para reposição em várias de suas plataformas, sendo que 400 delas apenas para uso na P52.

    O outro passo da Petrobras para tentar diminuir o monopólio dos módulos de injeção foi ir atrás de uma nova OEM não comprometida com a Dow, como ocorre com as demais. Para isso, a estatal procurou a Degrémont, tradicional empresa de engenharia de sistemas e equipamentos de água e efluentes, fornecedora usual da petroleira em outras áreas, como no refino e na logística. “A Petrobras nos provocou a entrar nesse mercado para que entrássemos no seu Master Vendor List Marítimo (MVLM), de fornecedor offshore para remoção de sulfato”, revelou o gerente comercial da Degrémont, Sylvio Andraus Junior.



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    4 Comentários


    1. gilberto evangelista

      desejo informacoes quanto a desalinizadora, onde comprar as pecas


    2. Maravilha,meu irmão querido! É muito bom ver uma publicação dessa natureza num momento em que nosso País está dividido, com metade vendo sòmente o lado negativo .Vamos vibrar nas novas conquistas e crescimento da Nação que tenho certeza podemos inverter essa situação e deixar para nossos filhos, netos e outros que virão depois o melhor de nós!
      Parabéns mais uma vez por você ser essa pessoa especial para mim e para o Planeta!
      Um beijo no coração.


    3. Sebastião Oliveira

      Trabalho em uma empresa especializada em Tratamento de Água e Efluentes. Na linha de tratamento utilizando a Osmose Reversa já forneceu para inúmeras empresas, inclusive à Petrobras em suas diversas refinarias. Já participei de diversos projetos, start-up e operação em plantas com Osmose Reversa. Estou agora entrando no tratamento de remoção de Sulfatos para a Petrobras e como primeira vez utilizando membranas de Nonofiltração. Esse site esclarece muito bem e abriu um leque de informações aos meus conhecimentos a cerca dessa tecnologia. Parabéns pela simplicidade e clareza nas demonstrações/explicações referentes ao tema.


      • Valdinei Romão

        Olá Sebastião Oliveira, Sou estudante de Tecnologia em Petróleo e gás, e gostaria de dialogar com alguém com experiência nesse tema para formulação de conteúdo a fim de incrementar conhecimentos para o meu TCC. Gostaria de dialogar com vc. Por Favor entre em contato: [email protected].



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