Petróleo e Energia

Aditivos e catalisadores entram em produção local

Hamilton de Almeida
26 de fevereiro de 2012
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    A multinacional alemã Evonik vai inaugurar uma fábrica de metilato de sódio no último trimestre deste ano, na Argentina, com capacidade para produzir 60 mil toneladas/ano. A planta atenderá os clientes da empresa na América do Sul, informa o coordenador de negócios da Evonik no Brasil, Carlos Araújo. “Teremos ganhos de competitividade com uma fábrica na região pela melhoria dos fatores logísticos”, enfatiza Araújo. Atualmente, a Evonik importa da Alemanha todo o metilato de sódio que comercializa no Brasil. É, naturalmente, mais caro e oferece maiores riscos trazer o produto da Europa do que do país vizinho.

    A Evonik não divulga o valor do investimento. Porém, não esconde o entusiasmo quanto ao desenvolvimento do mercado de biodiesel na América do Sul. “Até 2020, a região apresenta um potencial de crescimento muito interessante”, confirma Araújo. O avanço da mistura obrigatória foi rápido tanto no Brasil como na Argentina. No Brasil, há possibilidade de se chegar ao B10 e ao B20. E a Argentina, que adota o B7, irá para o B10.

    Petroleo & Energia, Carlos Araújo, coordenador de negócios da Evonik no Brasil, Aditivos e catalisadores entram em produção local

    Carlos Araújo espera ganhos logísticos com produção regional de metilato

    “A Evonik está presente no biodiesel desde o seu início e irá continuar sustentando e acompanhando o crescimento dos mercados. Temos uma postura pró-ativa”, garante Araújo. Com atuação em mais de cem países, o grupo alemão já tem plantas na Alemanha e nos Estados Unidos. A da Argentina será a terceira.

    No final de 2011, a Basf inaugurou uma fábrica de metilato de sódio na cidade paulista de Guaratinguetá – segundo a empresa, a única no Brasil e inédita no mundo com a tecnologia que opera –, com capacidade de 60 mil t/ano. Esta é a primeira unidade de metilato de sódio da Basf na América do Sul e a segunda no mundo, somada a uma fábrica em Ludwigshafen, na Alemanha. Valor do investimento: “Dois dígitos de milhões de euros”, diz a empresa.

    “Investimos na fábrica para fortalecer nossa posição competitiva no mercado de biodiesel na América do Sul, que está em franco crescimento”, declarou Stefano Pigozzi, presidente global da Divisão de Inorgânicos da Basf. “Este é mais um passo importante na construção da nossa estratégia de expandir a posição de liderança na América do Sul”, acrescentou.

    Alfred Hackenberger, presidente da Basf para a América do Sul, lembrou que, como anunciado no ano passado, planeja-se a construção de uma segunda fábrica na América do Sul.

    O metilato de sódio é um catalisador eficiente e confiável para a produção de biodiesel. É um processo consagrado, utilizado na reação de transesterificação. O produto é um dos carros-chefe da Evonik, que também comercializa o metilato de potássio a 32%, em metanol. Este produto é, segundo Araújo, indicado para as matériasprimas mais difíceis, com maior teor de acidez, como óleo de fritura usado e gordura animal.

    No campo – Na área do biodiesel, a Basf também marca presença no setor primário. A empresa informa que estudos realizados em cerca de 700 áreas experimentais apontam que o Sistema AgCelence Soja Produtividade Top proporciona um aumento de até 5% na produtividade, se todos os procedimentos forem seguidos corretamente. O novo modelo apresenta características únicas para o manejo da cultura de soja, principal matéria-prima para a produção de biodiesel.

    De acordo com a Basf, além do melhor controle fitossanitário, a combinação dos produtos Standak Top, Comet e Opera, utilizados em diferentes fases da lavoura, proporciona a melhor relação de transformação da água, luz e nutrientes em energia e grãos. O Sistema tem seu início com o Standak Top, que proporciona “tranquilidade” ao agricultor, já que promove melhor estabelecimento da cultura. É a certeza de segurança por conta de uma lavoura com mais raízes, folhas e ramos produtivos.

    Standak Top é apontado como um produto inovador para o tratamento de sementes: o único que possui ação fungicida e inseticida, juntas, para controlar as principais pragas e fungos que atacam as sementes e plântulas da soja, e ainda apresenta os benefícios AgCelence, que proporcionam maior enraizamento, engalhamento e arranque da planta.

    Os fungicidas Comet e Opera completam o manejo garantindo a qualidade e uma maior produtividade da lavoura. O segundo é recomendado para o controle das principais doenças foliares que mais afetam as lavouras de soja, como a ferrugem asiática, mancha alvo, oídio, crestamento foliar e mancha parda ou septoriose. Já o Comet é um fungicida com amplo espectro, também utilizado no controle das principais doenças do algodão, feijão, café e citros. Apresenta maior proteção contra as doenças, com longo poder residual, gerando maior produtividade e qualidade nas lavouras.

    Os benefícios AgCelence de aumento de produtividade ocorrem em razão da presença do princípio ativo piraclostrobina, encontrado nos fungicidas da família F500. O efeito fisiológico do F500 é resultado do aumento da fotossíntese líquida e da atividade da enzima nitrato-redutase, combinados com a diminuição da produção do etileno na planta. Todos esses fatores reunidos contribuem para mais produtividade e qualidade nas lavouras, garante a Basf.

    Antioxidantes – Para aumentar a vida útil do biodiesel, a Lanxess desenvolveu a linha Baynox, de antioxidantes. “Assim que surgiu o primeiro biodiesel no mercado, a Lanxess desenvolveu os primeiros estabilizantes. Eles têm um desempenho muito bom, especialmente quando o grau de estabilidade inicial do biodiesel é baixo, como pode ser demonstrado em testes de laboratório”, informa Carlos Santos, responsável por relações com a imprensa. “O biodiesel precisa permanecer íntegro até que a última gota seja usada.”

    A Lanxess garante que o Baynox mostra comparativamente bons resultados no biodiesel produzido com óleo de palma, óleo de fritura usado e gorduras animais. O biodiesel produzido de óleos vegetais contém altos níveis de ésteres duplos ou triplos de ácidos graxos insaturados, que são muito mais sensíveis à oxidação do que o biodiesel de colza, que basicamente contém apenas ésteres isolados de ácidos graxos saturados. Este efeito é bem conhecido nos óleos vegetais correspondentes. Por isso, a Lanxess dispõe de outro estabilizador, o Baynox Plus, que é eficiente no biodiesel de tais fontes.

    Santos divulga que os produtos da linha Baynox são de alta qualidade, não contêm enxofre nem nitrogênio e não deixam resíduos na ignição. Os ingredientes ativos não são corrosivos e não contêm ácidos nem substâncias cáusticas. O Baynox e o Baynox plus são produzidos em Leverkusen, na Alemanha.

    Leia também: Biodiesel – Revisão dos padrões oficiais de qualidade estimula produtores



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