Abrafati – Qualidade: Benefícios para o consumidor e para todo o mercado

A Abrafati conduz uma série de programas e ações que têm por objetivo a busca do desenvolvimento setorial sustentável. Essas iniciativas desempenham papel chave na construção do futuro da cadeia de tintas, que evolui e se renova continuamente. Ao mesmo tempo, representam uma significativa contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Em uma série de artigos, a Associação apresentará um resumo dos avanços dos últimos 30 anos e do que está por vir, relacionados a temas essenciais como o desenvolvimento tecnológico, a sustentabilidade, a melhoria da qualidade e a competividade. Nesta edição, o tema é a preocupação constante com a qualidade das tintas e com o ordenamento do mercado, beneficiando o consumidor e fomentando a concorrência leal.

Petróleo & Energia, Abrafati - Qualidade: Benefícios para o consumidor e para todo o mercado

A preocupação em combater a não conformidade técnica e em estabelecer parâmetros confiáveis para a avaliação das tintas sempre foi um dos objetivos centrais da Abrafati, desde a sua criação. Esse tema se manteve em forte evidência ao longo dos anos, resultando, no início da década passada, na criação e implantação do Programa Setorial da Qualidade – Tintas Imobiliárias (PSQ).

Petróleo & Energia, Abrafati - Qualidade: Benefícios para o consumidor e para todo o mercado“O PSQ é um divisor de águas no mercado brasileiro de tintas. A partir dele, surgiu uma nova realidade, que beneficia diretamente o consumidor, ao reduzir o espaço para a atuação de quem produz intencionalmente tintas não conformes”, afirma Dilson Ferreira, presidente-executivo da Abrafati. O programa teve papel decisivo para que a qualidade das tintas entrasse definitivamente na agenda dos fabricantes, fornecedores, revendedores, especificadores, compradores, construtores, arquitetos, pintores e outros públicos, incluindo os consumidores finais. Esse processo que fez a exigência por tintas de qualidade ganhar força vem sendo gradual e segue em evolução.

Deve ser destacado, nesse processo de transformação que vem beneficiando todo o setor de materiais de construção, o papel catalisador desempenhado pelo PBQP-H – Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat. Na comemoração dos 10 anos de PSQ – Tintas Imobiliárias, a arquiteta Maria Salette Weber, coordenadora-geral do PBQP-H, afirmou que essa iniciativa foi aos poucos trazendo uma evolução para todos os elos da cadeia produtiva, principalmente para os fabricantes. “Puderam ser percebidos, ao longo desse processo, os benefícios que o investimento em conformidade e gestão traz para os envolvidos. Ao mesmo tempo, ocorreu a incorporação da qualidade como um aspecto considerado prioritário pelo governo”, explicou.

Um dos resultados muito expressivos do PSQ foi a transformação no panorama do setor, que conta atualmente com quase 90% do volume de tintas imobiliárias vendidas no Brasil atendendo aos requisitos mínimos de qualidade. Esse percentual continua crescendo, com o ingresso de novos fabricantes no PSQ, juntamente com a retirada do mercado e o ajuste de marcas não conformes. “Queremos continuar avançando, ampliando esse percentual para números cada vez mais próximos de 100% e estabelecendo novos níveis de qualidade, que estimulem e ao mesmo tempo reflitam a inovação e o desenvolvimento tecnológico”, disse Dilson Ferreira.

NORMATIZAÇÃO FOI FUNDAMENTAL

Ao longo dos últimos anos, foram criados parâmetros claros, concretos e científicos de avaliação das tintas imobiliárias, com a publicação de mais de três dezenas de normas ABNT (NBR) e a revisão posterior de várias delas, refletindo a evolução do mercado e da tecnologia. Com isso, foram padronizadas as metodologias de ensaios e – mais importante – definidos os requisitos mínimos de performance ou especificações mínimas de qualidade. Quatro dessas normas se destacam justamente por serem de especificação: uma para tintas látex foscas de cor clara, outra para massas niveladoras, a terceira para esmaltes brilhantes/tinta óleo e a quarta para vernizes brilhantes à base de solvente para uso interior.

O trabalho de avaliação técnica, amparado por essas normas, envolveu a coleta e análise de cerca de milhares de amostras de tintas, sendo realizados mais de 30 mil ensaios de desempenho. “São números muito significativos, que envolvem o monitoramento contínuo de dezenas de marcas de tintas, de fabricantes que participam ou não do PSQ. Isso nos permite ter um retrato fiel e sempre atualizado da situação do mercado”, explica Gisele Bonfim, coordenadora do PSQ – Tintas Imobiliárias.

Outro aspecto determinante para o ordenamento do mercado foi o estabelecimento de requisitos mínimos de qualidade para diferentes níveis de classificação das tintas (Econômicas, Standard e Premium) e diferentes produtos. Somado a isso, está o segundo grande diferencial dos PSQs: é a empresa que se qualifica, ou seja, todos os seus produtos devem atender as normas. “Com esse modelo, não existe a possibilidade de uma empresa qualificada fabricar produtos que não atendam aos requisitos mínimos”, assinala Gisele Bonfim.COMUNICAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO

Desde o início, foi percebida a necessidade de envidar esforços para mostrar ao mercado os benefícios trazidos pelo programa, ampliando seu reconhecimento e a sua repercussão. Assim, foram – e continuam a ser – desenvolvidas diversas ações de divulgação e de conscientização dirigidas aos diversos públicos ligados às tintas, que contam com o forte apoio de um grupo de fornecedores de matérias-primas comprometidos com a qualidade, que aportam recursos e conhecimentos indispensáveis para o desenvolvimento do programa.

“Estamos buscando, cada vez mais, levar informação para a sociedade, estimulando a escolha de tintas em conformidade com as normas técnicas e fortalecendo a conscientização em relação a esse tema”, salienta Gisele Bonfim. A participação em várias das principais feiras da cadeia de construção, com a realização de palestras e a distribuição de material informativo, faz parte desse esforço.

Reunindo um público especificador de tintas, que precisa de informação consistente e atualizada para orientar suas decisões, esses eventos, assim como aqueles desenvolvidos para atender aos interesses dos pintores, são ótimas oportunidades para mostrar as vantagens de investir na qualidade reconhecida.

Da mesma forma, os Encontros com a Revenda promovidos em diversos pontos do território nacional nos últimos anos contribuem para envolver o varejo na luta em favor da qualidade, tendo atingido milhares de profissionais, que multiplicam a informação e a conscientização.

Também para as associações de classe ligadas à cadeia de construção são desenvolvidas atividades específicas, de modo a obter seu apoio e comprometimento com o tema. O mesmo ocorre em relação aos órgãos de financiamento imobiliário e responsáveis por licitações, fundamentais para que novas construções utilizem tintas com qualidade assegurada, refletindo-se na defesa dos interesses do consumidor.

Com o Portal Tinta de Qualidade, no ar desde 2011, ampliou-se o acesso do consumidor final – e de todos os demais públicos – à informação, completando esse ciclo virtuoso em favor da qualidade reconhecida, que envolve ainda outra grande realização – que se tornou uma referência fundamental para lojistas e especificadores: o livro Tintas Imobiliárias de Qualidade – Livro de Rótulos da Abrafati, cujo conteúdo também está disponível na internet (no site www.tintasimobiliarias.com.br [1]).

O PAPEL DO ESTADO

Como parte do PBQP-H, do Ministério das Cidades, o programa coordenado pela Abrafati é fruto de uma política governamental, que estabeleceu os objetivos de melhorar a qualidade da habitação e modernizar os métodos construtivos.

Nos últimos anos, a importância da qualidade ganhou crescente reconhecimento por parte do governo federal e de governos estaduais, assim como da Caixa Econômica Federal, principal órgão de financiamento imobiliário no país. Com isso, por meio de legislações e políticas públicas, foi restringido o espaço para a atuação dos fabricantes de marcas não conformes, que não podem vender suas tintas para programas habitacionais – como o Minha Casa, Minha Vida ou os da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo) – e tampouco podem cadastrá-las para financiamentos a obras de construção e reformas com o uso do Cartão BNDES.

Ao mesmo tempo, o Ministério Público e órgãos estatais de defesa do consumidor têm agido com maior rigor e constância para que cesse a produção e venda de materiais de construção – entre os quais as tintas imobiliárias – fora da conformidade técnica. Deve ser destacado que alguns termos de ajustamento de conduta (TAC) já foram assinados por fabricantes que produziam tintas não conformes, comprometendo-se a não prosseguir com essa prática. “As ações que são desenvolvidas têm o objetivo de exigir o cumprimento da legislação e das normas, garantindo o respeito ao consumidor e a concorrência legal. Não se trata de impedir a atuação de nenhuma empresa ou prejudicar suas operações, mas de tornar o mercado mais ordenado”, resume Dilson Ferreira.

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