Produtos Químicos e Especialidades

Distribuição: Empresas superam crise com portfólios ampliados

Marcelo Fairbanks
28 de julho de 2019
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    Dosualdo vê a demanda mais fraca nos segmentos ligados à indústria de bens mais pesados, como a construção civil e a automobilística. Cuidados pessoais, domissanitários, alimentos e farmacêuticos sentem os efeitos da crise econômica d forma menos acentuada. “Segmentos como plásticos, tintas e poliuretanos são os mais afetados, enquanto os produtos voltados para agricultura e pecuária se mostram mais resilientes”, avaliou.

    Nesse ambiente, as especialidades químicas se apresentam como alternativas para diferenciação de produtos finais, melhorando o seu desempenho, mas também para a sua reformulação com objetivo de reduzir custos.

    Investimentos avançam – As distribuidoras mantém o ritmo de investimentos dentro da estratégia de acompanhar de perto as demandas dos mercados atendidos, mantendo estruturas compatíveis com os volumes movimentados e as características de cada mercado.

    “Estamos montando laboratórios na matriz, mas o forte dos investimentos dessa vez está direcionado para a filial de Pernambuco, cuja estrutura de armazenamento de sólidos está em ampliação e construiremos tancagem nessa unidade, com linha de entamboramento qualificada”, revelou André Castro, esperando a iniciar operações nas instalações ampliadas ainda neste ano.

    A Química Anastácio prossegue com o plano de investimentos na digitalização de processos. “Investimos pesado no ano passado na plataforma de Tecnologia da Informação, agora estamos reforçando o sistema de gestão ERP, com a atualização de ferramentas de gestão do relacionamento com clientes, o CRM”, disse Jan Krueder.

    A MCassab conseguiu superar a última etapa regulatória para iniciar a construção do centro de distribuição de Cajamar-SP. “Com 32 mil m², esse centro logístico permitirá integrar todas as nossas operações em um único local”, informou Dosualdo. “É o nosso maior passo para a melhoria das operações, mas não o único; temos estudos em andamento para aprimorar a nossa malha logística e desenvolveremos outras iniciativas para suportar o nosso crescimento e atender melhor os clientes.”

    Efeitos da greve – Sempre citada como principal fator de desestabilização econômica de 2018, a greve dos caminhoneiros de maio do ano passado teve efeitos importantes na distribuição química. A mais visível foi o aumento das frotas próprias dos distribuidores.

    “O mercado se ajustou às novas condições, especialmente à tabela de fretes que ficaram mais caros, estimulando a investir em frota própria”, avaliou André Castro. A Morais de Castro, antes mesmo da greve, já havia constituído uma empresa especializada em cargas químicas, a Transportadora Pirajá, que opera para a distribuidora e para terceiros. “A demanda da Morais de Castro representa apenas 40% da movimentação de carga da Pirajá, são empresas realmente independentes”, salientou.

    O aumento da frota da Pirajá após a greve ocorreu, porém apenas nas dimensões projetadas anteriormente. “Claro que houve aumento nos custos, repassados para os clientes; estes, por sua vez, também tiveram problemas com fretes para escoar sua produção”, comentou. De forma geral, esses custos foram assimilados na cadeia produtiva. Para Castro, o problema maior está na estrutura portuária, deficiente e cara.

    A Rudnik também criou, em 2011, empresa separada para cuidar da logística, a Rudlog, prestando serviços para a distribuidora e terceiros. “A Rudlog faz a gestão do armazém e dos fretes da Rudnik, mas também tem 25 clientes em armazenagem”, informou Tiago Reis.

    Contar com estrutura de transporte adequada permite entregar produtos vendidos em curto prazo. “Entregamos os produtos no dia seguinte da compra, para clientes situados num raio de 200 km de Cotia-SP”, salientou.



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