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29 de dezembro de 2015

Abrafati 2015: Setor busca inovações tecnológicas para superar momento econômico difícil

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Petróleo & Energia, Setor busca inovações tecnológicas para superar momento econômico difícil ©QD Foto: Shutterstock

    Petróleo & Energia, Setor busca inovações tecnológicas para superar momento econômico difícil ©QDA atual circunstância política e econômica do Brasil representa um grande desafio à conhecida resiliência da indústria de tintas e vernizes. Ao longo das últimas décadas, essa atividade econômica sentiu os efeitos de vários períodos de economia fraca, porém sempre conseguiu se manter na superfície, recuperando-se rapidamente em todas as ocasiões tão logo a maré virou.

    Os indicadores atualizados da indústria apontam que, depois de amargar dois anos de estagnação, em 2013 e 2014, neste ano a demanda despencou, arrastando para baixo a ocupação das fábricas brasileiras nos seus dois ramos mais importantes: construção civil e produção automobilística. “O pior de tudo é que ainda não chegamos ao fundo do poço”, lamentou Antonio Carlos Lacerda, presidente do conselho diretivo da Associação Brasileira da Indústria de Tintas (Abrafati), também vice-presidente sênior de Tintas e Soluções Funcionais da Basf na América Sul.

    Depois da evolução negativa do PIB nacional neste ano, a expectativa de um desempenho medíocre – próximo a zero, em 2016 – não representará alívio para o setor. “A recuperação do ambiente de negócios só deve aparecer daqui a 18 meses, pelo menos”, afirmou Lacerda, durante o 10º Fórum Abrafati, realizado em 26 de agosto, em São Paulo.

    Na mesma ocasião, o economista e consultor Maílson da Nóbrega apresentou um prognóstico ainda menos animador. “A economia brasileira vai continuar encolhendo até as eleições de 2018, quando deverá ocorrer a mudança do governo”, afirmou. O ex-ministro da fazenda (governo Sarney) não acredita na saída da atual chefe do Poder Executivo federal por impeachment, muito menos por renúncia.

    Tanto Nóbrega quanto Lacerda identificam na atual crise um forte elemento político conturbador, que minou a confiança de todos os agentes econômicos. Sem a neutralização desse fator, dificilmente o país conseguirá retomar o caminho do crescimento.

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    Ferreira: setor deve ficar mais próximo dos legisladores

    Congresso internacional – O período de crise exige que cada um se esforce para fazer seus trabalhos de forma cada vez melhor. “A Abrafati 2015, composta pelo congresso internacional e exposição de produtos e serviços, existe para criar um ambiente propício para superar a crise”, salientou Dilson Ferreira, presidente executivo da Abrafati. Ele ressaltou que a indústria de tintas está bem estruturada no país, contando com um programa de qualidade (o PSQ) consolidado, capaz de garantir a satisfação do usuário com o produto adquirido. Também se livrou da informalidade, acabando com a concorrência desleal.

    Do ponto de vista tecnológico, o congresso setorial trará novidades que favorecem tanto o consumidor quanto o produtor. Com insumos avançados e técnicas de produção aprimoradas, será possível reduzir custos e oferecer produtos finais de melhor desempenho, um movimento duplamente atrativo, embora possa exigir algum investimento para implantação, que se dará em curto, médio e longo prazos. “Neste ano, a programação científica foi ampliada em 25%, chegando a 90 palestras e quatro plenárias”, informou Ferreira. A plenária de abertura terá a ética como tema, contando com a participação especial do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, celebrado pela firme condução do processo do Mensalão

    No campo da política, porém, o momento exige mais empenho da indústria. “Como o poder de decisão migrou do Executivo para o Legislativo, a cadeia produtiva de tintas deve se aproximar mais das casas legislativas, de forma coordenada, mediante a formação de uma frente parlamentar setorial”, recomendou Fereira.

    Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), apoia a iniciativa de aproximação com os legisladores. “O setor do comércio já está organizando a sua frente parlamentar, pois verificamos que as demandas legislativas são muitas e quem atua de forma bem coordenada tem vantagem”, explicou.

    Conz citou o exemplo do setor agropecuário, que iniciou um trabalho na esfera parlamentar há oito anos, com reuniões semanais para discutir assuntos de seu interesse. “Eles estão conseguindo resultados expressivos”, avaliou. Para ele, associações e sindicatos patronais precisam ser mais atuantes na esfera política, para que as instituições existentes funcionem melhor.


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