Logística Offshore – Investimentos crescem para suprir e escoar a produção

Hoje, a força de trabalho embarcada (funcionários da estatal e terceirizados) utiliza o meio de transporte aéreo, enquanto cargas e equipamentos seguem por navios. No entanto, as longas distâncias dos novos campos já impõem a necessidade de buscar outros meios ou soluções mediadoras, uma vez que, principalmente no transporte aéreo, há limites de autonomia de voo.

Um novo modelo logístico vem sendo desenhado pela Petrobras e parceiras, abrangendo desde a melhoria do chamado flotel (espécie de hotel flutuante, em operação na Bacia de Campos) e a aquisição de lanchas super-rápidas e embarcações especiais, com capacidade para 150 a 300 pessoas, com equipamentos para levar os passageiros em segurança até o deque da plataforma ou do flotel, até a instalação de hubs marítimos.

Petroleo & Energia, Os caminhos para escoar o óleo e o gás, Logística Offshore
Os caminhos para escoar o óleo e o gás

Assim como na aviação, esses hubs marítimos, verdadeiras ilhas artificiais, funcionariam como os postos avançados da infraestrutura logística offshore, para embarque e desembarque de passageiros (com heliponto e cais de atracamento). O novo modelo logístico abrange ainda embarcações que funcionarão como centrais de suprimento (de diesel, fluidos etc.).

Essas instalações ficariam mais próximas da costa, a meio caminho dos campos mais distantes, como Lula. Delas partiriam tanto barcos menores de apoio, para suprir as plataformas, como helicópteros de menor porte, para transporte de pessoas. Para tanto, os hubs deverão ter todas as condições necessárias para suportar um grande número de pousos e decolagens, abrigo para helicópteros quando não estiverem a serviço, alojamentos e áreas para armazenamento de carga seca, assim como tubulações e equipamentos de manutenção. Também funcionarão como um cais avançado para as embarcações necessárias para o abastecimento das unidades offshore e dos barcos de apoio.

O primeiro hub marítimo para atender o pré-sal estava previsto para 2014, sem local definido. Embora ainda não tenha apresentado o projeto desse primeiro hub, a Petrobras previa que ele dispusesse apenas de serviços de acomodação para passageiros e aeronaves impedidas de decolar por falta de condições mínimas meteorológicas, além de estrutura para atendimento médico e hangar para um helicóptero ambulância. Com diversos helipontos, além de funcionar como um ponto intermediário no transporte de passageiros para as plataformas, ele daria suporte à área de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), armazenando equipamentos de combate à poluição, para agilizar as operações de emergência.

Expansão necessária – Detentor da maior infraestrutura offshore do país, montada nas últimas quatro décadas para dar suporte às operações da Bacia de Campos, o Rio de Janeiro investe na expansão e melhoria de suas instalações. Tanto no que diz respeito aos estaleiros como na infraestrutura portuária e de serviços.

“O governo do Rio de Janeiro tem sido parceiro de todos os grandes empreendimentos que estão sendo estudados para os próximos anos no estado, e que atendem às demandas do considerável aumento da produção de petróleo por conta da exploração do pré-sal”, afirma Julio Bueno, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis). “Afinal, na costa fluminense estão cerca de 70% das reservas já identificadas do pré-sal, além de o Rio já ser responsável por 85% do petróleo produzido no país.”

Ele observa que o governo fluminense atua em investimentos diretos em logística – como nas obras para a construção do Arco Metropolitano – e também no aporte de recursos, dragagens, apoio nos licenciamentos ambientais, disponibilização de áreas, parceria na implementação de distritos industriais na retroárea portuária.

Entre os principais empreendimentos que darão apoio à operação do pré-sal, o titular da Sedeis destaca o terminal da Petrobras em Itaguaí, que receberá investimentos de R$ 8,5 bilhões, e o terminal Ponta Negra (TPN), a ser construído pela empresa paulista de engenharia DTA, com investimentos de R$ 5 bilhões. “Este projeto está na rota do Comperj e é focado principalmente no atendimento às parceiras da Petrobras no pré-sal”, acrescenta.

Petroleo & Energia, Recursos necessários para o aumento da produção de óleo e gás, Lofística Offshore
Recursos necessários para o aumento da produção de óleo e gás

Outros projetos estratégicos são o Complexo Superporto do Açu, do grupo EBX, que vai contar com o porto da LLX e o estaleiro da OSX, com investimentos totais estimados em R$ 5,5 bilhões (apenas nos dois empreendimentos, sem considerar o distrito industrial do Açu) e o Terminal de Serviços e Logística da Barra do Furado (TSLBF), no Canal das Flechas, entre os municípios de Campos e Quissamã, no norte do estado, com investimentos estimados em R$ 450 milhões. “Vai ser o primeiro terminal destinado a reparos de embarcações”, lembra ele.

Página anterior 1 2 3 4Próxima página
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios