Economia

Navalshore – Investimento em alta anima o clima da feira da construção naval

Julio Castro
6 de junho de 2011
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    Petroleo & Energia, Navalshore - Investimento em alta anima o clima da feira da construção Naval

    Estaleiro EAS em Suape-PE: em plena carga

     

    Empresários e investidores de mais de dez países estarão reunidos entre os dias 3 e 5 de agosto no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, na oitava edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, maior feira do setor da América Latina.

    Com organização da United Business Media Limited (UBM) Brazil, o encontro tem o patrocínio da Aveva e apoio da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav) e da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam).

    Neste ano, a Navalshore acontece em um momento extremamente favorável para o país. Afinal, o Brasil nunca atraiu tantos investimentos internacionais nos mais variados setores da economia, em especial, os voltados à indústria naval e à exploração de petróleo e gás. A estabilidade política e econômica, a abertura do mercado e também o plano estratégico da Petrobras para 2010-2014, que inclui os primeiros projetos do pré-sal, tornaram o Brasil a bola da vez.

    “O cenário da indústria naval hoje é outro, com uma demanda crescente de encomendas de armadores nacio- nais e estrangeiros, além de projetos de instalação de novos estaleiros”, destacou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, reiterando que o Brasil ganhou o respeito internacional por ser, atualmente, o país com a maior demanda da área naval do mundo.

    Petroleo & Energia, Sérgio Machado, presidente da Transpetro, Navalshore - Investimento em alta anima o clima da feira da construção naval

    Sérgio Machado: o Brasil tem a maior demanda mundial por navios

    Em seis anos, o Brasil se tornou a quinta maior carteira de petroleiros do mundo, e possui 10% das encomendas internacionais de embarcações do tipo Suezmax.

    Há dez anos, a produção naval brasileira estava praticamente concentrada no Rio de Janeiro. Hoje, já se expandiu para o Sul, com o estaleiro de Rio Grande-RS, e para o Nordeste, com o Complexo Portuário de Suape-PE. E outros polos regionais de construção de petroleiros vão surgindo, com as quase duas dezenas de companhias – nacionais e internacionais – convidadas a participar dos processos de licitação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

    “O Promef garantiu escala aos estaleiros para que invistam em instalações, tecnologia e capacitação profissional. Somente dessa forma eles podem alcançar preços e qualidade internacionalmente competitivos”, acrescenta Sérgio Machado.

    Todos esses fatores concorreram para a expansão da Navalshore, que neste ano terá uma área de exposição 55% maior: foram agregados mais de 11 mil m² à exposição, que terá diversos pavilhões internacionais. De acordo com os organizadores, o evento contará com mais de 350 empresas expositoras nacionais e internacionais, da Argentina, Japão, China, Espanha, Suécia, Coreia do Sul, EUA, Itália, Noruega, Canadá e Holanda.
    Mercado atraente – São várias as empresas do setor privado a anunciar novas linhas de produtos e serviços com tecnologia de ponta. Entre os expositores estarão presentes companhias especializadas em construção e reparo de embarcações, fornecedores de navipeças e serviços, navegação, rádio e telecomunicações, tecnologia da informação, empresas de seguros e bancos, gerenciamento logístico, fornecimento offshore e para navios, design de navios, arquitetura e engenharia naval, sociedade de classificação, inspeção etc.

    Afinal, uma das fortes características da retomada da construção naval é o aquecimento das atividades da cadeia produtiva, que abrange um grande número de empresas. Isso porque a fabricação de cada navio exige a produção de dois a três mil itens, de chapas de aço, tintas e solventes e amarras a tubulações, fios, válvulas e bombas centrífugas.

    Cerca de 70% dessas peças, chamadas de navipeças, são produzidas no Brasil. Mas a demanda crescente está preocupando a indústria naval e offshore, atraindo novos players para o mercado brasileiro. Muitos deles, além de fornecer, acompanham com bons olhos as possibilidades de se associar a estaleiros e empresas dessa cadeia produtiva, investindo até mesmo na ampliação do parque fabril.

    Entre os estrangeiros com presença confirmada está o estaleiro holandês Damen, um dos mais importantes da Europa, com faturamento de 1,3 bilhão de euros em 2010. O Damen Shipyards Group é o maior grupo de estaleiros da Europa. Opera mais de trinta estaleiros em treze países dos quatro continentes e emprega mais de 8.500 pessoas diretamente e uma quantidade similar indiretamente. Nos 40 anos de existência, mais de 4.500 unidades foram entregues.



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